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CS:GO: "Queremos reforçar o título de melhor time feminino do Brasil", diz Olga da BootKamp

Jogadora falou sobre a Game XP, altos e baixos do time e mais
@Foxer_JJ
Escrito por
Jairo Junior
Foto: @mindlesslyx/Reprodução
Foto: @mindlesslyx/Reprodução

Na última quinta-feira (6), foi dada a largada da Game XP 2018, no Rio de Janeiro. Uma das atrações que abriram o evento foi a primeira semifinal de Counter-Strike: Global Offensive feminino, protagonizada por BootKamp Gaming e Não Tem Como, que terminou com uma vitória de 2 a 0 a favor da BK. Na saída dos times do palco, Olga "olga" Rodrigues, destaque da equipe vencedora, conversou com o Versus e falou sobre o confronto e o atual momento de seu time.

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Olga é capitã da BootKamp e revelou a estratégia para a série na qual foram vitoriosas: "Independentemente do mapa, eu estava querendo começar de terrorista, por conta do som que atrapalha um pouco. Além disso, de terrorista nós geralmente entramos mais juntas, o que facilita o trabalho de kills."

"Outro ponto interessante foi que a Overpass era o mapa que a gente estava pensando em escolher, então foi uma surpresa quando elas pegaram como primeiro mapa. Isso nos deixou um pouquinho mais ansiosas, e mesmo assim decidimos começar de TR após ganhar o round faca. No geral, foi um jogo tranquilo: às vezes, a gente tomava um round e em seguida já quebrava a economia delas. Foi assim o tempo todo, tornando-se fácil manter a nossa vantagem."

A jogadora também comentou sobre a estrutura do evento e o quanto a maior tela de games do mundo a surpreendeu: "Essa foi a primeira coisa que me surpreendeu quando cheguei no evento [a maior tela de games do mundo], ainda não tinha o público que faz muita diferença, mas só de ter visto a estrutura já me deu um frio na barriga. Ainda assim, quando sentei de frente para o computador e vi meu time confiante, não fiquei mais nervosa em nenhum momento. Os meus olhos ficavam estáticos no jogo e na minhas companheiras".

"Posso dizer que o único receio foi antes da partida, porque não conhecíamos o jogo delas. No entanto, durante o game percebemos que elas estavam dando muito a cara sozinha [sic], às vezes até sendo um pouco agressivas demais e sendo punidas de forma fácil. Por isso, durante as partidas, eu alertei round a round: 'gente, pára a mira que elas vão errar, vão dar cara', e no final realmente acontecia isso, o que tornou tudo muito previsível e facilitava para gente."

Foto: Jairo "Foxer" Junior
Foto: Jairo "Foxer" Junior

O atual momento da BootKamp é curioso. A equipe vive uma verdadeira montanha russa, mesclada entre eliminação precoce da competição da Brasil Game Cup e título da Liga da Liga Feminina da Gamers Club.

A capitã explica que esses resultados têm ligação direta com a performance da equipe no lado de Contra-Terrorista, que ainda precisa de ajustes: "Acho que esses altos e baixos vêm muito do nosso lado de CT, porque de TR nosso jogo é muito junto. Quando atacamos, é difícil ver jogadas individuais nossas, mas quando defendemos, algo acontece e nossa postura muda. Um bom exemplo disso foi contra o Santos, na BGC, quando tínhamos uma larga vantagem e cedemos o empate".

Antes de encerrar a entrevista, Olga deu um palpite sobre o resultado da segunda semifinal do campeonato, que acontece já nesta sexta-feira (7), entre OpTic Gaming (ex-Vivo Keyd) e Team oNe Red:

"O map pool de ambas as equipes são bem parecidos, então vão ser três mapas que os dois times jogam. Por isso, acredito que o time que vencer, leva por 2 a 1 em mapas. Se eu pudesse escolher alguém para enfrentar, seria a Team oNe, pois nós já temos uma boa noção de como elas jogam, enquanto com a ex-Vivo seriam muitas surpresas por termos nos enfrentado muito pouco... Acredito que este seria o nosso maior desafio. Além disso, apesar de gostar bastante das meninas da ex-Vivo, sou mais amiga das garotas da Team oNe, então torço por elas e acredito que elas têm potencial para saírem vencedoras. Mesmo assim, no final das contas, tudo que queremos é reforçar o título de melhor time feminino do Brasil."

Jairo "Foxer" Junior é redator do VERSUS. Siga-o no Twitter.

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