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CS:GO: Valve discorda de torneios que pedem exclusividade das equipes

A empresa também falou sobre os direitos de transmissão do Major
@foxer_jj
Jairo Junior
escreve para o Versus.
Foto: Valve/Reprodução
Foto: Valve/Reprodução

A Valve não está satisfeita com o rumo que o competitivo de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) está tomando. Em comunicado, a empresa afirmou que não concorda com organizadoras de torneio que pedem exclusividade às equipes e que não permitem a participação em outras competições.

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De acordo a Valve, "essa forma de exclusividade das equipes é um experimento que pode causar danos a longo prazo, além de impedir a concorrência de outras organizadoras e a manutenção do ecossistema do CS:GO funcionando, caso um evento falhe".

A dona do Counter-Strike ainda afirmou que "não está interessada em fornecer licenças para eventos que restringem as equipes participantes de participarem de outros eventos". No entanto, não ficou claro se esta licença se trata do Major ou de operar o próprio jogo.

A prática de exclusividade e franquias já é comum em outras modalidades. Dois games que são conhecidos por funcionar dessa forma são Overwatch, da Blizzard, e League of Legends, da Riot Games. Desde a sua criação, o CS:GO foi na contramão deste modelo e manteve o mercado sempre o mais aberto possível.

No livro de regras do novo circuito ESL Pro Tour - que envolve a própria ESL e a DreamHack -, há uma cláusula que pede exclusividade aos times participantes, conforme apontou o site Dexerto. Os participantes não poderão disputar outras ligas no período ativo da ESL Pro League, o que vai de encontro aos interesses de outras frentes como a ECS.

No Brasil a prática de exclusividade também começou a ser praticada. O Campeonato Brasileiro de Counter-Strike (CBCS) opera no formato de franquia e pede às equipes que não disputem outras competições de âmbito nacional. No entanto, quando o assunto são torneios internacionais e suas qualificatórias, não há restrição.

Foto: HLTV/Reprodução
Foto: HLTV/Reprodução

Outro assunto importante tratado pela Valve foram as transmissões do Major e a dúvida se elas são de fato livres ou não. A questão veio à tona após o banimento de alguns canais que transmitiram o Major pela Twitch - entre eles o de Jean "mch" Michel D'Oliveira.

Em nota, a produtora reconheceu que as organizadoras são as únicas detentoras oficiais da transmissão. Porém, ela espera que seus parceiros sejam flexíveis quanto a isso.

"Esperamos que nossos principais parceiros sejam o mais inclusivos quanto puderem. Gostaríamos que as principais organizadoras de torneios trabalhem com streamers, a fim de fornecer aos espectadores acesso a conteúdo alternativo valioso e de idiomas não atendidos - seja através de transmissões oficiais ou de outra forma. Qualquer pessoa que queira oferecer uma perspectiva única e co-transmitir o Major deve entrar em contato com o operador do torneio com antecedência para garantir uma boa experiência para todos os envolvidos."

O comunicado completo da Valve sobre estes e outros assuntos pode ser conferido neste link.

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