League of Legends

Tudo sobre o Projeto A, novo FPS da Riot Games

Os mundos de CS:GO e Overwatch unidos da melhor forma possível
@foxer_jj
Jairo Junior
escreve para o Versus.
Foto: Riot Games/Reprodução
Foto: Riot Games/Reprodução

"Projeto A" é o novo FPS (First Person Shooter, ou jogo de tiro em primeira pessoa) em produção da Riot Games. O jogo foi anunciado oficialmente na última terça-feira (16), durante a transmissão comemorativa de dez anos do League of Legends (LoL). Em meio a tantos anúncios, o título não recebeu um grande destaque - no entanto, algumas informações importantes foram reveladas, assim como certos pontos podem ser minimamente deduzidos.


Leia mais:


Nome

Como muitos devem imaginar, "Projeto A" é o nome provisório do game enquanto ele ainda não possui um título oficial. Outros games ainda em desenvolvimento da Riot (como o jogo de luta ou o RPG) também receberam o nome de "Projeto" seguido de uma letra em seguida.

De acordo com o jornalista Rod "Slasher" Breslau, internamente os rioters chamam o jogo de tiro de Ares - no entanto, não há nada confirmado oficialmente.


Estilo e referências

Seja Projeto A ou Ares, o que os jogadores querem mesmo saber é o resultado final do jogo. Ainda de acordo com Slasher, as pessoas que o testaram afirmaram que é uma "mistura entre Counter-Strike: Global Offensive e Overwatch". A parte do CS:GO se deve ao fato da mira ser importantíssima no jogo, já que só é possível eliminar os adversários com tiros. Apesar de cada personagem ter uma habilidade diferente como em OW, elas possuem maior serventia para criar e impedir jogadas ao invés de serem letais, como explicou o CEO da Riot, Nicolo Laurent.

Por fim, ainda de acordo com Rod, dentre os pro players que testaram Projeto A estão profissionais de CS:GO e Overwatch que foram convidados pela Riot para jogar o novo título e dar feedbacks. Epitácio "TACO" de Melo disse que seus ex-companheiros de Team Liquid estavam entre os convidados. "Os elogios foram quase unânimes", disse Slasher.

A inspiração em CS:GO também pode ser resultado de um dos produtores do jogo, chamado Salvatore "Volcano" Garozzo, ser ex-jogador de CS - isso sem contar que o profissional e também ajudou Shawn "FMPONE" Snelling a criar a Cache, um dos cenários mais famosos do Counter-Strike atualmente.

Quanto ao visual do game, os gráficos não são tão realísticos quanto o FPS da Valve. Com linhas mais suaves e um visual mais limpo, os cenários apresentados lembram jogos mais cartunescos, como Paladins e Overwatch.

Comparar games que ainda têm pouca informação com outros que já existem no mercado é completamente normal. O diretor geral de parcerias e negócios de IPs da Riot Games, Jarred Kennedy, disse que alguns elementos podem lembrar outros títulos... No entanto, o foco da empresa é outro:

"Nós queremos colocar algo novo sobre a mesa, é sobre isso que se trata. Trazer experiências especiais e mais duradouras para os jogadores por vários anos", afirmou Jarred.


Brasil e FPS

Dentre as novidades da Riot, o Projeto A foi um dos mais comentados no Brasil. Afinal de contas, o país possui uma relação extremamente íntima com jogos de tiro - tanto no casual quanto nos esportes eletrônicos. Não é à toa que que o país já coleciona títulos mundiais no Counter-Strike 1.6, Global Offensive, Point Blank, Crossfire, Rainbow Six: Siege e mais.

O Gerente da Riot Games no Brasil, Roberto Iervolino, também comentou sobre a relação entre o Brasil e FPS e como a empresa enxerga isso:

"Quando a gente fala de Brasil e parte para uma discussão de FPS tático, é um país que já possui uma tradição fantástica, tem um esport muito forte, além de bastante popularidade", reconheceu Iervolino. "Quando fazemos uma pesquisa sobre isso, ele aparece como gênero número um. Então sim, quando pegamos o plano de um jogo como este, nós tratamos com muito carinho no Brasil, assim como fora do país o pessoal sabe da relação do Brasil com FPS ao ver Neymar e FalleN jogando CS. Eles têm consciência do quão especial é. Por isso, prepararemos um plano muito cuidadoso para a região".


Informações em pauta e não confirmadas

Outras informações sobre o jogo foram comentadas durante a coletiva de imprensa da Riot Games. Uma delas é sobre a forma de adquirir os novos jogos e se eles seriam gratuitos, como o próprio LoL.

"Não necessariamente serão todos free to play", revelou Jarred Kennedy. "Nós pensaremos sobre o que faz mais sentido para o jogo, o gênero dele e também a experiência que queremos criar em cima disso".

O caminho que cada gênero irá seguir ainda não é totalmente claro. Jogos FPS combinam com competições, mas essa ainda não é uma preocupação da Riot no momento.

"Estamos apenas focando em fazer ótimos jogos e que as pessoas aprovem", disse Jarred sem revelar o futuro dos novos títulos. Mesmo assim, o rioter reconhece bem o velho ditado que fala sobre o cliente sempre ter razão: "Nós somos apaixonados por jogos competitivos e seguiremos nossa comunidade onde ela quiser ir".

Por enquanto, os fãs terão que se contentar com o que foi dito até então. De acordo com a transmissão da Riot, mais novidades chegarão apenas em 2020. Até lá, resta aos fãs especularem sobre o que está por vir.

Siga o Versus nas redes sociais para mais notícias - Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.

Mais notícias
LoL: Designer elabora novo design para o cliente com base em feedback de jogadores
League of Legends

LoL: Designer elabora novo design para o cliente com base em feedback de jogadores

O visual é diverso e com informações bem distribuídas
Beatriz Coutinho
LoL: Final do Mundial 2019 supera Fim de Fortnite como evento mais visto da Twitch
League of Legends

LoL: Final do Mundial 2019 supera Fim de Fortnite como evento mais visto da Twitch

A partida entre FPX e G2 quebrou o recorde de espectadores da plataforma
Matheus Oliveira
LoL: Clipe de Giants, do True Damage, alcança 5 milhões de visualizações em um dia
League of Legends

LoL: Clipe de Giants, do True Damage, alcança 5 milhões de visualizações em um dia

A quantidade de views no período é semelhante a Pop/Stars do K/DA, lançado em 2018
Matheus Oliveira