Rogue Company

Primeiras impressões de Rogue Company: Shooter tático com elementos de battle royale

Testamos o novo game da Hi-Rez Studios, de Paladins e Smite
@helenavnogueira
Escrito por
Helena Nogueira
Foto: Hi-Rez Studios/Reprodução
Foto: Hi-Rez Studios/Reprodução

Rogue Company foi anunciado oficialmente durante uma Nintendo Direct em setembro e, logo de cara, mostrou potencial para esports. Porém, o primeiro trailer deixou dúvidas em relação ao gameplay, visto que elementos de battle royale e action shooter foram mostrados simultaneamente. Durante a Hi-Rez Expo 2019, que acontece durante a DreamHack Atlanta, nos Estados Unidos*, o Versus testou o game em primeira mão e conta neste texto as primeiras impressões deste novo jogo de tiro.

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Antes que fosse testado pela primeira vez por jornalistas e influenciadores de todo o globo na última quinta-feira (14), Rogue Company foi definido oficialmente por seus desenvolvedores como um jogo de tiro tático em terceira pessoa.

A perspectiva de câmera é inusitada para o gênero tático, sendo vista com maior frequência em battle royales como Fortnite, Player Unknown's Battlegrounds (PUBG) e Free Fire. Mas é justamente esta mistura de estilos que torna o novo game da Hi-Rez - apelidado de RoCo por sua equipe de produção - único e divertido.

Nos primeiros minutos do teste, foi impossível não reparar quão instintivos são os controles para aqueles que já estão acostumados com jogos FPS: movimentação pelas teclas W, S, A e D, agachar com C, saltar com a barra de espaço, mirar com o botão direito do mouse e atirar com o esquerdo. Porém, a jogatina também possui novidades, como o botão F que, ao acionado, faz com que o jogador execute um rolamento para se esquivar dos ataques dos adversários.

Mesmo na versão alfa, o visual de Rogue Company é limpo e detalhado, seguindo uma identidade realista - muito diferente dos outros jogos da desenvolvedora, como Smite, Paladins e Realm Royale. Mesmo assim, a resolução da versão teste não era alta e, mesmo que a promessa seja de que ele performe em todas as plataformas em 60 FPS, provavelmente rodará sem muitas dificuldades em computadores de menor potência.

Em seu lançamento, Rogue Company possuirá diversos modos ainda não revelados, mas o núcleo do jogo é o PvP. Pude testar dois modos neste estilo: Extraction, um embate 4v4 no estilo "search and destroy", em que é necessário conquistar um ponto ou eliminar todo o time adversário; e Wingman, em que o combate é 2v2 e a jogatina é ainda mais acelerada - ideal para jogar com um amigo quando não se tem muito tempo disponível no dia-a-dia.

Os aspectos de battle royale do game já começam na forma como cada round é iniciado: a cada nova rodada, jogadores saltam de um avião, deixando fumaça para trás antes de atingir o solo. Desta forma, durante a queda se tem visão panorâmica do mapa e é possível identificar previamente onde está seu objetivo e onde seus adversários vão aterrissar. Isto proporciona novas estratégias e combates mais intensos e rápidos do que outros jogos de FPS.

Outro elemento adquirido de games como Free Fire e PUBG é a possibilidade de curar companheiros de equipe caídos. Além disso, a vida é recuperada com o passar do tempo.

Em RoCo, o jogador terá um grupo de mercenários à disposição e, durante o teste, foi possível jogar com oito deles. Os personagens são divididos em três classes: Attackers ("atacantes", em tradução livre para o português), Defenders ("defensores") e Specialists ("especialistas"). Cada um deles possui uma habilidade especial (acionada com a tecla Q), uma arma primária e uma de combate exclusivas, em conformes com sua função dentro do jogo.

As habilidades especiais, similares ao que podemos ver em Apex Legends, são diversas e estão disponíveis aos jogadores desde o início da partida. Um dos defensores com quem joguei pode construir uma parede à sua frente para se proteger dos disparos inimigos, enquanto que uma das especialistas tem o poder de lançar um drone que cura qualquer companheiro de grupo caído pelo mapa.

Fora a habilidade e a arma primária, todo o restante do arsenal do jogador é adquirido na loja, que pode ser acessada antes do início de cada round - elemento herdado de Counter-Strike. Com o dinheiro acumulado durante o combate, é possível comprar gadgets, armas mais poderosas e as chamadas melee weapons ("armas de combate"), algo exclusivo de Rogue Company. Estas vão de facões a machados e podem ser arremessados em outros jogadores. Uma das mercenárias, por exemplo, possui uma katana que, se for atirada e atingir um oponente, pode causar muito dano.

Outro aspecto diferenciado de Rogue Company são as chamadas "perks" ("benefícios"), com as quais seu personagem pode ser configurado da forma que quiser. Por exemplo, quando queria aplicar uma estratégia mais defensiva, adquiri na loja os adicionais que tornavam minha recuperação de vida mais rápida e meu movimento mais acelerado caso estivesse com uma arma de combate em mãos.

Mesmo com tantos adicionais, no fim, o que é definitivo para que se conquiste a vitória são as suas armas e uma boa mira.

O novo jogo de tiro da Hi-Rez contará com diversos mapas, mas pude testar três deles: o primeiro é o Canal, que pode ser visto no trailer de anúncio do game; outro é Highcastle, ambientado em um castelo de paisagem europeia; e um exclusivo do 2v2, ambientado em um armazém a céu aberto repleto de containers.

Pude confirmar com os desenvolvedores que Rogue Company terá crossplay e crossprogression, sendo possível acessar seus dados de conta e progressão em qualquer plataforma. Além disso, o game possui um sistema de pontos e possuirá ranking. O matchmaking ainda está em produção nos estúdios da Hi-Rez mas, apesar de ainda não estar definido, deve ser configurado conforme o input. Desta forma, jogadores que utilizam mouse e teclado jogarão juntos, enquanto jogadores de controle enfrentarão apenas outros usuários com joysticks.

Além de ser divertido e propor uma nova forma de jogo de tiro, algo que provavelmente cairá no gosto do público brasileiro - conhecido por seu amor pelo gênero -, a nova empreitada da desenvolvedora contará com uma história que promete ser complexa. Evelyn Fredericksen, funcionária da Blizzard por 15 anos e responsável por parte da história de Overwatch, assume a direção narrativa de RoCo, que se passa nove anos no futuro e tem como protagonistas um grupo de mercenários que quer fazer justiça com as próprias mãos.

Rogue Company será gratuito para PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch. A previsão de lançamento é em 2020, apesar de ainda não possuir uma data definida.

A Hi-Rez Expo 2019 acontece entre 15 e 17 de novembro durante a DreamHack Atlanta, nos Estados Unidos. Além de contar com anúncios da desenvolvedora, o evento marca a conclusão do ano competitivo de Paladins e Smite com os World Championships.

*A jornalista viajou à convite da Hi-Rez.

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