Hearthstone

Do interior de São Paulo para a China: a jornada de Diego Dias no Hearthstone

Qual será a próxima parada?
@biaacoutinhoo
Beatriz Coutinho
escreve para o Versus.

Diego Dias largou seu emprego convencional para virar pro player de Hearthstone. Até agora, a troca - apesar de arriscada - tem valido a pena. Diretamente de Birigui, uma cidadezinha do interior de São Paulo, o jogador foi o brasileiro que chegou mais longe indo para um Campeonato Mundial de Temporada..

Conhecido por ter sido o campeão da primeira Copa América de Hearthstone, ser mais velho - Diego tem 29 anos - nunca foi um empecilho para ele, pois diferente de outros cenários competitivos como os de League of Legends e Overwatch, no Hearthstone a experiência é que mais conta na hora do jogo.

“Sempre joguei videogames. Antes de começar com o Hearthstone, eu jogava MOBAs, especificamente Dota 2”, conta Diego ao Versus, comentando como achava difícil lidar com a frustração que há em jogos do gênero.

“Como era um jogo em equipe, às vezes a gente acaba perdendo porque um membro do grupo não conseguia atingir seu objetivo. Eu acabava ficando chateado com isso e comecei a pensar que queria jogar algo que dependesse só de mim.”

Foi então que, em 2013, o beta fechado de Hearthstone ficou disponível nas Américas - oportunidade que Diego não deixou passar, até mesmo por já ter familiaridade com jogos de cartas: “Eu jogava Magic: The Gathering na época de adolescente, era uma coisa de bairro mesmo.”

© Reprodução
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No início, o jovem natural de Jundiaí só jogava partidas casuais, mas logo isso mudou: “Em março de 2015, eu decidi entrar para o competitivo e aí comecei a treinar mesmo, entender mais sobre o jogo, estudar as mecânicas e disputar torneios.”

O jogador contou que deixou o emprego em uma empresa convencional para se dedicar à nova profissão. Com a disputa constante de campeonatos, premiações e popularização de outros eSports, não foi difícil conquistar o apoio da família na nova jornada... Mesmo que ela não seja fácil, principalmente em relação à falta de visibilidade do circuito brasileiro.

“Atualmente o cenário [de Hearthstone] está um pouco fraco porque há poucos campeonatos. Aqui na América Latina, só tem a Copa América e as classificatórias Hearthstone Championship Tour.”

“Eu sinto falta de uma DreamHack aqui no Brasil, ela dá muita visibilidade, premiação e pontos para os jogadores, o que é ótimo para o circuito competitivo, pois permite que os jogadores se mantenham apenas com o jogo.”

Atualmente, o jogador está “de férias” já que as disputas por pontos HCT - o circuito do torneio do game - se encerraram neste ano. Em época de torneios, Diego chega a treinar até 12 horas por dia, dedicação que mantém desde o início de sua carreira.

A primeira grande conquista de Diego foi vencer a primeira temporada da Copa América de Hearthstone, realizada em 2015, quando ganhou do conterrâneo Lucas “Neves” Neves.

“Ganhar aquilo foi muito bom, mas era uma emoção diferente já que não tinha torcida presencial. Foi ganhar e comemorar em casa mesmo”, conta o jogador, que teve uma experiência muito mais vívida quando se viu diante de torcedores.

“Acho que o momento mais emocionante da minha carreira foi conseguir a classificação para o Mundial de Primavera na China, disputando jogos em São Paulo. Eu saí daqui da minha cidade e fiquei na casa de um amigo na capital, dividindo um quarto com o Leonardo ‘Leomane’ Almeida.”


© Reprodução
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“Conversando com o Leomane, eu falei ‘Se eu ganhar as duas primeiras, eu já fico feliz e tento ir mantendo o resultado’ e ele falou ‘Não! Você vai ganhar todas!’. Então fomos para o Vitrine eSports Bar e quando os jogos começaram eu ganhei uma, duas, três, quatro, cinco partidas. Foi muito bom.”

Embora não tenha conseguido passar para a fase final do Mundial de Primavera, a participação já conta como experiência. “Essa viagem foi algo muito bom, consegui muita bagagem para a carreira e isso me deu mais força para tentar novamente no próximo ano.”

Com os novos investimentos no cenário competitivo brasileiro, podemos esperar um 2018 cheio de talento se dependermos de nossos jogadores, principalmente de Diego. Você pode seguí-lo em suas redes sociais no Facebook e no Twitter.


Bia Coutinho é redatora no Versus. Siga-a no Twitter.

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