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CS:GO: "O CS brasileiro é mais profissional que o português", diz KILLDREAM da Keyd

Jogador português veio ao Brasil para jogar o Clutch Circuit
@foxer_jj
Jairo Junior
escreve para o Versus.
Foto: Saymon Sampoio/BBL
Foto: Saymon Sampoio/BBL

João "KILLDREAM" Ferreira deixou família e amigos em Portugal para jogar Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) no Brasil. Representando a Vivo Keyd, ele é o único jogador europeu atuando no Brasileirão do Clutch Circuit. Em entrevista exclusiva ao Versus, o pro player contou o que o levou a deixar o cenário mais desenvolvido do mundo e vir para América do Sul dar continuidade a sua carreira.

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KILLDREAM, o Brasil e os brasileiros

O primeiro grande contato de KILLDREAM com o CS brasileiro foi em 2016. Na época ele se juntou à line-up da paiN Gaming, que contava com quatro jogadores e um treinador brasileiros. Nesta mesma equipe estava Caio "zqk" Alves, com quem ele joga atualmente na VK. Inclusive, o próprio zqk foi a ponte do português para o Brasil.

"Sempre me dei muito bem com o zqk e nós mantivemos contato mesmo em equipes diferentes. Quando ele estava precisando de um jogador no time dele, ele já sabia da minha vontade de jogar com brasileiros. Então, ele me fez a proposta e deu tudo certo."

Apesar do contato com o amigo brasileiro, KILLDREAM não era exatamente um grande fã do cenário nacional. Ele revelou que "assistia a alguns jogos quando apareciam na HLTV", mas que ainda não conhece muito bem os times e jogadores daqui.

Até mesmo a forma de jogar é diferente da qual ele está acostumado. "Estou sempre jogando partidas na LATAM Pro League e tentando me adaptar ao estilo daqui. É muito mais agressivo e rápido do que o europeu. Porém, creio que seja apenas uma questão de hábito e aos poucos vou me adaptar".

A antiga paiN Gaming com KILLDREAM e zqk | Foto: Fraglíder.pt/Reprodução
A antiga paiN Gaming com KILLDREAM e zqk | Foto: Fraglíder.pt/Reprodução

Diferenças entre Brasil e Portugal

KILLDREAM não titubeou em justificar sua vinda ao Brasil:

"Atualmente acho o CS brasileiro mais profissional que o português", disse o jogador da Keyd. "Há muito mais oportunidades por aqui, desde qualificatórias para grandes torneios na Europa e Estados Unidos até a possibilidade de se qualificar para o Minor. Até a visibilidade é maior, então uma conquista aqui causa mais impacto."

De acordo com o português, o cenário de Portugal ainda precisa melhorar muito. Especialmente em dois aspectos: "O que falta principalmente para os portugueses é mentalidade. Muitos começaram a jogar há pouco tempo e já querem ganhar muito dinheiro e querem que tudo aconteça de imediato. Isso sem nunca ter provado nada a ninguém. Sem dúvidas este é o maior problema, mas a falta de apoio também vem logo em seguida".

Apesar de preferir jogar no Brasil, KILLDREAM também enxerga problemas no cenário nacional:

"Às vezes não é possível treinar tanto quanto gostaríamos", lamentou. "Afinal de contas, se não há tantas equipes boas, não tem como termos os melhores treinos possíveis. Eu já tinha reparado isso no Brasil e converso sobre isso com o zqk. Por um lado isso pode ser algo bom, pois todos evoluem juntos - coisa que não acontece em Portugal, pois as melhores equipes de lá não treinam com outros times portugueses. Por outro, dificulta a evolução dos melhores. Quem está no topo e poderia ter melhorado muito em dois meses, acaba demorando quatro, cinco ou mais".

Vivo Keyd na estreia do Clutch | Foto: Saymon Sampaio/BBL
Vivo Keyd na estreia do Clutch | Foto: Saymon Sampaio/BBL

O futuro de KILLDREAM e da Vivo Keyd

Mesmo com pouco tempo no Brasil, KILLDREAM já se sente completamente à vontade em sua nova casa. "A minha adaptação está sendo bem fácil e boa. Estou gostando das comidas e das pessoas que encontrei por aqui. Quanto ao jogo, como já tinha jogado com brasileiros eu já tinha aprendido o nome de todos os lugares do mapa - que em Portugual quase todos são diferentes - e costumo falar um pouco mais devagar para entenderem melhor, então também está sendo tranquilo nesta parte. A única coisa que sempre vai ter é a saudade de casa e da família, mas já estou habituado a isso pois também fiquei longe de casa em outros times. Isso faz parte do meu trabalho e amo o que faço".

Outra coisa que animou bastante o pro player foi o fato do Brasileirão ser totalmente presencial. "Jogo em LAN desde pequeno, passei a metade da minha vida em LAN, então é algo que gosto bastante". Segundo KILLDREAM, "ele sempre quis participar de algo assim".

A satisfação e alegria do jogador foram claras durante a entrevista. No entanto, ele ainda prega paciência por se tratar do início de um projeto. "Nós treinamos muito pouco, mas já conseguimos enxergar muitas coisas para melhorar. Creio que com um pouco mais de tempo conseguiremos surpreender a todos e principalmente conquistar campeonatos, que é o que todos queremos. As únicas coisas que peço aos torcedores é paciência e que acreditem em nós, pois vamos trabalhar para trazer alegrias a todos".


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