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"Espero que isso não aconteça", diz presidente do futebol alemão sobre eSports nas Olimpíadas

Nem todos apoiam um caminho em que esportes eletrônicos e tradicionais andam juntos
@biaacoutinhoo
Beatriz Coutinho
escreve para o Versus.
Reinhard Grindel | © Reprodução
Reinhard Grindel | © Reprodução

Recentemente, o presidente da Federação Alemã de Futebol, Reinhard Grindel, se posicionou contra a entrada dos esportes eletrônicos nas Olimpíadas.

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Durante uma entrevista para o veículo alemão Weser-Kurier, Grindeljogou uma partida de videogame com o apresentador do programa, mas rapidamente se posicionou sobre o assunto, dizendo que "a maior concorrência na atração das crianças para os clubes não é o handebol ou o basquete, mas os equipamentos digitais, e isso é um empobrecimento".

O presidente afirmou que "o esporte exerce uma função social dentro da comunidade. Com ele, você tem um contato direto com com quem você joga. O futebol pertence aos gramados e não tem nada a ver com computadores."

Ao ser rapidamente questionado sobre a presença dos eSports nas Olímpiadas, Grindel foi claro: "Acho isso um absurdo e espero que não aconteça."

Thomas Back | © Reprodução
Thomas Back | © Reprodução

Essa não é a primeira vez que profissionais ligados aos esportes tradicionais se mostram contra os eSports.

Em agosto de 2017, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou que o COI quer "promover a não discriminação, a não violência e a paz entre os povos, algo que não corresponde com os jogos de videogame em que há violência, explosões e mortes".

Além disso, Bach não mostrou receptividade com games que não sejam sobre esportes tradicionais como futebol.

"Se alguém está competindo futebol virtualmente ou jogando outros esportes de forma virtual, isso é de grande interesse. Esperamos que, então, esses jogadores ofereçam desempenho esportivo. Se os fãs, no final, praticassem esses esportes no mundo real, seríamos mais felizes", afirmou o presidente do COI.

Tony Estanguet | © Reprodução
Tony Estanguet | © Reprodução

Já Tony Estanguet, vice-presidente do comitê olímpico parisiense, afirmou em agosto de 2017 que é necessário unir esses dois mundos.

"Nós temos que pensar sobre isso, porque não podemos simplesmente dizer 'Isto não é para nós, não é sobre as Olimpíadas,'" disse Estangued para a imprensa. "Os jovens estão interessados em eSports e seus semelhantes. Então vamos observar isso, conhecer, e tentar entender como poderíamos construir esta ponte."

Durante os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang - no qual jogadores da KT Rolster carregaram a tocha olímpica -, o COI apoiou um a IEM PyeongChang, que organizou um torneio de StarCraft II, vencido pela jogadora Sasha "Scarlett" Hostyn.

Os eSports também aparecerão nos Jogos Asiáticos de 2018, que serão sediados em Jacarta e Palimbão, na Indonésia, em partidas de demonstração. Esse procedimento tem sido um pré-requisito para outras modalidades serem reconhecidas como esportes olímpicos, como já aconteceu no passado com beisebol, tênis e taekwondo, por exemplo.

Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, as disputas de eSports passarão a valer medalhas, mas os jogos que farão parte do evento ainda não foram definidos.


Bia Coutinho é redatora no Versus. Siga-a no Twitter.

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