Por que Mortal Kombat 11 é claramente voltado para o cenário competitivo

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Foto: Netherrealm/Reprodução
Foto: Netherrealm/Reprodução

Mortal Kombat 11 chega às lojas no dia 23 de abril, mas o Versus testou uma versão demo do game e, após horas de gameplay, é possível concluir que o novo jogo da franquia é uma aposta clara para o cenário competitivo.

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Um novo movimento... Literalmente

Além de renovar a franquia com mais um título, MK11 muda muito do que era visto nos games anteriores. Enquanto MKX favorecia os jogadores mais agressivos, o novo game transforma as batalhas em duelos de espaçamento, deixando de premiar quem souber pressionar melhor seu oponente.

A tradicional corrida não existe mais e os dashes são extremamente situacionais, se não inúteis. A movimentação se baseia na básica caminhada, o chamado "footsies", que consiste em controlar o espaço entre si e o oponente para aproveitar aberturas repentinas.

É claro que é o jogador é quem decidirá utilizar ou não os dashes, mas andar é a melhor opção, já que a primeira alternativa deixa o usuário em uma notável desvantagem.

Combos para que te quero

Após as primeiras demonstrações de Mortal Kombat 11, muitas reações do público mostraram uma preocupação com os combos dentro do jogo, os apontando como pouco impactantes ou pouco recompensadores.

Pro players que tiveram acesso ao game, norte-americanos no dia 17 de janeiro e brasileiros na última quinta-feira (31), provaram que talvez a coisa não seja bem assim.

Com certo costume à nova jogabilidade e ao ritmo diferenciado de Mortal Kombat 11, muitos combos mostraram ser particularmente poderosos e sequências de golpes ainda podem confundir o oponente. Tudo isso depende, claro, da habilidade e execução dos jogadores, mas também dos recursos apresentados pelo game.

Um jogo sobre decisões

Os novos recursos apresentados em Mortal Kombat misturam diversos artifícios que marcaram presença tanto em jogos da própria franquia como em outros títulos.

A primeira coisa que chama a atenção é, sem dúvida, a remoção da tradicional barra de especial, que foi substituída por medidores defensivos e ofensivos, cada um com seu propósito distinto.

As barras ofensivas lembram as antigas conhecidas dos jogadores, servindo para aprimorar ataques especiais e com certas interações, já as defensivas podem mudar radicalmente o rumo de qualquer partida.

O uso dessas barras de defesa pode estar atrelado a opções de "wake-up", ou seja, impactando as possibilidades ao levantar de um nocaute, com uma espécie de air scape (mecânica presente em Injustice 2 usada para fugir de combos do inimigo), ou com a criação de armaduras em certas situações.

Foto: Netherrealm/Reprodução
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Além das barras, recursos mais específicos também podem causar muito impacto: Fatal Blow e Krushing Blow.

O primeiro veio para substituir o conhecido X-Ray como uma mecânica de virada, mas com suas particularidades. O Fatal Blow está ligado não a medidores, mas à barra de vida dos personagens, disponível a partir do momento em que o lutador ficar com 30% ou menos de energia.

Já o Krushing Blow pode ser associado ao Lethal Hit, mecânica de SoulCalibur VI, que dá novas características a golpes comuns se certos requisitos forem preenchidos com o decorrer da partida.

O detalhe mais importante em relação a esses ataques especiais é: ambos só podem ser utilizados uma vez por luta, o que os torna armas poderosas e fará parte da estratégia dos jogadores decidir quando usá-las.

"Konclusão"

Mortal Kombat 11 promete ser um game complexo, que exige treino para os que quiserem aproveitar 100% do que o título tem a oferecer.

Muito ainda será mostrado até sua data de lançamento, mas, com o que pudemos experimentar, é possível afirmar que o cenário competitivo de jogos de luta não perde por esperar.



Matheus Oliveira é redator do Versus. Siga-o no Twitter.

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