LoL: "Saí pela porta dos fundos na Pain, a galera me culpou bastante pelo rebaixamento", diz Tay

Jogador desabafou após vitória com a INTZ contra Pain Gaming na Superliga ABCDE 2018
Foto: Leonardo Sang/Reprodução
Foto: Leonardo Sang/Reprodução

Pain Gaming contra INTZ, famoso confronto no cenário brasileiro de League of Legends, teve outro capítulo adicionado à histórica rivalidade entre as duas equipes nacionais. Quem acompanhou a grande final da Superliga ABCDE 2018 assistiu a um confronto com alto nível competitivo, no qual os intrépidos venceram por 3 a 2.

Rodrigo "Tay" Panisa, atualmente topo da INTZ, teve um gosto especial nesta vitória - isso porque o pro player atuava no elenco da Pain Gaming desde abril de 2016 até maio de 2018, quando "saiu pela porta dos fundos" após o rebaixamento do time no Campeonato Brasileiro de League of Legends.

Em entrevista ao Versus, o jogador contou sobre seu ano competitivo e a sensação de vencer a Superliga de seu antigo grupo, que agora está no Circuito Desafiante.

Leia mais:

Quando questionado como se sentia após a vitória, Tay citou a boa recepção na INTZ e como sua mudança de função no jogo - afinal, ele foi o primeiro a jogar em todas as posições no cenário competitivo brasileiro - ainda não o permitiu alcançar sua melhor qualidade técnica.

"Eu estou meio que realizado pelo menos por esse ano, porque começou de um jeito ruim em que eu caí na Pain e depois eu mudei para a INTZ", disse o pro player. "A INTZ foi um time que me acolheu muito bem, tanto os jogadores quanto o pessoal da staff que confiaram muito em mim. Eu tive que mudar de rota, então, com certeza eu poderia ser melhor, mas eu estou realizado sim, acho que estou no caminho certo."

"Eu gosto muito de jogar com os moleques da INTZ, então foi uma grande felicidade e também o fato que eu meio que saí pelas portas dos fundos na Pain, a galera me culpou bastante pelo rebaixamento. Ganhar na final pela INTZ em cima da Pain foi bom. Além de eu não guardar muito rancor, eu sei que a culpa não é minha. Eu sei que eu sou bom o bastante, pude provar para todos, por mais que eu já tinha provado pra mim mesmo, que eu sou bom e eu consigo ser melhor ainda."

"É uma superação, porque eu vim de um momento muito ruim no meio e consegui me reerguer, eu ainda acho que falta muito para eu melhorar, eu acho que não estou nem perto de chegar num nível, que eu posso e que eu quero, e como eu disse antes, eu acho que estou em um caminho certo", comentou o jogador ao Versus.

Em relação à final da Superliga, a INTZ venceu os dois primeiros jogos, mas depois perdeu a terceira e quarta partida, deixando a decisão do confronto apenas no último embate. Como o evento teve a presença da torcida, ficou a dúvida se os intrépidos haviam se desestabilizado pela plateia ou se haveria outro motivo.

“Talvez teve uma instabilidade, mas não por causa da torcida", conta Tay. "Sinceramente, eu não me importo, pode gritar o quanto quiser, porque na hora do jogo você está muito focado então nem presta a atenção nisso. Talvez a gente tenha dado uma desestabilizada pelo fato de perder um jogo ganho talvez [em relação à terceira partida].”

Foto: Leonardo Sang/Reprodução
Foto: Leonardo Sang/Reprodução

Já quando o assunto é referente à sua antiga casa, a Pain Gaming, Tay considera o nível da equipe alto: “Acho que todos os times do Brasil que treinaram contra a Pain nessa Superliga já sabiam que os jogadores estavam muito fortes. Eu acho que é bem seguro falar que eles são um time com nível de CBLoL”.

“Eu acho que eles conseguem subir [para o CBLoL]", comenta o pro player, ainda sobre a Pain. "Por mais que o Circuito Desafiante tenha muitos times bons agora, eu acho que eles são os favoritos, ainda mais se eles levarem essa experiência que tiveram da Superliga."

Por fim, o jogador quis realizar um agradecimento aos fãs, à equipe atual e também aos torcedores da Pain Gaming: “Quero agradecer à INTZ, porque se não fosse a equipe, nada disso seria possível. Acho que só tenho a agradecer a todo mundo que torce por mim, por mais que ainda tenha bastante gente da Pain que me critique, eu ainda tenho bastante torcedor que nunca deixou de me apoiar".

"O que eu posso dizer pra eles, a torcida da Pain, é que eu não guardo rancor nenhum. Eu acho que todo o torcedor quer ver o próprio time ganhar, e quando eu estava lá isso não acontecia muito, então eu acho normal essa cobrança. Eu não tenho nada a dizer a eles, apenas obrigado pelo tempo que eles torceram por mim, e se continuar torcendo, muito obrigado.”


Barbara Gutierrez é editora-chefe do Versus. Siga-a no Twitter em @bahgutierrez.

Tags Relacionadas
League of Legends