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Gente como a gente: 5 vidas que foram mudadas pela Overwatch League

Até escorreu uma lágrima aqui
@_matheusf23
Matheus Oliveira
escreve para o Versus.
Foto: Reprodução
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A Overwatch League veio para mudar o mundo dos eSports, mas não é apenas o mercado que foi impactado pelo campeonato. Muitas vidas também foram alteradas pela liga, e o Versus separou cinco histórias que tomaram outros rumos graças à OWL.

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André "iddqd" Dahlström

Iddqd é um dos destaques do campeonato, graças à sua posição como jogador da San Francisco Shock e sua participação na Copa Mundial de Overwatch em 2016, quando competiu pela seleção sueca.

O que poucos sabem é que, antes de conseguir viver de Overwatch, André trabalhava como segurança em um hotel quatro estrelas, nas frias montanhas do país nórdico.

Assim como acontece em muitos países, a Suécia não tem um grande cenário competitivo para o jogo de tiro da Blizzard. Iddqd teve oportunidade de se dedicar exclusivamente ao game quando foi contratado para reforçar o elenco da Fnatic, no fim de 2016.

O pro player conta como sua mentalidade evoluiu por suas experiências em seu episódio de Heroes Born, pequena série de vídeos feita pela Blizzard que apresenta os competidores da Overwatch League.

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Lucas “Mendokusaii” Hakansson

O caso do jovem Mendokusaii é conhecido na comunidade. O jogador compete desde o lançamento de Overwatch, mas se viu obrigado a escolher entre estudos e jogos em 2016. O resultado? Ele insistiu nos eSports e largou a vida acadêmica. A decisão foi influenciada por seu pai, que acreditou no potencial do filho a ponto de tirar o jovem da escola para treinar e competir.

Hoje, Mendokusaii é um dos titulares da Houston Outlaws, equipe que está com um pé nos playoffs da Overwatch League, que começam no dia 11 de julho.

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Sebastian "chipshajen" Widlund

Talvez um dos pro players que mais gerou expectativa no início da liga, chipshajen é um dos que se destacou em sua primeira participação na seleção sueca da Copa Mundial de Overwatch 2016.

Graças a essa exposição, Sebastian chamou a atenção de muitas organizações e pôde receber um salário para competir, vivendo para jogar.

Antes disso, chipshajen trabalhava em um depósito em tempo integral. Sem tempo para jogar, o pro player usava sua renda para ajudar a família, que confiou em seu potencial e o encorajou a sair de seu emprego para perseguir seu sonho de ser competidor.

Mais detalhes sobre a história do pro player estão disponíveis no site oficial da Overwatch League, em entrevista feita antes do começo do campeonato.

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Stefano "Verbo" Disalvo

Verbo é outro pro player que decidiu trocar tudo por eSports. O canadense decidiu competir em Overwatch no momento que o jogo foi anunciado, durante a BlizzCon de 2014.

O jovem, que era apaixonado por Call of Duty, viu potencial no game e apostou que seria uma boa oportunidade, abandonando seus estudos e até seu país, embarcando rumo aos EUA sozinho para tentar sua sorte no jogo de tiro da Blizzard.

Stefano ficou dois meses sem apoio fora de sua nação, e pouco tempo antes de desistir, foi contratado pela Immortals - que se transformou em Los Angeles Valiant, equipe da Overwatch League na qual o pro player atua como suporte.

Verbo é um jogador religioso e explana isso em suas redes sociais. "Não é confiança em mim, mas nele, que vai me dar forças e habilidade para fazer sua vontade", diz o tweet.

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Josh "Eqo" Corona

Eqo já afirmou em diversas entrevistas que se vê como "um jovem sem um país para chamar de seu". Nascido na Colômbia, o jogador imigrou para Israel ainda novo, sem nem ao menos proferir uma palavra em hebraico, a língua nativa do país.

A mudança não foi a única grande guinada na vida do jovem, que também perdeu o pai com apenas 15 anos. Após o ocorrido, Josh viu uma fuga da realidade no jogo de tiro da Blizzard, chegando ao topo do ranking mundial na terceira temporada competitiva do game.

Eqo foi convidado a integrar o elenco da Philadelphia Fusion em 2017. Hoje, ele ajuda sua mãe e irmãos, que ainda vivem em Israel, afirmando: "Longe de minha família, Overwatch é a unica coisa que eu tenho, então preciso trabalhar ao máximo."


Você também conhece alguma vida que mudou com os eSports?



Matheus Oliveira é redator do Versus. Siga-o no Twitter.

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