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Mundial de LoL: Riot pede que manifestações políticas não sejam feitas ao vivo

Desenvolvedora fez comentário após polêmica envolvendo a Blizzard e protestos em Hong Kong
@helenavnogueira
Escrito por
Helena Nogueira
Foto: Riot Games/Reprodução
Foto: Riot Games/Reprodução

Seguindo o exemplo da Blizzard, a Riot Games pediu para que comentários sobre política não sejam feitos durante suas transmissões. Na última sexta-feira (11), a desenvolvedora publicou um pronunciamento de seu chefe global de esports John Needham, em que foi revelado que a empresa recomendou aos casters e jogadores participantes do Mundial de League of Legends (LoL) que não discutam temas políticos e sociais ao vivo.

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A carta do chefe de esports foi publicada nas redes sociais. Nela, Needham explica que a decisão tem como base a intenção da Riot Games de "manter suas transmissões focadas no jogo, no esporte e nos jogadores". Segundo ele, a desenvolvedora procura "entregar uma grande experiência competitiva para jogadores e fãs" de forma que o "League of Legends seja uma força positiva que una as pessoas".

"Nossa decisão também reflete que temos funcionários e fãs em regiões em que houve o risco (ou ainda há) de agitação política ou social, incluindo lugares como Hong Kong. Nós acreditamos que temos a responsabilidade de fazer o nosso melhor para que pronunciamentos ou ações em nossas plataformas oficiais (intencionais ou não) não escalem possíveis situações sensíveis", disse o executivo na carta.

Recentemente, os protestos que pedem a independência de Hong Kong, na China, se intensificaram e atingiram os esports. Na segunda-feira (7), o pro player Chung "blitzchung" Ng Wai foi banido da Hearthstone Grandmasters após se manifestar ao vivo a favor do movimento social. Em resposta ao banimento, fãs da Blizzard passaram a promover boicote aos jogos da empresa, além de utilizar a imagem de Mei, de Overwatch, na divulgação das manifestações.

No sábado (12), a Blizzard se pronunciou de forma similar à Riot Games. J. Allen Brack, presidente da desenvolvedora, escreveu um artigo no site oficial da empresa, explicando que "a transmissão oficial [dos nossos torneios] precisam ser sobre o campeonato e ser um lugar onde todos são bem-vindos. Em apoio a isso, nós queremos deixar nossos canais oficiais focados no jogo".

Além disso, Brack negou que os relacionamentos da empresa com o mercado chinês tiveram ligação com o banimento do pro player: "As visões específicas expressadas por blitzchung NÃO foram um fator na decisão que tomamos. Quero ser claro: nosso relacionamento com a China não teve influência em nossa decisão".

O Worlds 2019 começa em 2 de outubro com a Fase de Entrada, que se estende até 8 de outubro. A Fase de Grupos tem início no dia 12 e, após isso, serão conduzidas as quartas de final do torneio entre 26 e 27 de outubro, enquanto que as semifinais acontecem entre 2 e 3 de novembro. A grande final será em Paris, França, em 10 de novembro. Para saber todas as informações do torneio, confira o Guia do Versus.

Em 2019, o Flamengo eSports foi o representante brasileiro no Mundial de League of Legends (LoL). O time disputou a Fase de Entrada em Berlim, na Alemanha e foi eliminado com uma vitória e quatro derrotas. O que aconteceu de errado para que o rubro negro não avançasse na competição? O Versus analisou os jogos da equipe e deu a sua opinião sobre o assunto - confira no vídeo acima.

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