Guias

Guia de Profissões: Como e com o que trabalhar no mundo dos eSports sem ser um pro player?

Achou que só tinha espaço para jogadores? Achou errado!
@biaacoutinhoo
Beatriz Coutinho
escreve para o Versus.

Engana-se quem pensa que ser um pro player é a única maneira de trabalhar com eSports. Quando assistimos aos campeonatos, jogadores e técnicos ficam em evidência, mas diversos outros profissionais fazem o cenário competitivo acontecer.

Você tem vontade de trabalhar com eSports, mas ao invés de talento no jogo, possui outra qualidade especial? O Versus conversou com diversos profissionais que estão fora dos mapas para te mostrar como é possível fazer parte deste mundo.

Rafael Pereira já passou por equipes como CNB e Kabum | Imagem: Arquivo pessoal / Reprodução
Rafael Pereira já passou por equipes como CNB e Kabum | Imagem: Arquivo pessoal / Reprodução

Psicologia

O psicólogo Rafael Pereira, que já trabalhou em clubes como CNB e KaBuM, sempre gostou de videogames, mas só em 2012 começou a acompanhar os eSports. O profissional estudava Psicologia voltada para a educação, mas o foco do curso acabou mudando.

“Em 2013, vi um jogo do Campeonato Brasileiro de League of Legends de uma equipe que tinha dois coreanos”, diz Rafael. “Eles estavam disputando a semifinal e tinham acabado de retornar de um bootcamp. Enquanto assistia, era perceptível que um deles estava tendo uma crise de ansiedade, foi quando pensei o quão importante seria ter um acompanhamento psicológico no eSport.”

Para dar início a seu caminho no cenário competitivo, Rafael montou um grupo de pesquisa sobre o assunto em parceria com o Laboratório de Psicologia de Esporte da Universidade Federal de Santa Catarina.

Rafael, ao lado de Yoda, durante o período em que trabalhou na CNB | Imagem: Reprodução
Rafael, ao lado de Yoda, durante o período em que trabalhou na CNB | Imagem: Reprodução

Ele afirma que, neste mercado competitivo, é comum que os psicólogos passem longos períodos da semana na gaming house para ajudar a criar metas de curto, médio e longo prazo com o time, além de auxiliar a organização como um todo, ajudando os pro players a melhorarem seu desempenho e manter uma saúde mental positiva.

“O que eu acho mais fantástico na Psicologia é saber que você está ajudando pessoas a serem mais saudáveis e a atingirem seus objetivos pessoais e profissionais”, diz o psicólogo, que aconselha os futuros profissionais a garantirem o curso de graduação e ir além.

“Não se contente com cursos que não são de graduação. Faça algo que te dê o preparo mínimo para poder ter uma escuta especializada e uma visão ampla dos fenômenos. Segundo: se especialize. Só o curso de graduação também ainda não é suficiente. Procure pesquisar, estudar formação em psicologia do esporte, fazer parte de grupos de estudo, ler artigos científicos sobre a área.”

Nay é a narradora dos campeonatos de Hearthstone aqui no Brasil | Imagem: Arquivo pessoal/Instagram
Nay é a narradora dos campeonatos de Hearthstone aqui no Brasil | Imagem: Arquivo pessoal/Instagram

Narração

Se você é um fã de Hearthstone, com certeza conhece Nayara Sylvestre. Nay, como é conhecida entre a comunidade, é a narradora oficial das competições brasileiras do jogo de cartas da Blizzard. Antes de iniciar essa carreira, a amante de jogos era advogada.

“Eu tinha meu próprio escritório, mas como andava muito frustrada com a profissão, decidi fechá-lo e começar a fazer consultas de casa. Foi aí que comecei a ter muito tempo disponível e, com isso, meus amigos pediram pra que eu começasse a streamar Hearthstone. Foi quando decidi mergulhar no mundo da geração de conteúdo”, conta a narradora.

De acordo com Nay, “a rotina de narração exige muito preparo. (...) Quando não estou narrando ou streamando - ao mesmo tempo que busco aperfeiçoar minha gameplay - estou assistindo streams de jogadores profissionais, estudando decks e o meta atual”.

Ela também dá outras dicas para quem quer ingressar no ramo: “Eu procuro descansar sempre, principalmente a voz, nos dias que antecedem [os torneios], revisar todos os decks que serão utilizados e saber também a história dos jogadores que integrarão o torneio”.

Embora Nay fale sobre Hearthstone, quem sonha em se transformar em um narrador pode adaptar o conselho. Por exemplo, se o jogo de sua escolha é Dota 2, o certo é revisar e analisar composições de diversos times de forma analítica.

A parte preferida de Nay nesta profissão é ficar em contato direto com pessoas do competitivo e saber que faz parte da história do cenário. Além disso, a narradora acredita que sua profissão vai muito além de comentar o que está na tela, é “de maneira didática tentar externar o que se passou naquele momento ou quais são os confrontos mais fortes e fracos que determinados decks irão encontrar”.

Guerra uniu a paixão pela fotografia com a pelo eSport e entrou no cenário | Imagem: Arquivo pessoal / Instagram
Guerra uniu a paixão pela fotografia com a pelo eSport e entrou no cenário | Imagem: Arquivo pessoal / Instagram

Fotografia

Provavelmente você já deve ter visto as fotos de Felipe Guerra ilustrando matérias sobre grandes vitórias nos games. O contato do fotógrafo com os eSports começou com o Counter-Strike 1.5, enquanto a paixão por fotografia evoluiu durante a faculdade de Jornalismo.

Durante o curso e suas duas pós-graduações, ele mal tinha tempo para pensar nos games, mas logo após finalizar seus estudos, o profissional voltou à boa e velha jogatina. Assim, Guerra começou a acompanhar mais este cenário e pegou gosto pelas competições justamente durante a era de ouro da Luminosity Gaming - quando a equipe de CS:GO era composta por Gabriel “Fallen” Toledo, Fer, Coldzera, Fnx e Taco.

O primeiro trabalho de Felipe nos eSports aconteceu por um impulso de coragem durante a Power Lounge Cup de CS:GO: “Eu vi um vídeo anunciando a competição e que teria pessoas grandes lá. Pensei que eles não teriam um fotógrafo e como eu estava querendo entrar no cenário, falei ‘Eu vou!’”

O impulso deu tão certo que, em menos de um ano, Guerra foi contratado para fotografar diversos outros torneios de ao menos oito jogos diferentes.

1/7
FaZe Clan, após vencer ESL One Belo Horizonte 2018 | Imagem: Felipe Guerra
FaZe Clan, após vencer ESL One Belo Horizonte 2018 | Imagem: Felipe Guerra
ESL One Belo Horizonte 2018 | Imagem: Felipe Guerra
ESL One Belo Horizonte 2018 | Imagem: Felipe Guerra
Mãe de Marcelo "Coldzera" David durante ESL One Belo Horizonte 2018 | Imagem: Felipe Guerra
Mãe de Marcelo "Coldzera" David durante ESL One Belo Horizonte 2018 | Imagem: Felipe Guerra
Brasil Game Cup | Imagem: Felipe Guerra
Brasil Game Cup | Imagem: Felipe Guerra
Cláudia "Santininha" Santini | Imagem> Felipe Guerra
Cláudia "Santininha" Santini | Imagem> Felipe Guerra
Fernando "Fer" Alvarenga durante Encontro das Lendas | Imagem: Felipe Guerra
Fernando "Fer" Alvarenga durante Encontro das Lendas | Imagem: Felipe Guerra
Amanda "AMD" | Imagem: Felipe Guerra
Amanda "AMD" | Imagem: Felipe Guerra

De acordo com o fotógrafo, o esquema de trabalho varia conforme o que os clientes pedem, mas é sempre necessário fazer uma atualização em tempo real do evento - normalmente com fotos via redes sociais. Portanto, é necessário levar notebook para os torneios, para que o profissional esteja sempre pronto para editar e selecionar as imagens certas. As fotografias que não são utilizadas instantaneamente podem ser editadas e entregues ao cliente posteriormente, em uma data combinada.

Ele também alerta que, assim como existem trabalhos programados, também existem aqueles que acontecem de última hora, e dá dicas gerais para entrar no meio: “Primeiro, estudar e praticar que é o óbvio, e depois mergulhar de cabeça. Quando for a hora certa, o que não significa que será quando você estiver 100% pronto, você tem que ir”.

Ao ser questionado sobre uma inspiração, Guerra responde sem dúvidas: “Helena Kristiansson”, atual chefe de fotografia da ESL. “Se eu pudesse ser estagiário dela por um dia, eu adoraria! Poderia aprender muito com ela.”

Além disso, ele garante que gosta de - quase - tudo na profissão. “É uma paixão né? Não só minha, mas de todo mundo. Apesar dos problemas, que sempre existem, eu vejo muita gente unida para querer ser maior e gerar credibilidade pro cenário no país, que tem muito pra crescer ainda.”

Branca Galdino, à esquerda, e Adriana Noronha durante o Encontro das Lendas | Imagem: Reprodução
Branca Galdino, à esquerda, e Adriana Noronha durante o Encontro das Lendas | Imagem: Reprodução

Assessoria da imprensa

Branca Galdino começou a trabalhar com eSports por acaso. Em 2014, a atual assessora da famosa equipe de MiBR de CS:GO e da Immortals (organização internacional que possui times de Overwatch e Rainbow Six Siege) escrevia para blogs de cultura sul-coreana. Quando precisou escrever uma pauta sobre sul-coreanos que viviam no Brasil, ela encontrou Suno e Winged - ex-jogadores de League of Legends da Keyd.

“Fiquei fascinada por escrever mais sobre os jogadores, times e o cenário competitivo”, contou Branca, que aos poucos encaixou o eSport em sua rotina. “Eu trabalhava como mídia durante a semana e aos finais de semana cobria o CBLoL (...) Mas deixo claro que virei assessora totalmente por instinto e procuro sempre consultar profissionais formados para aprender algo.”

De acordo com Branca, sua rotina é bem dinâmica e a maior parte das atividades fica por conta de seguir os planos de comunicação dos clientes, escrevendo releases sobre novidades e alinhando suas publicações com redes sociais e outros canais.

Ainda assim, ela deixa claro que “há atividades de rotina, como o envio de relatórios com clipping das matérias publicadas e resultados gerais, contato com jornalistas e monitoramento de informações”. Além disso, ela também realiza media trainings para pro players, que são treinamentos para que os jogadores saibam como falar e agir melhor diante de entrevistas.

“Divulgar uma informação nova para os veículos sempre me deixa animada. Sem este trabalho, dificilmente um veículo ou jornalista teria acesso às informações do lado de quem está gerando a notícia”, contou Branca.

Ao ser questionada sobre um profissional que admira, Branca afirma que sempre ficou muito impressionada com Anna Rozwandowicks, que atuava como gerente global de relações públicas na ESL: “Você tem que ter atenção especial ao seu papel para conseguir atender sua empresa no meio de tantas marcas e personalidades famosas em eventos de porte grande”.

Na hora de dar dicas para os futuros assessores e assessoras do cenário, Branca afirma que “além de paixão, é necessário que estudem a respeito e tenham experiências em outras áreas. Escrever bem, ter boa dicção, dominar Pacote Office, ter pontualidade, organização e saber falar inglês também é essencial”.

“O assessor é quem faz acontecer! Você não é o cara da foto, você dirige a foto”, afirma Branca. “[É necessário] checar se seu cliente está arrumado, se a marca está aparecendo e cobrar que o Gabriel ‘Fallen’ Toledo faça a barba. (...) Você está ali para falar ‘não’ pelo seu cliente e é muito importante conhecer bem a pauta para auxiliar o jornalista.”

Além disso, ela deixou dicas valiosas para eventos presenciais: “Como assessora, procuro usar preto em eventos, perfumes mais discretos, ter sempre uma caneta de autógrafos e celular a mão e uma goma de mascar para o colega jornalista ou o cliente que vão gravar entrevistas”.

Paula, de óculos vermelho, com parte da equipe da ESL Brasil | Imagem: Marco Pinto
Paula, de óculos vermelho, com parte da equipe da ESL Brasil | Imagem: Marco Pinto

Social Media

Todo mundo que é antenado em eSports acompanha as redes sociais da ESL Brasil para ficar de olho em novos torneios e resultados de jogos. Quem está por trás dos vários posts e tweets da produtora de campeonatos é a social media Paula Pinter, mais conhecida como Minorith, nas redes sociais.

Paula curte jogar desde criança, mas afirma que quando começou a trabalhar, seguir uma profissão relacionada aos eSports não era uma opção: “O sonho de trabalhar com jogos sempre existiu, mas eu não sabia ao certo o que fazer para entrar nesse mercado”.

Para Paula, ter amigos que já trabalham no meio dos eSports foi muito importante para que ela entendesse como o cenário funciona e qual tipo de cargo ela poderia conseguir.

“Com cerca de 20 anos, conheci o League of Legends e passei a acompanhar o cenário competitivo, que só cresceu nos últimos anos. Comecei a enxergar a oportunidade de trabalhar com isso, mas apenas com 26 anos consegui, de fato, entrar no mercado como social media da ESL Brasil. Em maio de 2016, apareceu a oportunidade de fazer a cobertura de um campeonato em social media”, completou.

De acordo com a Paula, a rotina de um social media conta com diversos processos, que vão desde planejamentos até relatórios mensais com avaliação: “Fazemos reuniões para estabelecer o que precisamos produzir de conteúdo, qual tipo é melhor para qual rede, quem queremos atingir com ele... Depois de planejado, montamos um cronograma e produzimos imagens, vídeos e textos. Quanto tudo fica pronto, o conteúdo passa por aprovação e então agendamos as postagens”.

Na hora de dar dicas para quem quer seguir carreira como social, Paula tem praticamente um guia completo: “Primeiro, aprenda o básico de social media, faça uso de todas as redes sociais possíveis e entenda como cada uma funciona. Existem também vários cursos online interessantes que te dão uma base legal para começar. Pesquise sobre tendências e esteja sempre por dentro dos assuntos em alta no meio (siga perfis de times, jogadores, produtores de games e campeonatos, e sites de notícias relacionadas à games e eSports)”.

Por fim, a compreensão dos títulos é essencial, além de ficar de olho nas oportunidades: “Entenda sobre vários jogos diferentes - o básico, inicialmente não precisa se aprofundar demais. Depois disso, comece a acompanhar pessoas do meio porque sempre tem alguém divulgando vagas. Existem grupos no Facebook também, onde você consegue encontrar várias vagas abertas. A partir daí, você molda seu conhecimento na prática”.

Imagem: Arquivo Pessoal / Reprodução
Imagem: Arquivo Pessoal / Reprodução

Consultoria

Sempre de olho no mercado, com a mente cheia de ideias e pronta para um novo projeto. Essa é Daniela Branco, CEO da agência CyberStars, que cuida de desenvolvimento de negócios, patrocínio e consultoria para eSports.

Em 2015, quando ainda trabalhava com produção publicitária, Daniela precisou fazer um trabalho que deveria contar histórias de mudanças na vida das pessoas. Uma indicação a levou até Rogério Almeida, diretor da INTZ - e o que era para ser somente um projeto acabou virando um convite para trabalhar na organização intrépida.

“Na final do 2º split do CBLoL, no Allianz Parque, depois de ter acompanhado todo o processo de treinos e a rotina da organização, eu fiquei alucinada. Estava na linha de frente, junto com os jornalistas, grudada na grade. Quando a equipe entrou no palco, eu senti tanto orgulho e tanta adrenalina que percebi que estava apaixonada”, contou Daniela. “Eu desejei ser parte daquilo, da comunidade, do mercado e é isso que venho fazendo desde então!”

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

De acordo com a consultora, a rotina de seu trabalho consiste em fazer “conexões potentes que viabilizam projetos e negócios. Desenvolvimento de projetos, captação de patrocínio, curadoria de conteúdo. (...) O principal da rotina é o ritmo: prospectar, planejar, conectar, realizar e finalizar com análise de resultado”.

Para Daniela, a melhor parte de sua profissão é ter autonomia do seu próprio tempo e poder trabalhar de casa, o que “proporciona flexibilidade e qualidade de vida. (...) É muito livre e amplo trabalhar de forma não-linear, as possibilidades e variáveis de equipe são riquíssimas. Existe uma autodisciplina, mas não uma rotina específica.”

Porém, nem tudo são flores: “É um mercado bem masculino, assim como a publicidade e o mercado financeiro, então acredito que, com os anos, aprendi a lidar e a me tornar protagonista da minha vida, mas ainda assim me surpreendo com frequência com práticas de mansplaining [ato de explicar para uma mulher o que é óbvio ou o que ela já sabe] e manterrupting [ato de interromper constantemente a fala de uma mulher]”.

A profissional disse ao Versus que sempre recebe queixas e conselhos de outras mulheres do mercado sobre como lidar com essas situações. “O segredo está em transformar esta provocação em combustível saudável para vencermos estas barreiras.”

“Quando você está em um mercado aberto e com inúmeras possibilidades, é tentador querer fazer tudo, ainda mais no eSport, onde o campo é vasto. Foco nos seus objetivos e no cliente. [É necessário] Ter uma escuta atenta, compreender as necessidades, estar presente, ser dinâmico e criativo, além de construir e trabalhar bem o network”, aconselhou.

Além disso, Daniela acredita que não há um curso universitário que se encaixe perfeitamente na consultoria. “É uma profissão bem plural e com pouca padronização. (...) A premissa de ser um bom consultor é ter conhecimentos específicos do mercado que se atua, não bastando só isso, claro! Precisa ter experiência, ser um bom negociador, ser criativo, identificar oportunidades, ter visão empresarial e ser ético.”


Quer entrar para o cenário de eSports e gostaria de saber mais sobre outras profissões? Dê suas opiniões e pedidos para outros guias!


Bia Coutinho é redatora no Versus. Siga-a no Twitter em @biaacoutinhoo.

Tags Relacionadas
GuiasComunidade
Mais notícias
Guia Dreamhack Masters Malmö 2019 de CS:GO: Times, transmissões, agenda e mais
CS:GO

Guia Dreamhack Masters Malmö 2019 de CS:GO: Times, transmissões, agenda e mais

Saiba quando a FURIA joga e tudo sobre a competição
Beatriz Coutinho
Guia Mundial 2019 de League of Legends: Times, transmissões, agenda e mais
League of Legends

Guia Mundial 2019 de League of Legends: Times, transmissões, agenda e mais

Saiba quando o Flamengo joga no Worlds
Jairo Junior
Guia ESL One New York 2019 de CS:GO: Times, transmissões, agenda e mais
CS:GO

Guia ESL One New York 2019 de CS:GO: Times, transmissões, agenda e mais

Saiba quando Astralis, Liquid e mais jogam, além de conferir como ficou a nova Cache
Beatriz Coutinho