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Projeto de lei pode dificultar visto de pro players estrangeiros nos EUA

Projeto foi aprovado pela Câmara dos Representantes
@biaacoutinhoo
Escrito por
Beatriz Coutinho
Foto: Overwatch League/Reprodução
Foto: Overwatch League/Reprodução

O Senado dos Estados Unidos está considerando aprovar um projeto de lei que pode dificultar o processo de emissão de visto de residência permanente para pro players estrangeiros que não sejam chineses ou indianos. A ideia pode afetar a maneira como a Overwatch League e a League of Legends Championship Series funcionam.

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Em uma thread no Twitter, a advogada especializada em imigração de pro players Genie Doi explicou que atualmente, jogadores de esportes eletrônicos podem trabalhar nos Estados Unidos e aplicar para conseguir um visto do tipo EB-1A, também chamado de Visto Permanente de Habilidade Extraordinária, que fornece residência permanente para estrangeiros que possuem habilidades excepcionais em suas áreas.

Esse tipo de visto pode demorar no mínimo 18 a 24 meses e até 3 anos para ser fornecido para a maior parte dos estrangeiros, além disso, há um limite anual sobre o número total de vistos que podem ser emitidos, assim como há um limite de 7% de emissões por país.

Se o projeto S386 for aprovada pela Câmara dos Representantes, a análise de pedidos será redistribuída priorizando os países que mais pedem vistos permanentes, que neste caso são China e Índia. Dessa maneira, todos os pedidos destes dois países terão mais prioridade na hora de serem analisados, o que causará praticamente uma paralisação na análise de pedidos emitidos por estrangeiros de outros países, fazendo com que os vistos possam demorar até sete anos para serem emitidos.

Caso a emenda seja aprovada pelo Senado estadunidense, pro players estrangeiros de países que não sejam China ou Índia poderão esperar até sete anos para conseguir um visto de residência permanente nos Estados Unidos. Esta medida afetaria principalmente jogadores da Liga Overwatch e da LCS.

A Liga Overwatch por exemplo, possui diversos pro players sul-coreanos. De acordo com Doi, os jogadores podem julgar que não vale a pena saírem de seu país de origem para jogar nos Estados Unidos e não ter direitos de um estrangeiro residente, como adiar o serviço militar em seu país de origem, conseguir se matricular em universidades e viver nos EUA por um longo tempo.

Já no caso da LCS, um time precisa ter ao menos três pro players nativos ou com residência permanente do Canadá ou Estados Unidos. Se a emenda for aprovada, jogadores estrangeiros que não sejam indianos ou chineses podem nunca conseguir um visto permanente para participar de times como se fossem nativos.

É possível até mesmo que a emenda dificulte o processo de equipes brasileiras de Counter-Strike: Global Offensive que procuram se estabelecer nos EUA para garantir melhores treinos.

Na Câmara dos Representantes, o projeto conseguiu 365 votos ao seu favor e 65 contra. A proposta ainda precisa parar pelo Senador para ser aprovado e virar lei. Segundo Doi, há uma pequena chance da emenda ser aprovada, mas é preciso estar preparado para esse risco.

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