Street Fighter

De pai pra filho, amor por jogos de luta que dura gerações

Os genes do "meia lua e soco"
@_matheusF23
Matheus Oliveira
é reporter no Versus.
Os jogadores ficam no palco e suas partidas são transmitidas no telão com narração de Luiz Felipe Lima, da Promo Arena.
Os jogadores ficam no palco e suas partidas são transmitidas no telão com narração de Luiz Felipe Lima, da Promo Arena.

Durante todos os dias da BGS 2017, o público pode disputar partidas de Street Fighter V e concorrer a prêmios no evento.

Entre os participantes, dois jogadores se destacaram na última quarta-feira (12): Fernando e seu filho Rafael, de apenas 10 anos. A dupla jogou uma partida do game de luta no palco - um duelo de gerações que pôde ser visto por todos que passavam naquele pavilhão da Brasil Game Show.

Fernando disse ao Versus que antigamente jogava os saudosos arcades, geralmente encontrados em bares e rodoviárias, onde antes os jovens podiam frequentar - claro, apenas se fosse para jogar: "Eu lembro que meu pai costumava me levar para todos os lados, assim, um dia, trombei com uma máquina."

De pai para filho, os games viraram tradição. Desde aquele tempo em que ia aos bares com seu pai, Fernando diz que os videogames sempre estiveram em sua vida, paixão que acabou passando para o filho - que, ainda bem, hoje não precisa ir até um local meio suspeito só para poder jogar.

Por conta disso, o programa de família virou o Street Fighter. Rafael, com aquele sorriso de criança, disse que gostava mesmo era do Zangief... Mesmo sem saber o nome do personagem.

Quando o narrador Luiz Lima perguntou, antes da partida, qual era o lutador favorito do garoto, Rafael prontamente respondeu: "Gosto do grandão, porque é só apertar um botão que ele sai girando e batendo pra todo lado!"

O pai escolheu jogar usando o Ken, que antes era um "Ryu vermelho" e hoje é um dos personagens mais tradicionais de Street Fighter ao lado de Chun Li e outros.

Quanto ao resultado da partida? O menino de 10 anos venceu o pai na insistência, utilizando sempre o Lariat - o anti aéreo que pode parar até a queda de uma bomba atômica - e ainda cantou vitória no final: "E eu nem jogo com esse controle!"

Ambos gostam muito do game de luta e mostraram isso com seu duelo no Desafio Uber.
Ambos gostam muito do game de luta e mostraram isso com seu duelo no Desafio Uber.

Enquanto pai e filho se divertiam, Luiz Lima narrava as partidas do palco na BGS. Nome conhecido do cenário de jogos de luta por ser o narrador da Liga Brasileira de Street Fighter V (campeonato promovido pela Promo Arena), o profissional comentou o contraste de audiência de Street Fighter:

"Historicamente, o Street Fighter atinge mesmo um público mais velho, principalmente porque já é um jogo bem antigo, tem 30 anos", falou ao Versus entre a narração corrida de jogo e outro.

"Mas por mais que os jogadores mais conhecidos hoje sejam mais velhos, o game chama um público mais novo porque é muito fácil de entender, por mais que a pessoa não acompanhe nada de Street Fighter, ela bate o olho e já entende."

Rafael que o diga!

Matheus Rodrigues é redator do Versus e ainda acredita nos jogos de luta. Siga-o no Twitter em @_omanfred.

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