Rainbow Six Siege

R6: "Quero provar que consigo jogar de igual para igual", diz Cherna sobre competir em um time misto

Jogadora deixou cenário feminino para se juntar à line-up da N/A Org
@foxer_jj
Jairo Junior
escreve para o Versus.
Foto: Gui Caielli/Reprodução
Foto: Gui Caielli/Reprodução

Desde a popularização dos torneios femininos de Rainbow Six: Siege, Danielle "Cherna" Andrade ficou conhecida como uma das jogadoras mais talentosas do cenário. Nas últimas semanas, ela decidiu que queria mais - seu objetivo se tornou ser a melhor, independentemente do sexo da equipe aliada e adversária. Por isso, ela se juntou à line-up da N/A Org, em que seus novos companheiros são quatro jogadores que também estão em busca do mesmo sonho da jogadora.

O Versus conversou com Cherna, que explicou seu intuito ao se juntar à equipe mista, que ainda procura por um clube para representar.

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Em entrevista, Cherna contou que a proposta surgiu após a Brasil Game Show 2018: “Depois da BGS, entrei em contato com alguns amigos e surgiu a oportunidade de fazer um teste para entrar na Line do Leonardo Lucchini [DinGy]. Eu fiz o teste e felizmente consegui passar!”

Apesar de ainda estar em período de adaptação, tudo está ocorrendo como ela gostaria. "A recepção da minha nova equipe foi muito boa", disse a jogadora. "Além de bons profissionais, são ótimos amigos!"

Muito se discute sobre a existência do cenário feminino nos games. Alguns condenam a existência da cena, afirmando que não existe diferença biológica nos esports, diferente dos esportes tradicionais. Outros, por outro lado, entendem que é uma questão de discrepância de oportunidades e discriminação estrutural.

Deixando o competitivo feminino de Rainbow Six, Cherna explicou que a decisão é decorrente de sua opinião pessoal, reiterando que cada jogadora pode fazer sua escolha: "Eu sempre tive o sonho de estar em um time misto e mostrar que tenho potencial para jogar de igual para igual. Porém, acho que o cenário feminino sempre irá existir, pois muitas mulheres preferem este tipo de campeonato."

Ainda assim, a pro player acredita e espera que a estrutura do cenário possa mudar mais no futuro, de forma que se torne mais misto. "Os times femininos podem jogar contra os masculinos ou mistos. Não existe uma regra que proíba este tipo de ação. Porém, creio que no futuro irão surgir muitas mulheres jogando junto de homens."

Foto: Gui Caielli/Reprodução
Foto: Gui Caielli/Reprodução

Segundo a jogadora, os objetivos da nova equipe são claros: se classificar para os maiores torneios do país, como a Challenger, o Brasileirão e a Pro League. No entanto, Cherna ainda tem um objetivo pessoal diferente de seus colegas: "Quero provar que consigo jogar de igual para igual e que os comentários de ódio não irão mais me abalar".

É impossível prever o futuro e saber como esta história será escrita. Independentemente disso, porém, a pro player deixou um recado para todos que a acompanham e apoiaram esta decisão.

"Meninas, nunca desistam!", disse com afinco. "Não importa o resultado, mas não fiquem paradas. Sigam por outros caminhos se precisarem, mas continuem em frente. As coisas boas podem até passar, mas as ruins se vão da mesma forma."



Jairo "Foxer" Junior é redator do Versus. Siga-o no Twitter em @Foxer_JJ.

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