Free Fire

Free Fire: “Realizei meu sonho”, diz Kronos sobre o MVP

Brasileiro causou o maior dano no mundial do game mobile
@helenavnogueira
Helena Nogueira
escreve para o Versus.
Kronos durante a Pro League de Free Fire. Foto: Ariano Ferreira/ Instagram/Reprodução
Kronos durante a Pro League de Free Fire. Foto: Ariano Ferreira/ Instagram/Reprodução

No último sábado (6), aconteceu em Bangkok, na Tailândia, a final da Copa do Mundo de Free Fire. Foi no torneio que Ariano “Kronos” Ferreira, um pernambucano de 18 anos, foi eleito MVP.

O Versus conversou com o pro player, que contou como, mesmo sendo desmotivado a perseguir seu sonho pelos familiares, conseguiu o título de melhor do mundo.

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O Brasil foi representado no mundial pela equipe da RED Canids Kalunga, que terminou na 10ª colocação, e pela GPS Veteranos, que até o último mapa ainda tinha chances de conquistar o título, mas ficou na 6ª colocação.

Mesmo com a classificação final, Kronos foi responsável por um feito incrível: ser aquele que causou o maior dano de toda a competição, e isso em seu primeiro campeonato internacional. O brasileiro foi chamado ao palco para receber o título, no que foi a coroação de uma trajetória começada anos atrás.

Natural de Santa Terezinha, em Pernambuco, o jogador sempre nutriu afinidade por jogos de tiro em primeira pessoa. Call of Duty 3, do PS3, foi sua porta de entrada nos videogames, em uma época em que o jovem não imaginava que um dia se dedicaria integralmente a eles.

Desde o começo, os jogos despertaram em Ariano o que foi necessário para se tornar Kronos: “Sempre gostei de games, principalmente dos competitivos - aqueles que podia me dedicar e me tornar algo a mais do que um player qualquer. Até que consegui isso com Free Fire”.

Original do Pernambuco, o jogador sempre sonhou em entrar para o competitivo profissional. Foto: Ariano Ferreira/ Arquivo Pessoal
Original do Pernambuco, o jogador sempre sonhou em entrar para o competitivo profissional. Foto: Ariano Ferreira/ Arquivo Pessoal

Viver de esports é um sonho antigo. O pernambucano já passou pelo LoL e tentou ser jogador profissional de Point Blank, porém, por conta de atritos com a família, ele não teve apoio nem recursos para continuar perseguindo a carreira.

“Sempre desacreditaram no que eu queria com jogos, e com Free Fire não foi diferente. Já sofri muito com minha família por causa disso, mas consegui [chegar onde queria] com minha força de vontade e dedicação.”

Foi então que a resposta caiu de paraquedas. Kronos conheceu Free Fire pouco após seu lançamento oficial, em 4 de dezembro de 2017.

O game da Garena apresentou a fórmula battle royale ao jovem de 16 anos, que em pouco tempo entendeu que este seria o jogo pelo qual se tornaria pro player: “Com pouco tempo minhas habilidades [em Free Fire] já estavam a um nível altíssimo em relação ao normal daquela época, e foi aí que vi que era o jogo certo para eu conseguir o que sempre quis.”

Em pouco mais de um ano, ele conseguiu.

Dogblack, Lafuria, K9 e Kronos, da GPS Veteranos, na Copa do Mundo de Free Fire. Foto: Ariano Ferreira/ Arquivo Pessoal
Dogblack, Lafuria, K9 e Kronos, da GPS Veteranos, na Copa do Mundo de Free Fire. Foto: Ariano Ferreira/ Arquivo Pessoal

Em março, os jogadores da GPS Veteranos, conhecidos como "golpistas", foram vice-campeões da Pro League brasileira. Com o triunfo, o quarteto nordestino carimbou passagem para a Copa do Mundo, que aconteceu em Bangkok, na Tailândia, em 6 de abril.

“Foi simplesmente incrível! É uma sensação única, jogar naquele cenário com toda aquela estrutura. Consegui realizar meu sonho. Foi a primeira vez que fui [competir no exterior], e espero ir mais vezes”.

Ele também descreveu a sensação de ser chamado ao palco para receber o título de melhor jogador da competição: “Não esperava que seria o MVP, fiquei surpreso e extremamente feliz quando fui chamado. Estava um pouco triste porque tínhamos uma chance enorme de levar o título para o Brasil, mas depois que fui consagrado MVP foi como uma explosão de felicidade em mim.”

Para ser o melhor do mundo, muita dedicação é necessária. Quando perguntado sobre sua rotina de treinos, o pro player respondeu que a alta performance pode ser alcançada a longo prazo, e a melhor forma de aprimorar raciocínio e agilidade é investir tempo no modo Solo vs Squad. Ele também aconselha o uso do celular, em detrimento do tablet, no caso de Free Fire, por facilitar o toque dos botões.

"Foi uma explosão de felicidade para mim", conta Kronos sobre o momento em que foi anunciado o MVP. Foto: Ariano Ferreira/ Arquivo Pessoal
"Foi uma explosão de felicidade para mim", conta Kronos sobre o momento em que foi anunciado o MVP. Foto: Ariano Ferreira/ Arquivo Pessoal

Com o sucesso da Pro League, o cenário nacional de Free Fire só tende a se consolidar, e as possibilidades para jogadores como Ariano devem ser melhores a cada dia. Para ele, atualmente é possível sobreviver "muito bem" do jogo, que atrai um público cada vez mais extenso no país.

O sucesso é tangível, e o futuro de Kronos deverá contar com mais sonhos realizados. A conquista do MVP fez com que os familiares do jogador mudassem de ideia em relação a sua carreira: "[Minha família] Ficou muito feliz, desde que mostrei resultado com este campeonato eles passaram a me apoiar muito.

Se você gosta de jogos mobile como Free Fire, confira acima o vídeo em que o Versus selecionou cinco games da plataforma que você precisa dar uma chance.



Helena Nogueira é repórter no Versus. Siga-a em @helenavnogueira.

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