O jogador da BGH foi campeão das duas últimas temporadas da Contenders

A Brasil Gaming House é uma das equipes mais dominantes do cenário latino-americano de Overwatch. Um dos destaques do time é Felipe "liko" Lebrao, DPS da line-up, que conversou com o Versus e comentou sobre sua participação na Copa do Mundo, a Contenders sul-americana e também Overwatch League.

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Copa do Mundo

A Copa do Mundo de Overwatch foi a primeira competição internacional do jogo de tiro da Blizzard desde o fim da temporada inaugural da Overwatch League.

O Brasil foi representado na competição e teve a melhor performance de todos os torneios até então, mesmo sem seguir para as finais presenciais da BlizzCon.

“É uma sensação incrível subir no palco vestindo a bandeira do seu país”, conta liko. “Assim como no ano passado, foi uma oportunidade única.”

Dois competidores da seleção brasileira que disputou na Copa deste ano foram eleitos como destaques da competição. A própria Blizzard citou Mateus “Neil” Kroeber e Renan “Alemao” Moretto em uma lista que incluiu grandes estrelas do cenário internacional.

“Fiquei muito feliz por eles”, diz o pro player. “O que mais queremos é receber reconhecimento, para nós é muito importante participar de uma lista dessas.”

Brasileiros na Overwatch League? 

Por serem o time mais dominante do cenário local, os competidores da Brasil Gaming House são os que recebem mais apostas para serem os primeiros brasileiros a integrarem equipes da Overwatch League, que é a principal disputa do jogo de tiro da Blizzard.

A próxima temporada da competição chega em 2019 e, com ela, oito novas equipes se juntarão à disputa, o que dá esperanças para os pro players brasileiros.

“Fiz testes para as equipes de Atlanta, Los Angeles (Gladiators) e Boston”, comenta liko. “É meu sonho. Acho que é o de todo jogador de Overwatch.”

Segundo o jogador, ele não conseguiu uma vaga nos times, mas chegou às etapas finais de uma das seleções - a de Atlanta, especificamente.

O cenário brasileiro

A Contenders chegou na América do Sul em 2018, coroando a BGH como campeã nas duas edições realizadas. Segundo liko, os próximos desafios não estão mais neste continente.

“Uma coisa muito singular acontece aqui [na região SA]. Dominamos o cenário há muito tempo, nós atingimos nosso ‘teto’ e é muito difícil melhorarmos enfrentando os mesmos times.”

“Acho que o que poderia sanar nossa necessidade de desafios maiores seria participar de mais competições internacionais”, diz o pro player. “A possibilidade de uma disputa entre os campeões de todas as regiões com a nova Contenders me anima.”

A audiência da Contenders sul-americana superou a de muitos outros continentes, não só durante as finais mas por todas as etapas da competição.

Por mais que isso tenha acontecido, a região não recebeu uma final presencial como muitas outras, o que fez os envolvidos com o cenário competitivo local questionarem a produtora do game.

“Acho que somos meio esquecidos”, comenta liko. “Todas as regiões contaram com disputas presenciais menos a nossa. Até a Austrália, que teve cerca de 500 espectadores online e quase ninguém torcendo.”

“Nós achamos meio triste mas ao mesmo tempo sentimos uma certa inveja, porque queríamos estar lá”, completa.



Barbara Gutierrez é editora e Matheus Oliveira redator do Versus. Siga-os no Twitter em @bahgutierrez e @_matheusF23.

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