Free Fire

Free Fire tem números gigantes, mas seu maior triunfo é a diversidade de público

O battle royale da Garena tem uma conexão enorme com o público
@jairo.junior
Jairo Junior
é reporter no Versus.
Foto: Garena/Reprodução
Foto: Garena/Reprodução

Free Fire tem apresentado números cada vez mais expressivos. A Pro League e o Mundial no Rio de Janeiro tiveram audiências incríveis ultrapassando 1 e 2 milhões de espectadores simultâneos, respectivamente. No quesito receita o battle royale já bateu a marca de US$ 1 bilhão - cerca de R$ 4 bilhões. Tudo isso impressiona - e muito - mas talvez seu maior feito seja a diversidade de público que o jogo conseguiu reunir e conquistar nesses quase dois anos de vida.

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Como jornalista, foram inúmeros os eventos que cobri presencialmente. As modalidades também são as mais variadas, desde Counter-Strike: Global Offensive e Rainbow Six: Siege até League of Legends, Dota e mais. De 2015 para cá, passei por Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, onde pude conhecer pessoas e costumes diferentes, apesar da proximidade dos estados. A verdade é que todos os públicos pareciam muito semelhantes até então, mas tudo mudou...

A Pro League de Free Fire na Arena Carioca 1 do Rio de Janeiro me causou um grande choque. Especialmente na questão de pluralidade de raças e gênero. Naquele momento eu me toquei de verdade como o esporte eletrônico pode ser tão grande, mas ao mesmo tempo ainda é tão pequeno, já que diversos públicos parecem completamente de fora deste mundo.

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As mulheres compareceram em peso nos eventos de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução
As mulheres compareceram em peso nos eventos de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução
Os amigos também se reuniram e marcaram presença nos eventos de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução
Os amigos também se reuniram e marcaram presença nos eventos de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução
A torcida foi um show a parte nos dois sábados seguidos | Foto: Garena/Reprodução
A torcida foi um show a parte nos dois sábados seguidos | Foto: Garena/Reprodução
Free Fire trouxe um sentimento muito semelhante ao do futebol para estes jovens | Foto: Garena/Reprodução
Free Fire trouxe um sentimento muito semelhante ao do futebol para estes jovens | Foto: Garena/Reprodução
Foto: Garena/Reprodução
Foto: Garena/Reprodução

Ainda no mesmo evento, nossa editora-chefe Barbara Gutierrez conversou com uma mãe e um filho que reservaram seu sábado para visitarem juntos a Pro League. Para nossa surpresa, eles não só foram assistir juntos como também jogavam juntos. Quando colocamos a matéria no ar, a admiração foi ainda maior, pois várias mães se identificaram e manifestaram que também jogam com filhos, sobrinhos e parentes.

Durante o Mundial foi a minha vez de entender melhor esta questão. Para isso, me misturei ao público no intervalo dos jogos e conversei com jogadores e muitas jogadoras - muitas mesmo. A maioria jogava apenas o Free Fire e poucas estavam inseridas em outros games ou plataformas. Muitas delas mostraram interesse em criar conteúdo sobre o battle royale da Garena e cogitam até tentar a sorte competitivamente falando. Com isso, percebi o interesse que o Free Fire desperta em públicos inexplorados.

Além disso, foi possível perceber que a diversidade estava sendo bem trabalhada pela Garena na própria organização do evento. No time de casters e apresentadores, Camila ''Camilotaxp'' Silveira, Carol "Tawna" Oliveira e Ana Paula "Ana Xisdê" Cardoso brilharam. No palco, os ritmos de funk, rap e eletrônica foram representados por MC Jottapê, Mano Brown e Alok, para ninguém ficar de fora da festa.

Até mesmo os pro players brasileiros são diferentes. A maioria vem de uma origem humilde e tem histórias de dificuldades e superação para contar. O modo como todos ele se conectam com o público de forma natural também é único. Acho que isso acontece porque os fãs conseguem se identificar com os profissionais muito facilmente, já que as próprias histórias têm raízes parecidas. Estamos falando de meninos de comunidade que conseguiram ascender na vida pessoal e profissional, e nada dá mais esperança para um fã do que isso. Arrisco a dizer que Free Fire trouxe um sentimento muito semelhante ao do futebol para estes jovens.

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Camilotaxp comandou o palco da Pro League e do mundial de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução
Camilotaxp comandou o palco da Pro League e do mundial de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução
Tawna era a repórter de campo e ficou responsável por entrevistar os influenciadores no evento, durante as partidas  | Foto: Garena/Reprodução
Tawna era a repórter de campo e ficou responsável por entrevistar os influenciadores no evento, durante as partidas | Foto: Garena/Reprodução
Ana Xisdê brilhou nos comentários | Foto: Garena/Reprodução
Ana Xisdê brilhou nos comentários | Foto: Garena/Reprodução
Mano Brown e MC Jottapê juntos, durante a abertura do Mundial de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução
Mano Brown e MC Jottapê juntos, durante a abertura do Mundial de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução
Alok animando a abertura do Mundial de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução
Alok animando a abertura do Mundial de Free Fire | Foto: Garena/Reprodução

De um modo geral, vejo muitas críticas à simplicidade de Free Fire e aos gráficos do game, que não são dos mais incríveis. O que estas pessoas ainda não perceberam - e confesso que nem eu tinha tanta dimensão disso - é que estas duas questões são justamente o que fazem de Free Fire um game que praticamente qualquer um pode se interessar e começar a jogar pela acessibilidade que traz, aliado aos baixos requisitos entre smartphones. Basta ter um celular de baixa a média potência e conexão à internet.

Free Fire é grande, acertou em cheio nesta questão, mas é apenas um. O esporte eletrônico de forma geral precisa tornar este assunto mais frequente nas empresas e na comunidade. Quanto mais jogadores - de todas as classes sociais, gêneros, estilos e culturas - estiverem juntos nesta caminhada, melhor.

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