Rainbow Six Siege

De mãe para filho: Como Mariangela passou o controle para Guille, analista de R6

Ela apresentou os games para o caster já no berço
@helenavnogueira
Helena Nogueira
escreve para o Versus.
Guille e sua mãe, Mariangela, seguram um controle juntos. | Foto: Guilherme Scalfi/ Arquivo Pessoal
Guille e sua mãe, Mariangela, seguram um controle juntos. | Foto: Guilherme Scalfi/ Arquivo Pessoal

Guilherme "Guille" Scalfi é analista do Brasileirão de Rainbow Six: Siege (BR6) e um dos rostos mais conhecidos do cenário competitivo. O que muitos não imaginam, porém, é que seu amor pelos games vem de uma pessoa muito especial: sua mãe, Mariangela Scalfi, de 54 anos.


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Fã de Super Nintendo, Nintendo 64, entre outros jogos, Mariangela se “aposentou” dos controles há 19 anos. Porém, ela conta que joga com Guille - literalmente - desde o berço.

“O Guilherme começou nesse mundo aos seis meses. Eu dava o controle para ele jogar comigo e ele ficava apertando os botões, com entusiasmo. Depois disso, me afastei um pouco dos jogos devido ao trabalho. Só que ele continuou jogando, cresceu e passou a gostar de jogos de estratégia, que são bem difíceis, e conseguia concluir todos. [...] Hoje ele continua jogando, e fez disso uma profissão.”

Como a maioria das mães de profissionais dos esports, a princípio Mariangela não se sentiu segura em relação ao desejo do filho de ter os jogos como profissão. Porém, ela percebeu aos poucos que a paixão começou a gerar frutos e agora conta sobre o sucesso de Guille para toda a família.

“Às vezes passo pelo quarto e o espio mexendo no computador. Vejo-o fazendo suas análises de jogos, estatísticas, cálculos. Antes, não entendia muito. Fui ter uma boa noção do que ele fazia quando assisti à Pro League do Rio de Janeiro [...] e achei muito interessante. Ele começou a narrar por curiosidade, para poder participar do universo, sempre falando e jogando com os amigos. Hoje, já faz cursos, como de radialismo – setor locução, para se aprimorar. É muito legal ver que seu sonho se realizou."

O paulista de 24 anos foi contratado pela Ubisoft como analista em setembro de 2018, mas atua como caster desde 2016. Ele explica que, durante a semana, produz conteúdo para a publisher e nas sextas e sábados se dedica para a coleta e análise de dados, para então participar do Brasileirão aos domingos.

“Levo em média quatro horas diárias para juntar as informações, porque assisto à partida e anoto tudo em minha planilha", conta Guille. "Tudo que você pensar que acontece dentro de um jogo, estou registrando. Me atento demais em pegar todas as estatísticas possíveis e me dedico muito pra isso”.

Com a rotina intensa e muita dedicação, o analista chega em casa aos domingos por volta das 23h30, mas sempre conta com uma presença muito especial na mesa do jantar, mesmo com o horário avançado. Assim como em toda sua vida, Mariangela sempre está lá, para saber como foi o seu dia de trabalho e incentivar a sua próxima meta.

Guille é um dos talentos por trás do BR6. Assista acima à visita do Versus aos bastidores do torneio, guiada por Otávio "Retalha" Ceschi e Leo "ZiGueira" Duarte.



Helena Nogueira é repórter no Versus. Siga-a em @helenavnogueira.

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