League of Legends

Do Desafiante ao CBLoL: As expectativas da Ilha da Macacada no Campeonato Brasileiro

"Uma nova batalha e uma bela história para contar!"
@lucas.hagui
Escrito por
Lucas Hagui
Foto: Montagem/Lucas Takashi
Foto: Montagem/Lucas Takashi

Com uma conquista arrebatadora de 3 a 1 no jogo contra o Flamengo no Circuito Desafiante de League of Legends, a Ilha da Macacada Gaming não só conquistou o título de campeã como também a vaga direta para o segundo split do Campeonato Brasileiro de League of Legends 2018. Por isso, o Versus decidiu entrevistar o time para entender as expectativas da organização para o tão sonhado CBLoL.

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Foto: Reprodução/IDM Gaming
Foto: Reprodução/IDM Gaming

Ruan "Anyone" Silva, meio da equipe, mostrou ser um jogador agressivo durante a fase de rotas do Desafiante, principalmente por aplicar pressão no adversário e fazer rotações rápidas. Quais são as expectativas do jogador em relação aos combates em sua rota?

"Olha, eu não sei dizer ainda, porque vai entrar a janela de transferências do CBLoL e muita coisa vai mudar. Mas se for olhar pelas equipes atuais, eu diria que a Vivo Keyd seria a line-up mais difícil [de enfrentar]. O Tockers joga bem demais fase de rotas e o foco do Revolta na cobertura também [aumenta a dificuldade]", diz Ruan.

E quanto à pressão de enfrentar um coreano? No futuro, Anyone enfrentará Kim "Sky" Ha-neul (meio da RED Canids), mas o brasileiro não se sente tão intimidado: "Tenho que tomar cuidado em dobro na fase de rotas, mas sem pressão alguma, afinal, estou jogando contra um coreano e a pressão de ganhar é dele!"

 Hamilton "Shu" Neto é técnico estratégico da IDM. Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Hamilton "Shu" Neto é técnico estratégico da IDM. Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Querendo ou não, a entrada no CBLoL vai exigir um estilo de jogo completamente diferente dos macacos, já que o campeonato utiliza um sistema de competição no formato melhor de três partidas - bem distinto do modelo melhor de dois jogos que é aplicado no Circuito Desafiante.

Quando questionado sobre este novo desafio, Hamilton "Shu" Neto, técnico estratégico da equipe, se mostra bem positivo: "Acho que a MD3 te coloca em uma situação muito boa e desafiadora. É um tudo ou nada no final das contas, e te abre mais espaço para arriscar, já que você pode perder um game sem comprometer o teu planejamento pra semana. Mas acho que ainda é cedo pra cravar como serão nossas séries no CBLoL, a única coisa que podemos dar garantia é de muito trabalho duro pra fazer uma campanha boa!"

Durante as partidas de MD3, a IDM mostrou uma boa adaptabilidade, se ajustando aos estilos diferentes de jogar nas séries contra Operation Kino e Flamengo... Mas será que a Ilha vai manter a evolução necessária para estar entre os melhores times do Brasil?

"Com o nível do CBLoL tão alto e as partidas cada vez mais competitivas, acho que da primeira até a última série nós iremos tirar aprendizados e vamos evoluir, passo a passo. Cada jogo é único, cada série é a página de um livro que escrevemos durante o campeonato, e no final desse livro, ou split no caso, temos que olhar para trás e observar o aprendizado e a melhora. Então, espero cada série como uma nova batalha e uma bela história para contar!", comenta Shu.

A Ilha da Macacada ganhou a primeira temporada do Circuito Desafiante 2018 contra o Flamengo. Foto: Reprodução/Schaeppi
A Ilha da Macacada ganhou a primeira temporada do Circuito Desafiante 2018 contra o Flamengo. Foto: Reprodução/Schaeppi

Por fim, na conversa com o técnico principal Erick "Erickão" Cardoso, o profissional fala sobre rivais que podem oferecer mais risco na questão de escolhas de campeões e metagame.

"Acredito que todo jogador profissional deve ter uma champion pool vasta. Aliás, acredito que todo profissional precisa saber jogar com todos os campeões de sua função. Então, não posso indicar apenas um time, afinal, creio que todos que estão no CBLoL tenham esse leque bem amplo."

Erickão também falou sobre a preparação dos macacos para a próxima temporada, que ainda não tem data para começar - provavelmente só depois do Mid-Season Invitational: "Os jogadores vão tirar uns dias de folga para descansar e se recuperar do split. Enquanto isso, já iniciei o planejamento da próxima etapa. Vamos voltar aos treinos em pouco tempo para manter o ritmo e chegar bem para o CBLoL."

Por fim, o Versus perguntou ao técnico sobre os reservas da equipe, já que o CBLoL exige uma formação de dois até cinco jogadores a mais, além dos titulares. "Para esse split, tínhamos apenas um reserva de fato, porém achamos que a equipe estava rodando melhor com nosso titular, então não o utilizamos. Para o CBLoL, prefiro ampliar o leque de jogadores."

A Ilha da Macacada Gaming conquistou a vaga com vitória de 3 a 1 no Flamengo, pelas finais do Circuito Desafiante. Agora, a equipe espera pelo início do segundo split do CBLoL 2018, que apesar de não ter data definida, terá início após o Mid Season Invitational - cuja final acontece em 21 de maio.

Lucas Takashi é redator do Versus. Siga-o no Twitter em @IugahTK.

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