Overwatch

Primeiras impressões de Overwatch 2: PvE empolga, mas PvP é mais do mesmo

Sequência do shooter da Blizzard não tem data prevista para lançamento
@bahgutierrez
Barbara Gutierrez
escreve para o Versus.
Foto: Blizzard/Reprodução
Foto: Blizzard/Reprodução

Overwatch 2 foi anunciado e deixou muitas dúvidas entre os fãs: afinal, o que mudou e o que vai continuar seguindo os passos do primeiro FPS da Blizzard? Durante a BlizzCon 2019 em Anaheim, EUA, o Versus testou dois mapas inéditos - Rio de Janeiro e Toronto, PvE e PvP, respectivamente - e conta neste texto as primeiras impressões da nova versão do jogo de tiro da desenvolvedora.

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Logo de cara, as mudanças mais facilmente reconhecíveis são visuais. Com um gráfico mais polido, animações mais fluídas, interface levemente alterada, melhorias nos efeitos do ambiente, sombras e habilidades, claramente Overwatch 2 está mais bonito... Mas continua ainda muito similar ao seu antecessor.

Os heróis receberam atualizações de design discretas, mas efetivas, e que já podem ser vistas no site oficial do game. As maiores alterações foram vistas principalmente em Genji (que aparentemente entrou na fase rebelde da adolescência e está usando um capuz bem descolado) e em Mei. Apesar da estilosíssima Sojourn ter sido revelada durante a Blizzcon, infelizmente não pudemos ver absolutamente nada a respeito dela e de novos personagens inéditos, como Echo.

As equipes de desenvolvedores trabalharam em diferentes versões para cada mapa, que poderão ser jogados ao raiar do dia, entardecer e anoitecer, dependendo do modo. Além disso, seguindo também a linha artística do primeiro título, as localizações são cheias de detalhes que enriquecem suas histórias.

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Foto: Blizzard/Reprodução
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A Cidade Maravilhosa

Joguei o modo PvE no Rio de Janeiro e admito que deixei de prestar atenção no game em si para me divertir buscando easter eggs - desde uma Brasília amarela em uma rua (alô, Mamonas Assassinas!) até os pôsteres de música brasileira estrategicamente posicionados em uma loja de discos.

O local é composto por uma praia com um icônico calçadão preto e branco, o centro da cidade com prédios históricos e uma comunidade carioca, todos retratados de forma mais alegre do que estamos acostumados a lembrar da Cidade Maravilhosa - algo que eu já esperava da Blizzard. Assim como prometido, o mapa traz um maior dinamismo e interage diretamente com a história, sendo destruído brutalmente por robôs enquanto os jogadores tentam salvar o município.

A história apresentada no modo PvE, o qual joguei com mais três companheiros de imprensa, é simples: a Overwatch está de volta para ajudar o mundo contra as ameaças do Setor Nulo, mas poucos heróis estão dispostos a colocar a cara a tapa para isso. Mei, Tracer e Reinhardt vão para o Brasil ajudar Lúcio a lidar com a invasão ômnica e a jogabilidade é exatamente a mesma encontrada em missões anteriores (como Insurreição, por exemplo), com habilidades, botões e funcionalidades de sempre.

Ao meu ver, há dois únicos pontos de novidade neste modo. Após momentos acalorados da jogatina, em transição para outro objetivo, os heróis recebem um baú com itens de funcionalidades distintas: um oferece cura a todos os aliados em uma certa área, outro é um escudo e há também uma torreta similar à de Torbjörn, para ajudar a atacar os robôs. Cada um desses apetrechos possui tempos de recarga diferentes e caso o jogador não tenha gostado do item obtido, é possível mudá-lo após achar um segundo baú, em outro momento da missão.

Além disso, os heróis agora podem ser aprimorados de acordo com as habilidades que o jogador considerar mais importantes. No meu caso, jogando com Lúcio, só tive a oportunidade de lidar com a primeira escolha de skill por conta do meu nível, e tive a opção de receber um aumento permanente de recuperação de vida em 25% ou então aumentar o movimento e recuperação de vida do time simultaneamente toda vez que a habilidade “Solta o Som” fosse utilizada.

Escolhi a primeira opção para dar mais força aos meus aliados e fiquei feliz com o resultado, já que a dificuldade da missão não era tão mamão com açúcar quanto as outras que já estamos tão acostumados no primeiro Overwatch. Sendo bem honesta, fiquei incapacitada duas vezes, me arrastando vergonhosamente pelo mapa até que alguém do meu time me salvasse - em minha defesa, vi alguns grupos em situação muito pior, em que os quatro integrantes ficaram sem vida e tiveram que recomeçar no último ponto salvo da jogatina. Moral da história? As pessoas terão que jogar em equipe e de forma coordenada para que tudo flua bem.

Os mapas estão maiores e a diversidade de inimigos também, mas na demo só foi possível enfrentar diversos tipos de robôs - nada dos vilões icônicos da lore. Oferecendo justamente o que o público tanto queria, os personagens interagem muito entre si enquanto a jogatina rola solta, com falas que complementam as cenas de história das missões.

A Blizzard disse que o formato deste modo será sempre com quatro jogadores, alternando entre heróis diferentes para defender o mundo do Setor Nulo e de novas ameaças. Há também a intenção de colocar missões de cada personagem, mas a desenvolvedora ainda não explicou muito bem como isso funcionaria.

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Foto: Blizzard/Reprodução
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O frio do Canadá

A parte de PvP em Overwatch 2 foi disponibilizada no mapa de Toronto durante a BlizzCon 2019. Joguei ao lado de pessoas que esperaram por horas em uma fila quilométrica para experimentar a nova localização, esperando grandes novidades… Mas o que encontrei foi mais do mesmo.

Enquanto as missões PvE ao menos me deram um gostinho de quero mais, o Player vs Player trazia os já conhecidos heróis com suas mesmas mecânicas. Para o anúncio de um novo título, eu esperava mais, porém essa similaridade é compreensível pela relação direta entre o primeiro e o segundo Overwatch na parte competitiva. Como disse o próprio diretor Jeff Kaplan, jogadores dos dois games devem compartilhar o mesmo ambiente PvP em uma experiência multiplayer conjunta, com novos heróis e mapas lançados simultaneamente para ambos... isso sem falar na questão de manter os mesmos itens cosméticos desbloqueados da primeira versão para a segunda.

Mesmo assim, o gosto amargo ainda ficou um pouco na minha boca quanto a esta questão, mas serei justa e vou admitir que o novo modo Avanço (Push, em inglês) é bem dinâmico, e jogá-lo em Toronto ficou ainda mais divertido por ser uma localização cheia de brechas para pegar os inimigos pelas costas.

O mapa é simétrico e traz a ideia de batalha entre duas equipes pelo controle de um robô em uma localização central. O time que levar o robô para mais longe de sua base, ganha. É o famoso cabo de guerra, mas com um mecha - ou seja, muito mais legal.

Além do modo Avanço e dos mapas de Toronto e Rio de Janeiro, a Blizzard também anunciou outras novidades, como os mapas de Gotemburgo e Monte Carlo.

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Mapa de Toronto | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Toronto | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Toronto | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Toronto | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Toronto | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Toronto | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Toronto | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Toronto | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Gotemburgo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Gotemburgo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Gotemburgo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Gotemburgo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Gotemburgo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Gotemburgo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Monte Carlo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Monte Carlo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Monte Carlo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Monte Carlo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Monte Carlo | Foto: Blizzard/Reprodução
Mapa de Monte Carlo | Foto: Blizzard/Reprodução

Overwatch 2 será lançado para PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch, mas por enquanto não sabemos preço ou data de lançamento do jogo. Só nos resta aguardar.

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