Hearthstone: "Vamos voltar ainda mais fortes no ano que vem", diz Rase sobre Brasil no Global Games

Seleção brasileira fez campanha histórica no torneio
Foto: BlizzCon/Reprodução

O Brasil fez história na BlizzCon 2018. A seleção brasileira de Hearthstone, composta pelos jogadores Lucas "Rase" Guerra (Red Canids), Lucas "Neves" Figueiredo (Vivo Keyd), Lucas "LucasCrt" Claudio (Pain Gaming) e Rodrigo "Perna" Castro (Red Canids), garantiu o vice-campeonato do Global Games. Mesmo perdendo para a China na grande final, os pro players foram longe e chamaram a atenção para o cenário brasileiro de HS.

Após a grande final, o Versus conversou com Rase sobre o resultado do campeonato, o cenário nacional de Hearthstone, a aceitação da família do pro player em relação a sua profissão e mais.

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Segundo lugar com gostinho de primeiro

Após perder somente um jogo durante os playoffs do Hearthstone Global Games na BlizzCon  2018, o Brasil chegou na final do torneio, mas acabou perdendo para a China por 3 a 0. Ainda assim, Rase ficou orgulhoso de conquistar o vice-campeonato para o Brasil.

"Ficamos super felizes, mas ficou aquele gostinho de que dava pra vencer", disse Lucas Guerra, jogador da Red Canids. "Mas vice-campeão mundial é um resultado incrível, sei que muita gente torceu por nós e poucos esperavam que o Brasil chegasse tão longe. A gente sabe do nosso talento e potencial, desde o começo acreditávamos que conseguiríamos ir bem, então estou bem orgulhoso do nosso desempenho. Ser vice-campeão mundial é bem maneiro."

Em nome dos colegas, o pro player também aproveitou para agradecer aos fãs e prometer um bom resultado em 2019: "Queria agradecer toda a torcida, ficamos no quase, mas é um resultado incrível. [...] No ano que vem vamos voltar ainda mais fortes e com certeza vão começar a apontar o Brasil como favorito, porque todos vão reconhecer a gente e que o país tem grandes jogadores e muito talento."

Seleção brasileira conquistou o vice-campeonato de HS na BlizzCon | Imagem: Blizzard/Reprodução

O desafio final

De acordo com Rase, o maior problema da série final foi perder os dois primeiros jogos, quando ele e seus companheiros tinham decks favoráveis, mas não conseguiram vencer:

"O primeiro jogo era uma mirror match, com dois decks iguais. Eles ficaram com o tabuleiro na nossa frente e não conseguimos recuperar a tempo. Já na segunda partida, que era Guerreiro contra Mago, a gente teria que completar nossa quest rápido, e assim teríamos uma match favorável, mas ficamos vários turnos esperando e não conseguimos isso a tempo."

"Se tivéssemos mais sorte nas duas primeiras partidas, talvez conseguíssemos, porque os dois últimos jogos eram bem mais favoráveis ao nosso lado", pondera o jogador. "Poderíamos ser campeões se tivéssemos vencido um dos dois primeiros embates."


O futuro

Para Rase, o vice-campeonato do Brasil pode significar um maior reconhecimento do cenário, algo que o Hearthstone não tem quando comparado ao League of Legends ou ao Counter-Strike: Global Offensive.

"Estou com contrato com a Red Canids até o final do ano, mas adoraria que o cenário melhorasse como um todo." De acordo com o pro player, o mercado precisa olhar para o Hearthston "assim como olha para o LoL e outros jogos."

Jogadores da seleção brasileira | Imagem: Blizzard/Reprodução

"O game tem muito potencial e quem sabe possa trazer mais campeonatos, talvez levar uma DreamHack para o Brasil, ter organizações investindo mais... Vamos ver se agora com esse título de vice-campeão dá uma melhorada do cenário", declara Rase.

Além do cenário nacional, Lucas Guerra também acredita que sua família reconhecerá ainda mais seu trabalho como jogador profissional, ainda mais depois da premiação de sábado.

"Ganhamos US$ 10 mil cada um. Meu irmão é meu maior fã e meus pais entendem menos, mas em campeonatos grandes assim, eles assistem de casa e ficam me mandando mensagem. Tenho certeza de que eles estão orgulhoso. Preciso contar certinho para eles que ganhei aproximadamente R$ 40 mil", disse o pro player da Red Canids aos risos.

Rase faturou R$ 40 mil em um dia. Em um emprego tradicional que paga cerca de R$ 3,3 mil por mês, ele só conseguiria esta quantia em um ano.

Para o jogador, o reconhecimento já é real: "Antigamente, era muito difícil isso, mas agora ganhamos essa visibilidade. Durante as minhas viagens, acabei jogando vários torneios fora neste ano, e notei que o pessoal vinha falar comigo, isso é muito legal!"



Barbara Gutierrez é editora-chefe e Bia Coutinho é redatora no Versus. Siga-as no Twitter em @bahgutierrez e @biaacoutinhoo. 

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