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LoL: Jungler e suporte são rotas com maior chance de sofrer esgotamento profissional, diz estudo

Pressão em campeonatos pode ser um dos motivos
@iugahtk
Lucas Hagui
escreve para o Versus.
Foto: Reprodução/Alamy
Foto: Reprodução/Alamy

Muitos acreditam que ser pro player é fácil, mas na prática, é preciso treinar por muitas horas, estudar partidas e viver com a equipe na mesma casa. De acordo com estudo da Universidade Federal de Lavras, a rotina de um jogador profissional chega a ser tão exaustiva e exercer tanta pressão que jogadores podem desenvolver Síndrome de Burnout.

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Realizada em 2018, a pesquisa “Síndrome de Burnout no eSport: O caso de League of Legends”, procurou entender quais funções do game da Riot Games poderiam trazer maior esgotamento profissional em jogadores.

O burnout conta com três dimensões: esgotamento físico e emocional (quando o jogador perde energia, entusiasmo e apresenta esgotamento), reduzido senso de realização esportiva (quando o pro player começa a ver seus colegas de trabalho como objetos) e desvalorização esportiva (quando o jogador se avalia de forma negativa). Tais dimensões são somadas e, dependendo do resultado, o jogador pode ou não sofrer da síndrome.

Gráfico mostra os valores médios obtidos de cada posição avaliada em relação à Síndrome de Burnout. Quanto maior o valor, maior a chance do desenvolvimento da doença.
Gráfico mostra os valores médios obtidos de cada posição avaliada em relação à Síndrome de Burnout. Quanto maior o valor, maior a chance do desenvolvimento da doença.

Dentro da escala da doença, as posições de suporte e jungler foram classificadas como maiores precursoras de desenvolvimento de burnout em dois níveis, sendo “raramente a algumas vezes”. Enquanto isso, as outras rotas - topo, meio e atirador - foram classificados com nível “raramente” ou “quase nunca”, diminuindo as chances em comparação aos dados disponibilizados de suportes e caçadores.

Para chegar aos resultados, os profissionais de LoL - jogadores e treinadores - responderam algumas perguntas (Questionário de Burnout para Atletas) que foram analisadas no contexto vivido nos esportes eletrônicos.

Apesar do nível de burnout listado nos jogadores ser baixo, a pesquisa ajuda a entender que ainda existe a possibilidade do eSport desenvolver síndromes, abrindo espaço para profissionais e clubes ficarem atentos à saúde mental de seus pro players.

E aí, você ainda acha que é fácil ser pro player?



Siouxsie Rigueiras é a main suporte do Versus e ficou agradecida por não jogar LoL profissionalmente. Siga-a no Twitter.

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