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LoL: Funcionários da Riot Games fazem greve por embargo de processos judiciais

Paralisação está relacionada às denúncias de assédio sexual
@luccabucks
Matheus de Lucca
escreve para o Versus.
Foto: Riot Games/Reprodução
Foto: Riot Games/Reprodução

Funcionários da sede da Riot Games em Los Angeles, Estados Unidos, fizeram uma greve nesta segunda-feira (6) em resposta ao entrave de processos legais movidos contra a desenvolvedora de League of Legends.

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A ação está relacionada às denúncias de discriminação de gênero em ambiente de trabalho, que vieram à tona em julho de 2018. Em novembro do mesmo ano, uma Rioter e uma ex-Rioter processaram a publisher por promover uma cultura machista, com desigualdade salarial, repressão, assédio sexual, preconceito e má conduta generalizada no dia a dia.

Em 25 de abril, conforme reportou o site Kotaku, a Riot tomou medidas para dificultar o andamento de processos jurídicos relacionados a assédio, apelando para a arbitragem forçada - prática que obriga a resolução de disputas de trabalho internamente, com um mediador contratado pela empresa, sem possibilidade de apelação e sem o envolvimento da justiça. O argumento da companhia é de que as funcionárias "renunciaram a seus direitos de processar a empresa quando foram contratadas".

Foto: Riot Games/Reprodução
Foto: Riot Games/Reprodução

Depois que a notícia da arbitragem forçada foi divulgada, surgiram conversas sobre uma possível greve. Em uma tentativa de remediar a situação, a empresa anunciou que novas contratações poderiam recusar a arbitragem forçada em casos de processos por assédio e que consideraria estender a opção a funcionários atuais. A medida não foi o suficiente para apaziguar muitos Rioters.

Segundo um dos organizadores da greve, cerca de 100 funcionários participaram da ação e as motivações são diversas: desde a arbitragem forçada até relatos de que nada mudou na Riot desde que as acusações de discriminação de gênero surgiram. Na época, a empresa declarou que teria uma equipe investigativa para diminuir o sexismo, porém o principal gerente acusado de assédio sexual sequer foi demitido - ele foi apenas convidado a tirar férias não remuneradas e depois voltou ao trabalho normalmente, outro fator que motivou a paralisação.

Em e-mail ao Kotaku, a Riot disse que compreende a greve dos funcionários: "Respeitamos os Rioters que estão de greve hoje e não toleraremos qualquer retaliação por participar ou não". Ainda assim, a empresa diz que não voltará atrás na decisão da arbitragem forçada para processos já em andamento.

Na última semana, a publisher publicou em seu blog um plano que se desenvolverá ao longo de 90 dias, com atualizações em seu código de conduta, novos programas de treinamento, reanálise de igualdade salarial e renovação das práticas de contratação da empresa.

Ainda de acordo com o Kotaku, a filial de Dublin, na Irlanda, pode se juntar à greve nesta terça-feira (7) em solidariedade aos funcionários norte-americanos.

Matheus de Lucca é editor assistente do Versus. Siga-o no Twitter em @luccabucks.

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