Dota

Da ascensão ao declínio: A história de “Dendi” no DotA 2

O talento do ucraniano é inegável, mas parece que a glória já não é tão fácil de ser alcançada
@thais.stagni
Thais Stagni
escreve para o Versus.

Danil "Dendi" Ishutin nasceu em Lviv, na Ucrânia, e ganhou seu primeiro computador ainda bem novo, graças a ajuda de sua avó. Antes de cravar seu talento no primeiro DotA, ele passava a maior parte de seu tempo jogando Counter-Strike e World of Warcraft 3, game no qual ele competiu e venceu seu primeiro torneio.

Após participar de um time local em sua cidade, o Wolker Gaming, ele passou por pequenas equipes até provar seu talento e chegar ao time que lhe daria a maior oportunidade de sua vida, até agora. Em 2010 a Natus Vincere, organização ucraniana de eSports, chamou o garoto para fazer parte de seu time, foi neste ponto que a ascensão de ambos começou.

Com a chegada do DotA 2 e as mudanças da Valve para os torneios do MOBA, o anúncio do primeiro The International em 2011 agitou a comunidade com sua premiação de US$ 1,6 milhões e os convites entregues de forma exclusiva às equipes que a desenvolvedora julgava melhores. Escalando seu caminho até a decisão do torneio, a Natus Vincere perdeu apenas uma partida na final do torneio, o que não atrapalhou a vitória de sua série por 3 a 1 contra a EHOME.

© Reprodução
© Reprodução

Em 2012, durante o segundo The International, a equipe e “Dendi” seguiram para o evento principal após garantir a última vaga do grupo B que garantia a classificação. O começo difícil foi compensado e mais uma vez o jogador e a Natus Vincere chegaram à final, mas desta vez, a vitória não ficou nas mãos dos ucranianos. A derrota por 3 a 1 para a Invictus Gaming não significava que a equipe era ruim, mas foi o início de uma longa temporada sem glórias.

Junto com 2013 chegou uma nova chance de reconquistar o título de melhor do mundo. Após uma fase grupos fantástica, na qual a Na’Vi de “Dendi” terminou em primeiro lugar, houveram alguns tropeços -- que não atrapalharam as vitórias das séries -- mas lá estavam eles na final novamente. Ainda assim, o talento nato do ucraniano e de seus colegas de equipe não foi o suficiente e resultou na derrota da equipe para a Alliance, por 3 a 2.

Em 2014, a Natus Vincere terminou o The International na oitava colocação, afirmando de forma indireta o seu declínio. Em outubro de 2015, após terminar o TI no décimo-quarto lugar, a organização desfez a equipe de DotA 2, mas apenas quatro dias depois anunciou uma nova lineup com “Dendi”, “Ditya Ra”, “Artstyle”, “SoNNeikO” e “GeneRal”.

Em 2016, eles garantiram o título da 2ª temporada da StarLadder i-League StarSeries, resultado que motivou novamente a equipe e a torcida, mas novamente um desempenho ruim assombrou os jogadores no The International 6 e a equipe terminou o torneio na última colocação da tabela. Em 2017, a organização não participou do torneio mundial.

Embora a glória tenha terminado em 2013, com o segundo vice-campeonato, “Dendi” permanece na Natus Vincere e em 25 de dezembro completará sete anos de casa. A confiança que existe entre o jogador -- conhecido por adaptar-se rapidamente ao meta -- e a organização parece ser a chave da esperança que pode trazer as vitórias novamente. Atualmente a equipe é composta por “Dendi”, Vladislav “Crystallize” Krystanek, Victor “GeneRal” Nigrini, Vladimir “RodjER” Nikogosyan e Akbar “SoNNeiKo” Butaev.


Bia Coutinho é redatora do Versus. Siga-a no Twitter.

Tags Relacionadas
Dota
Mais notícias
Dota: MDL Chengdu 2019 será o primeiro Major da nova temporada do Pro Circuit
Dota

Dota: MDL Chengdu 2019 será o primeiro Major da nova temporada do Pro Circuit

Esta será a 10ª edição do torneio
Beatriz Coutinho
Dota: Mandy, Kingrd e Dunha1 disputarão qualificatória do Major
Dota

Dota: Mandy, Kingrd e Dunha1 disputarão qualificatória do Major

Qualificatória do Major acontecerá entre 5 e 10 de outubro
Matheus Oliveira
Dota: Jogadores com baixa pontuação de conduta são banidos até 2038
Dota

Dota: Jogadores com baixa pontuação de conduta são banidos até 2038

São 19 anos de banimento
Matheus Oliveira