League of Legends

Riot investiga executivo que associa assassinato de George Floyd a "estilo de vida"

Ron Johnson foi afastado do cargo
@biaacoutinhoo
Escrito por
Beatriz Coutinho

Foto: Riot Games/Reprodução
Foto: Riot Games/Reprodução

A Riot Games, desenvolvedora dos jogos League of Legends, Valorant, Legends of Runeterra e Teamfight Tactics, está investigando Ron Jonson, seu chefe global de produtos, por um post no Facebook em que o funcionário minimiza a morte de George Floyd - cidadão estadunidense negro que morreu sufocado pelo policial branco Derek Chauvin, que se ajoelhava sobre seu pescoço.

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O post compartilhado por Johnson no Facebook diz: "A mídia e a esqueda transformaram a morte de George Floyd em um mártir, mas o que ele realmente era?". O restante dos dizeres da imagem apresenta um histórico criminal.

Junto do compartilhamento, Johnson disse: "Este não é um motivo para tolerar sua morte [de George] pelo oficial, que ainda precisa ser investigada como um crime em potencial. É uma oportunidade para que pessoas (e seus filhos) aprendam que esse estilo de vida criminoso nunca resulta em coisas boas para você mesmo ou aqueles que estão ao seu redor".

A postagem de Johnson minimiza a morte de George Floyd porque utiliza um histórico criminal como justificativa pelo que aconteceu com ele, ao invés de questionar o histórico do uso de força excessiva por parte de policiais brancos nos Estados Unidos.

Uma pesquisa realizada pelo jornal The New York Times afirma que a polícia de Minneapolis, cidade em que ocorreu o caso, costuma utilizar força contra pessoas negras sete vezes a mais do que em pessoas brancas. Diversos motivos levam a este fato e o racismo, principalmente institucional (quando o Estado, leis, organizações públicas ou privadas incentivam o preconceito e a exclusão baseados em raças) é um deles.

"Estamos cientes sobre o post feito em uma rede social e abrimos uma investigação. Dizemos com firmeza que o sentimento sobre aquela imagem é abominável, contra os nossos valores e contraria diretamente a nossa convicção de que enfrentar o racismo sistêmico requer uma mudança social imediata, que detalhamos nos compromissos que fizemos. Embora não discutamos os detalhes de nossas investigações e seus resultados, estamos acompanhando o processo disciplinar de perto e suspendemos o funcionário enquanto aguardamos a conclusão do caso", disse a Riot Games à Vice.

Na última sexta-feira (5), o presidente da Riot Games, Dylan Jadeja, escreveu uma carta na qual compartilhou uma série de iniciativas da empresa para colaborar com a comunidade negra dos Estados Unidos. Essas iniciativas incluem doações em dinheiro para o The Innocence Project e a União Americana pelas Liberdades Civis (UCLA), bolsas de estudo para estudantes negros que têm interesse em desenvolvimento de games, entre outras.

Foto: Dania Maxwell/Reprodução
Foto: Dania Maxwell/Reprodução

Esta, não é a primeira vez que funcionários da Riot apresentam comportamentos preconceituosos. Em 2018, a empresa foi processada por discriminação de gênero em ambiente de trabalho. Em maio de 2019, funcionários da empresa fizeram uma greve por conta do embargo de processos legais movidos contra a desenvolvedora, relacionada ao processo de discriminação de gênero.

Na época, a Riot tomou como medida a arbitragem forçada, prática que obriga a resolução de disputas de trabalho internamente, com um mediador contratado pela empresa, sem possibilidade de apelação e sem o envolvimento da justiça. Segundo a empresa, as funcionárias que iniciaram a ação haviam renunciado "seus direitos de processar a empresa quando foram contratadas".

Em dezembro do mesmo ano, a Riot anunciou a criação de um fundo de US$ 10 milhões para restituir todas as funcionarias que passaram na empresa entre novembro de 2014 e a data de conclusão da ação judicial. Foi estimado que cerca de 1 mil funcionárias que se identificam como mulheres seriam contempladas. A quantia recebida por cada uma delas seria relativa ao tempo que permaneceram na companhia.

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