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Tfue acusa FaZe de ficar com 80% do seu lucro; organização nega

Streamer ainda alega que as condições contratuais são abusivas
@biaacoutinhoo
Beatriz Coutinho
escreve para o Versus.
Foto: Tfue/Reprodução
Foto: Tfue/Reprodução

O pro player e streamer de Fortnite Turner "Tfue" Tenney está processando a FaZe Clan por manter um contrato de trabalho abusivo. De acordo com o jogador e seu advogado, a organização fica com 80% dos lucros do influenciador obtidos em seus canais de transmissão e redes sociais.

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Tfue faz parte da FaZe Clan desde abril de 2018. De acordo com o Hollywood Reporter, o streamer tentou deixar a organização em setembro, alegando violação do contrato de trabalho, mas a tentativa foi negada e ele permaneceu na equipe. Por conta disso, agora o influenciador está tentando sair com a ajuda da justiça.

Esta não é a única acusação de Tfue e seu advogado, Bryan Freedman, contra a FaZe. O streamer - que está classificado para a Copa do Mundo de Fortnite em Nova York - afirmou que a organização costuma oferecer bebidas alcoólicas para youtubers abaixo da idade mínima legal para consumo. Além disso, ele teria sido pressionado a morar em uma das gaming houses da equipe.

Segundo Freedman, a FaZe também tem o costume de encorajar seus influenciadores a fazer atividades perigosas enquanto se filmam. Como exemplo disso, ele relembrou a vez em que Tfue sofreu um acidente enquanto andava de skate, ação que resultou em uma desfiguração permanente.

Ao Hollywood Reporter, Freedman deixou uma mensagem para organizações e influenciadores: "Este é o momento para que criadores de conteúdo, gamers e streamers parem de ser passados para trás por conta de acordos opressivos, injustos e ilegais. As ações legais tomadas hoje são um sinal de que esse comportamento [por parte das organizações] não será mais tolerado. A comunidade gamer merece um ambiente seguro que a permita ser livre para controlar suas próprias carreiras".

A FaZe, por sua vez, emitiu um comunicado em resposta às acusações, alegando que a empresa nunca ficou com os lucros de Tfue obtidos por campeonatos, seu canal na Twitch, Youtube ou qualquer rede social.

A empresa aponta ainda que a FaZe obteve US$ 60 mil com a parceria e que "embora os contratos sejam diferentes para cada jogador, todos possuem um limite de 20% revertidos para a FaZe tanto em lucros de campeonato quanto para lucro de conteúdo, e 80% ficam para o jogador". No caso de Tfue, "nenhum destes dois valores foi absorvido" pela organização.

O fundador da FaZe Clan, Ricky Banks, fez comentários em seu Twitter a respeito do caso, alegando que a equipe "nunca pegou 80% do lucro de ninguém", adicionando que "um contrato deste tipo nunca existiu".



Bia Coutinho é redatora do
Versus. Siga-a no Twitter em @biaacoutinhoo.

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