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Fortnite: Porque o competitivo ainda não se consolidou no Brasil?

E olha que temos excelentes jogadores!
@iugahtk
Lucas Hagui
escreve para o Versus.
Imagem: Reprodução/Fortnite
Imagem: Reprodução/Fortnite

O sucesso de Fortnite é algo inegável e os números confirmam este fato: o game conquistou o recorde de mais de 700 mil espectadores simultâneos na Twitch durante a Pro-Am, US$ 300 milhões lucrados com microtransações, além de distribuir alguns milhões durante os torneios Summer, Fall Skirmish e Winter Royale.

Porém, o título da Epic Games ainda se consolidou na cena de esports brasileira, mesmo com um competitivo mundial forte. Por isto, é necessário levantar alguns pontos para entender o porquê do país ainda não ter recebido competições do battle royale.

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A inexistência de um circuito oficial

A Epic Games oferece um bom suporte para o Brasil, porém não existe nenhum tipo de competição oficial no país. A única participação de um brasileiro em um evento da desenvolvedora foi durante foi o Pro-Am, em que Patriota conquistou a 8ª colocação.

Mesmo sendo um game novo, tendo completado um ano de lançamento em julho de 2018, a empresa realizou competições com premiações milionárias na Europa e América do Norte em 2018. O formato utilizado foi misto, afim de gerar competitividade ao beneficiar um conjunto de habilidades de sobrevivência e eliminações.

Como teste, a Epic poderia criar um circuito brasileiro ou mesmo sul-americano no sistema da Skirmish, mesmo que não conte com premiações tão altas. Desta forma, a desenvolvedora testaria a audiência e começaria a atrair influenciadores, pois no Brasil existem muitos jogadores habilidosos que certamente participaram do evento. Boi Selvagem, Calango, Alanzoka, Patriota e Faahzz - que também possuem uma grande base de fãs - são alguns dos fortes nomes com quem a competição poderia contar.

Imagem do Winter Royale | Imagem: Reprodução/Fortnite
Imagem do Winter Royale | Imagem: Reprodução/Fortnite

Novidades fora de hora

As novidades constantes do jogo são ótimas para o público geral, que sempre aproveitam uma jogatina nova. Porém, para jogadores profissionais, esse mesmo recurso pode ser um pouco problemático, principalmente quando as atualizações não possuem um calendário fixo e podem acontecer na véspera de um torneio. Este foi o caso do lançamento da Boom Box, que ocorreu um dia antes da final do World Showdown of Esports 3 (WSOE 3).

Para evitar que algo da mesma gravidade se repita, seria necessário adicionar um modo competitivo ao game que ofereça um meio de campeonatos serem realizados segundo regras específicas, contendo limitações aos novos itens.

Um modo de torneio já existe em Fortnite, mas ele possui limitações apenas para os formatos de jogo (Solo, Dupla ou Esquadrão) e capacidade de materiais. Por outro lado, todos os itens novos estão disponíveis, sendo apenas um "espelho" do game convencional.

Balanceamento de armas

Por ser um game recente, muitas armas entram e saem do jogo - e isto não é o ideal para um cenário competitivo. Um conjunto de armas equilibradas é essencial para oferecer estabilidade aos jogadores, sendo que, em um cenário ideal, eles podem treinar e se adaptar a um item ofensivo e ter certeza de que vão poder usá-lo em um torneio oficial.

Um exemplo deste problema é a escopetas, principal alvo de alterações. Algumas vezes, a arma se torna mais forte, em outras, ela é enfraquecida. Esta variação constante já mudou muito a forma de jogar: em um momento, duas espingardas eram usadas para matar os inimigos (conhecida como tática dual pump). Após isto, um tempo de recarga e a Cano Duplo entraram no meta, saindo deste pouco tempo depois para o lançamento da Escopeta Pesada. Atualmente a escopeta está em bom estado, porém ainda apresenta variações.

Um dos problemas da escopeta no começo de Fortnite | Imagem: Reprodução/GoatMikey
Um dos problemas da escopeta no começo de Fortnite | Imagem: Reprodução/GoatMikey

Participação da Epic

Por fim, mas não menos importante, existe a falta de participação da Epic Games em relação à comunidade brasileira. Não há como negar que, atualmente, os fãs contam interação da empresa nas redes sociais e localização do jogo. Porém, ainda falta os desenvolvedores olharem para a América do Sul e criar conteúdos voltados à região, participando e se integrando ativamente com a comunidade.

Com uma participação ativa, é mais fácil identificar demandas e desenvolver o game de acordo com as necessidades da região. Isto é feito na América do Norte e Europa, em que pro players e streamers reclamam de alguma função ou arma desbalanceada e, pouco tempo depois, a desenvolvedora trabalha para atender a este feedback.

Um exemplo disto é a Lâmina do Infinito, cujo poder fez com que a comunidade se queixasse diversas vezes. Depois de algumas atualizações, ela foi removida do jogo.

Na sua opinião, o que pode ser feito para que um cenário competitivo de Fortnite seja desenvolvido no Brasil? Utilize os comentários abaixo e nos dê sua opinião.


Lucas Takashi é redator do Versus. Siga-o no Twitter em @IugahTK.

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