League of Legends

LoL: Após tragédia familiar, será que Doublelift está pronto para jogar a final da LCS NA?

Entenda o drama do pro player norte-americano e sua surpreendente decisão de jogar o torneio
@iugahtk
Lucas Hagui
escreve para o Versus.
Imagem: Reprodução/Riot Games
Imagem: Reprodução/Riot Games

Na segunda-feira (2), o jogador Yiliang "Doublelift" Peng, AD carry da Team Liquid de League of Legends, sofreu uma tragédia familiar que abalou o cenário de eSports mundial: Yihong Peng, irmão do pro player, matou a própria mãe a facadas e deixou seu pai em estado crítico.

Mesmo assim, Doublelift decidiu junto de sua equipe que irá, sim, jogar a grande final da North America League of Legends Championship Series (mais conhecida como LCS NA, o torneio norte-americano de LoL), que acontece no dia 7 de abril em Miami. Mas afinal, quais serão as consequências deste drama pessoal na performance do jogador?

O Versus conversou com especialistas para entender os pontos positivos (sim, eles existem) e negativos do pro player participar de uma final de campeonato por conta dos recentes acontecimentos em sua vida.

O lado emocional

O psicólogo Rafael Pereira - que já trabalhou em equipes como CNB eSports e Kabum eSports - explicou que existem duas maneiras de analisar o caso do jogador no campo emocional.

Existem duas maneiras que podemos analisar inicialmente, lembrando que podem existir outras opções que nós não pensamos por conta de cada pessoa ser diferente.

A primeira é que o choque da tragédia é tão grande que não parece real no começo. Assim, pode ser, inclusive, um momento em que Doublelift pode se afastar disso [da tragédia] e focar em outra coisa para que não sofra tanto. O fato dele poder jogar [a final], pode ser, inclusive, uma forma dele evitar esse sofrimento neste momento. Também, pode ser aquele momento dele de se auto-afirmar como pessoa e profissional. Estas são as coisas positivas ou mesmo de defesa que podem acontecer.

Já no lado negativo, esta é uma situação de pressão e ansiedade para o pro player. Por ser um jogo tão importante, uma final, o que pode acontecer é que em algum destes momentos, ele "quebre". O jogador pode ter um blackout de choro e de desespero porque pode existir uma pressão tão grande que ele não suporte mais. Esse é o perigo.


Na tarde desta quarta-feira (4), um dos donos da Liquid, Steve Arhancet, comentou em suas redes sociais: "Após conversar com Peter [Doublelift], ele está determinado a jogar em Miami - nós o apoiamos."

O lado profissional

Já o treinador Pedro "Gafone" Ramos, que também já comandou a CNB e atualmente atua pela Operation Kino eSports, falou sobre sua experiência como coach e líder de equipe, e como essa tragédia familiar afeta o pro player e suas relações com o time.

Normalmente, a equipe de todo jogador acaba se tornando sua segunda família. Em uma situação assim, os outros pro players, comissão técnica e direção devem ser um ponto de apoio ao jogador, um ombro amigo.

É difícil buscar motivação por meio de uma tragédia, mas eu imagino que o Doublelift jogará essa final com toda sua alma e sangue. Se eu estivesse na equipe dele, aceitaria e respeitaria qualquer decisão que ele tomasse, seja ela de ficar de fora ou de jogar as finais.


Siouxsie Rigueiras é jornalista no Versus e espera que Doublelift tenha todo apoio e carinho necessários para superar esta fase difícil. Siga-a no Twitter.

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