Vainglory

Na onda dos eSports mobile, jogadores da Pain contam como é o cenário de Vainglory

Equipe chegou até as quartas de final do Mundial
@biaacoutinhoo
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Beatriz Coutinho
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Você conhece Vainglory? Então está na hora de conhecer. O jogo mobile desenvolvido pela Super Evil Megacorp é um MOBA e está revolucionando o gênero, que antes era visto na forma de games exclusivos para PC.

Há cerca de dois anos, Vainglory entrou para o cenário dos eSports e para conhecer mais sobre esse lado competitivo em celulares e tablets, o Versus conversou com os pro players da Pain Gaming, que até já representaram o Brasil no Mundial da modalidade.

“A batalha começou”

Conversamos com Paulo “JesuinoFera” Benetti, Vinícius “Mirotic” Moniwa e Alejandro “SrMusTer” Cabrera sobre suas vidas profissionais, e cada um começou a se aventurar no Vainglory de uma forma diferente: enquanto Mirotic simplesmente achou o jogo na AppStore e resolveu baixá-lo, SrMusTer conheceu o MOBA por meio de um canal no YouTube.

Já o jungler - sim, cada um ainda tem seu papel dentro da partida - JesuinoFera possuía um histórico com games do gênero. Jogou DotA desde 2006, quando também teve seu primeiro contato com os esporte eletrônicos, mas as responsabilidades da vida adulta acabaram se sobressaindo em relação ao tempo para se dedicar ao game.

“Quando um amigo me mostrou o Vainglory, com a proposta de ser um MOBA mobile, me familiarizei de imediato pela mecânica do jogo, pela duração da partida – muito menor em relação a MOBAs tradicionais – e que proporcionava a mesma diversão”, contou o pro player.

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Cenário competitivo

Questionados sobre o cenário brasileiro e a região com maior espaço e visibilidade, os três possuem a mesma resposta na ponta da língua.

“O cenário competitivo da América do Sul ainda é bem fraco se compararmos com o dos EUA, Europa e do Sudeste Asiático. Mas comparando com o nosso próprio mercado de um ano atrás, tanto a comunidade quanto a modalidade cresceram bastante”, afirmou o lanner SrMusTer.

Além disso, todos jogadores também concordaram que o cenário norte-americano é o que possui maior destaque atualmente, não só por causa da desenvolvedora do game estar naquela região, mas também porque “eles têm bastante eventos presenciais, então consequentemente o nível dos jogadores evoluiu muito”, explicou Mirotic, suporte da equipe.

eSports mobile

A maior parte dos fãs de esporte eletrônicos está acostumada a associar os torneios a computadores, mas recentemente games como Clash Royale e o próprio Vainglory vêm conquistando mais espaço no cenário.

“Acredito que seja uma questão de tempo para o eSport mobile alcançar o mesmo público que grandes franquias tradicionais”, afirmou JesuinoFera.

Segundo o jogador, não é porque o game é mobile que isso significa que ele seja fácil: “A gente precisa ter a mesma dedicação de jogadores profissionais de outras modalidades. A concorrência é grande, então nos exige um treino árduo como qualquer outro jogo competitivo.”

Mirotic e JesuinoFera concordam que o primeiro mundial do game, em 2016, foi o grande marco do cenário competitivo de Vainglory, enquanto SrMusTer enfatiza a chegada do Vainglory8 - competições regionais que dão vagas para o Mundial - na América do Sul.

“Tivemos a primeira temporada este ano, com uma boa premiação, além da vaga para o Campeonato Mundial, o que motiva muito os jogadores a treinarem e quererem evoluir para conquistar o primeiro lugar, não apenas pela premiação como também pela chance de disputar o Mundial”, explicou SrMusTer.

Seja bem-vindo, 2018!

O ano de 2017 foi incrível para os integrantes da equipe. Após serem campeões sul-americanos em novembro, os jogadores deixaram a Red Canids para fazer parte da Pain Gaming bem a tempo do Mundial de Vainglory, realizado em dezembro, em Singapura.

Na ocasião, a equipe foi derrotada pela ACE, por 3 a 2, nas quartas de final, mas ainda assim, conquistaram respeito e representaram muito bem a América do Sul no exterior.

Durante o mundial, foi anunciado o novo modo 5 vs 5 do jogo, chamado Sovereign’s Rise, e esta novidade promete melhorar ainda mais o cenário competitivo de Vainglory em 2018.

Com Paulo “JesuinoFera” Benetti, Alexandre “FalconDorian” Arantes, Felipe “Feex” Ricardo, Vinícius “Mirotic” Moniwa, Alejandro “SrMusTer” Cabrera e Gabriel “GwM” Morello jogando tão bem, com certeza podemos esperar mais títulos no próximo ano.

Bia Coutinho é redatora no Versus. Siga-a no Twitter.

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