League of Legends

Riot Games restituirá funcionárias com fundo de US$ 10 milhões por discriminação de gênero

Denúncias sobre sexismo no ambiente de trabalho tiveram início em 2018
@helenavnogueira
Escrito por
Helena Nogueira

Foto: Dania Maxwell/Reprodução
Foto: Dania Maxwell/Reprodução

A Riot Games terá um fundo multimilionário para restituir suas funcionarias por assédio e discriminação de gênero no ambiente de trabalho. A desenvolvedora de League of Legends (LoL) concordou em pagar US$ 10 milhões para as mulheres que trabalharam na empresa nos últimos cinco anos.

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A informação é do Los Angeles Times, que nesta segunda-feira (2) teve acesso a documentos detalhados sobre o processo de uma funcionária e uma ex-funcionária contra a Riot Games.

De acordo com o jornal, o acordo institui que a desenvolvedora distribua US$ 10 milhões para todas as funcionarias que passaram na empresa entre novembro de 2014 e a data de conclusão da ação judicial. É estimado que cerca de 1 mil funcionárias que se identificam como mulheres serão contempladas. A quantia recebida por cada uma delas será relativa ao tempo que permaneceram na companhia.

Foto: Dania Maxwell/Reprodução
Foto: Dania Maxwell/Reprodução

Ao Los Angeles Times, um representante da Riot Games comentou o acordo: “Estamos felizes em ter um acordo proposto para resolver o processo coletivo. O acordo é mais um importante passo adiante e demonstra nosso comprometivmento em viver à altura de nossos valores e fazer da Riot um ambiente inclusivo para os talentos da indústria.”

A polêmica envolvendo a desenvolvedora teve início em julho de 2018, quando a repórter Cecilia D'Anastasio, do Kotaku, apurou denúncias sobre sexismo no ambiente de trabalho.

Vinte e dois dias após a publicação da reportagem, a Riot emitiu um pedido de desculpas para a comunidade do jogo, anunciando diversas medidas para mudar o ambiente tóxico que a empresa havia se tornado para mulheres. Em novembro de 2018, Melanie McCracken (funcionária) e Jessica Negron (ex-funcionária), entraram com um processo contra a empresa por ter uma cultura machista que "recompensa comportamentos que desfavorecem mulheres."

Em 25 de abril de 2019, o Kotaku reportou que a Riot tomou medidas para dificultar o andamento do processo jurídico, apelando para a arbitragem forçada. Em maio, rioters da sede em Los Angeles, Estados Unidos, fizeram uma greve em resposta ao entrave no processo legal. A manifestação reuniu várias mulheres, que levantaram cartazes e mensagens pedindo pela mudança comportamental dentro da empresa.

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