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O Brasil tem chance? Casters comentam a Copa do Mundo de Overwatch e escolhem os favoritos

Será mais um ano dominado pela Coreia do Sul?
@_matheusF23
Matheus Oliveira
é reporter no Versus.
Foto: Blizzard/Reprodução
Foto: Blizzard/Reprodução

A Copa do Mundo de Overwatch já começou e promete ser a mais intensa de todas as edições até agora, seguindo a evolução esperada no competitivo após a temporada inaugural da Overwatch League.

O Versus conversou com os casters brasileiros do game de tiro da Blizzard Ana Xisde, Tonello, Thauê Neves e Vecet para entender como a liga pode aumentar o nível de disputa na Copa e se existem chances para a seleção brasileira na disputa.

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A primeira temporada da Overwatch League aumentou visivelmente o nível profissional do game, com pro players e equipes melhorando a cada etapa do torneio, que durou cerca de um semestre. A liga permitiu que novos competidores tivessem a oportunidade de viver do esport, além de abrir diversas portas dentro e fora do jogo para uma revolução competitiva do título da Blizzard.

A Copa do Mundo de Overwatch veio antes disso: desde o ano de lançamento do game, a competição já existia com outra proposta, mas já estava no cenário para dar um gosto aos fãs do que o futuro reservaria.

Foto: Overwatch League/Reprodução
Foto: Overwatch League/Reprodução

Como será a primeira Copa após a Overwatch League?

A OWL proporciona condições de treinamento novas para os jogadores - com o decorrer do tempo, o nível da disputa aumentou consideravelmente, principalmente quando comparado ao padrão de torneios em outras regiões.

“Por conta disso, a presença de jogadores da Overwatch League nas seleções é um fator importante para o favoritismo de tal equipe, já que o arsenal tático possivelmente será maior e a experiência para lidar com fatores adversos em alto nível também”, afirma Tonello.

“O nível do cenário competitivo de Overwatch aumentou com a Overwatch League devido à profissionalização dos jogadores e equipes técnicas, que estão em um ambiente onde eles vivem e respiram Overwatch o tempo inteiro”, conta Ana. “O impacto disso será, em maior parte, a experiência que esses jogadores da liga poderão trazer para a Copa.”

É claro que com o aumento do nível dos jogadores, cada partida torna-se decisiva. Na liga, um erro pode custar milhões, e na Copa, uma vitória pode mudar completamente a carreira dos pro players - em especial dos brasileiros, que têm uma chance de brilhar no palco internacional.

“Para os jogadores do Brasil como um todo, é a melhor chance de mostrarem do que são capazes. Eu normalmente comento que a Copa do Mundo é uma janela para o mundo, seja para mostrar a habilidade de um jogador ou o potencial de uma região. A Contenders da América do Sul é uma das mais assistidas, os jogadores são absurdamente bons, mas falta exibição a nível mundial”, afirma Vecet.

Foto: Overwatch League/Reprodução
Foto: Overwatch League/Reprodução

As favoritas para 2018

As seleções da Coreia do Sul - que já venceu o campeonato duas vezes - e EUA seguem como as grandes favoritas. Os sul-coreanos já garantiram seu espaço nos playoffs da Blizzcon, enquanto os norte-americanos terão que encarar, entre outras equipes, o Brasil.

Mas além desses, dois grupos levarão mais quatro times para a próxima fase do torneio, tentando bater de frente com a atual bicampeã.

“Acredito que o Grupo B segue com EUA e Canadá como os grandes favoritos, mas com enormes chances do Brasil surpreender e deixar um desses dois de fora”, diz Thauê. “No grupo da Tailândia, as vagas ficam com a dona da casa e Suécia, e no último, a França tem seu espaço garantido e a segunda classificação ficará em aberto.”

Segundo Ana Xisde, “este é o ano para tirar o título da Coreia do Sul”, já que muitas equipes estão no mesmo nível da atual campeã, e os pro players que compõem o time não são os melhores do mundo - os membros da London Spitfire, vencedora da Overwatch League, ficaram de fora dos nomes escolhidos já que a seletiva aconteceu antes do encerramento da temporada.

Será 2018 o primeiro ano no qual os sul-coreanos não levarão o título para casa?

Foto: Overwatch World Cup 2017/Reprodução
Foto: Overwatch World Cup 2017/Reprodução

As chances do Brasil

Em 2016, na primeira edição da Copa do Mundo de Overwatch, o Brasil não teve uma boa performance se comparado a outros elencos e, como fator principal, a comunidade aponta a falta de pro players, já que o time foi composto majoritariamente por influenciadores.

Já no ano passado, a voz dos torcedores foi ouvida e a nova seleção foi construída por jogadores profissionais - no caso, os membros da atual Brasil Gaming House (BGH). Por mais que esta line-up não tenha ido longe no torneio, eles mostraram que o Brasil tem potencial.

Em 2018, o nível de competição que a seleção brasileira vai enfrentar é muito mais alto, porém os competidores da equipe também evoluíram, já que o Brasil também recebeu um pequeno investimento no cenário com a Overwatch Contenders.

“Certamente, a seleção brasileira possui chance real, porém não será fácil. Nossos jogadores possuem muita experiência e grande nível de Overwatch podendo, sim, nos surpreender”, afirma Ana Xisde.

“A experiência do ano passado provou na base do soco na cara que expectativas altas são contra-produtivas. Ainda assim, a seleção brasileira possui chances de passar para fase da Blizzcon”, completa Tonello.

“Nossos jogadores são absurdamente bons, vários deles inclusive são mais do que capazes de estarem em times da Overwatch League e eu espero muito que tenham uma chance de mostrar seu jogo”, declara Vecet.

“Os jogadores que representam o Brasil são campeões juntos a muito tempo e estão cada vez melhores. Uma boa performance seria surpresa apenas para o restante do mundo, que ainda não acompanha os jogadores de nossa seleção”, afirma Thauê.

E você, acha que o Brasil vai bem na Copa do Mundo de Overwatch deste ano?

Matheus Oliveira é redator do Versus. Siga-o no Twitter.

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