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Será que é só dinheiro? Times revelam o que é preciso para estar na Overwatch League

“It's not (all) about the money money money”
@_matheusf23
Matheus Oliveira
escreve para o Versus.
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Quando notícias sobre o valor das franquias da Overwatch League foram publicadas, anunciando o valor inicial estrondoso de US$ 20 milhões, muitos comentários surgiram abordando o risco do investimento - mas poucos sabem tudo que está por trás dos planos das organizações.

O Versus esteve na Arena Blizzard*, em Los Angeles, e trouxe comentários dos próprios donos das equipes, mostrando que existe muita coisa envolvida além do dinheiro.

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50% aposta, 50% investimento

A Overwatch League foi criada já com o olhar voltado para o longo prazo, com planos de expansão anunciados para 2020 e além.

O principal destaque da liga é também seu diferencial em relação às outras modalidades de eSports, com times criados para representar diferentes cidades e países, se aproximando bastante dos esportes tradicionais como NBA e NFL.

Os investidores e donos de organizações entendem isso e afirmam que o retorno de recursos é iminente.

Kent Wakeford, cofundador da Seoul Dynasty, equipe que representa a Coreia do Sul, comenta sobre o caso: “Os US$ 20 milhões podem parecer muito, mas se pensarmos na NFL e NBA de 10 ou 20 anos atrás, o valor para participar era o mesmo, se não maior. Olhando hoje, é claro que a aposta valeu a pena, a grande maioria dos elencos valem bilhões.”

Como exemplo, qualquer equipe atual de futebol americano pode ser citada. A San Francisco 49ers, uma das mais tradicionais atualmente, nos anos 1980 valia US$ 15 milhões e hoje chegou ao valor de US$ 925 milhões.

“A história pode se repetir e é exatamente o que vemos na Overwatch League. Uma liga com esse nível de profissionalismo e seriedade têm grandes chances de se tornar o que os esportes tradicionais se tornaram”, comenta Wakeford.

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Foco nos pro players!

Se tem algo que define as prioridades da Overwatch League, além de aposta comercial, é o foco na carreira dos pro players.

Um dos grandes desafios na hora de selecionar os primeiros jogadores do campeonato foi escolher os nomes que se encaixassem no perfil desejado pela organização.

“Outro fator relevante é a dificuldade de criar uma equipe com jogadores que sabem lidar com pessoas. Mesmo com apenas 1% dos pro players jogando em um nível aceitável competitivamente, se algum deles chega para treinar e não consegue se relacionar bem com os outros, ele está fora”, conta Dan Fiden, presidente da Cloud9, organização por trás da London Spitfire.

“Temos que escolher jogadores que, além de ser bons mecanicamente, saibam trabalhar em equipe, possam ser treinados e transformados em estrelas, assim como é feito nos esportes tradicionais”, afirma Dan, que cita fatores como facilidade de comunicação, foco na construção da imagem do pro players, psicológico, entre outros.

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O perfil do investidor

É claro que não são todos que decidem apostar um valor tão alto em um novo projeto. Com a Overwatch League não foi diferente: para muitos dos investidores, existe um perfil das pessoas que acreditaram na liga.

“Todos pensam que isso é apenas uma coisa de nicho que está crescendo, mas não, os eSports estiveram aqui o tempo todo, são as pessoas que estão começando a olhar só agora”, conta Andy Miller, CEO e fundador da NRG Esports, organização responsável pela San Francisco Shock.

“Quando algo tão grande quanto a Overwatch League surge, claramente as pessoas lembram dos esportes tradicionais, o que faz entenderem tudo muito mais rápido e investirem, como aconteceu com Shaquille O’Neal, Jennifer Lopez e Marshawn Lych, que apoiam a equipe de São Francisco. São pessoas que reconhecem boas inovações”, comenta Andy.

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Não é (só) sobre dinheiro

Basicamente, existem diversas coisas envolvidas além do dinheiro para que uma organização possa fazer parte da Overwatch League, que de acordo com diversas análises é um grande passo para o futuro dos eSports.

“Não são todos que conseguem preencher os requisitos, mas os que conseguiram adquirir franquias, são os que têm algo bom para agregar à Liga, tanto financeiramente quanto em contribuir para o cenário no geral”, afirma Dan Fiden.

“Ao meu ver, poucas pessoas e empresas se encaixam e preenchem os requisitos exatos que a Activision Blizzard procura para seu sistema de franquias. Assim, somente as melhores permanecem e fazem parte da Overwatch League, ambos aprendendo um com o outro”, completa o executivo.

A OWL voltou para a sua terceira etapa de competições na última quarta-feira (4). As partidas são todas transmitidas pelo canal oficial do campeonato na Twitch.



*A jornalista foi para os EUA a convite da Blizzard.

Matheus Oliveira é redator e Barbara Gutierrez editora do Versus. Siga-os no Twitter em @_omanfred e @bahgutierrez.

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