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CS:GO: "Jogar na MIBR é um privilégio e para estar aqui tem que querer muito", diz zews

Treinador falou sobre sua fase temporária como jogador e futuro da equipe
@foxer_jj
Jairo Junior
escreve para o Versus.
Foto: HLTV/Reprodução
Foto: HLTV/Reprodução

Desde seu período na Immortals, Wilton "zews" Prado optou por deixar seus tempos de pro player para trás de vez e se entregar inteiramente à função de treinador. No entanto, após diversos problemas sofridos pela line-up da MIBR, ele precisou assumir a posição de jogador. Em entrevista exclusiva ao Versus, zews comentou sobre esta fase passageira e o que aguarda a equipe no futuro.

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Dentro de jogo, as dificuldades de zews são nítidas - ele estava parado há muito tempo e não houve tempo hábil para se preparar para enfrentar os melhores do mundo no CS:GO. Ainda assim, o treinador nunca se mostrou abatido, mergulhando de cabeça no desafio.

Segundo ele, a experiência tem sido muito divertida. "Jogar ao lado desses caras é uma experiência que poucos tiveram a chance de ter, e o maior sentimento que posso destacar de tudo isso é a diversão. Estamos trazendo de volta a vontade de jogar e o nosso lado emocional. Está sendo incrível."

O treinador comentou inclusive sobre sua parceria de sucesso com TACO, a qual foi apelidada carinhosamente pela comunidade de "ZECO":

"Eu gostei demais desse nome", disse zews dando boas risadas. "Está sendo bem legal, até pela liberdade que estou dando para ele [TACO]. Eu sempre digo: 'vai lá e brilha que eu fico aqui quietinho no meu canto'. Tem sido muito divertido e a gente dá muita risada, tanto nos momentos bons, quando tudo dá certo, quanto nos ruins, quando dou uma pinada, molotovo o fer e a gente perde o round. Temos nos entendido bem dentro de jogo e até combinamos algumas jogadas em dupla."

zews comentou, ainda, que TACO poderá ter uma função mais flexível nas próximas partidas: "Na minha opinião, já passou essa fase de falar que o TACO é apenas o entry kill, suporte e etc. Ele é bom pra caramba e tem mostrado isso na bala, nos rounds que traz de volta e também nas informações e calls que traz durante os jogos. Então, mesmo com a entrada do novo jogador, é muito provável que ele ganhe mais liberdade em jogo."

TACO e zews | Foto: HLTV/Reprodução
TACO e zews | Foto: HLTV/Reprodução

As respostas dadas por zews refletem um clima leve e divertido dentro da equipe - como ele mesmo frisou -, e isto era algo atípico na MIBR dos últimos meses.

O lado emocional vinha se mostrando um dos maiores problemas do time e, por isso, a organização começou a tratar esta questão com prioridade, contratando um psicólogo para acompanhar a line-up. A ideia é dosar as emoções dos jogadores, porém zews reconhece que ainda prefere uma abordagem mais " brasileira".

"Tudo na vida precisa de equilíbrio. Sendo assim, muita emoção é ruim, mas pouca também é. É preciso achar um ponto no meio, sendo brasileiro na hora de ganhar e sueco quando perde. Mas, se fosse para optar por um dos dois, eu pessoalmente prefiro pecar por excesso. Quando é emoção demais, é possível controlar, mas quando é pouca, é muito mais difícil trazê-la de volta."

zews credita grande parte da recuperação do clima dentro do time à duas pessoas: "O fato do Lucas ter entrado na equipe fez uma grande diferença. Ele ficou algum tempo longe dos holofotes e agora tem plena consciência do quão valiosa é a chance de estar na MIBR. Por isso, ele está aproveitando ao máximo, trazendo toda esta vontade e desejo com ele. Até mesmo eu como jogador tenho conseguido ajudar bastante o ambiente, pois não tenho nada a perder. Para mim, é tudo uma experiência divertida que daqui a pouco se tornará boas lembranças".

Lucas está emprestado pela Luminosity Gaming até o StarLadder Berlin Major 2019, mas a sua permanência na MiBR pode ser estendida: "Ele [Lucas] encaixou como uma luva no time. Se continuar assim, é lógico que ele vai ficar".

Lucas e zews | Foto: HLTV/Reprodução
Lucas e zews | Foto: HLTV/Reprodução

Quanto ao futuro da line-up, zews não deu muitas pistas, mas acalmou a torcida: "Um dos grandes problemas das line-ups passadas era achar que tudo precisa ser resolvido num piscar de olhos, e não é assim. É preciso ter calma para analisar as melhores opções e tomar a decisão correta. No CS, três meses é quase uma eternidade e muita coisa pode mudar."

No momento, ele e toda a MIBR preferem focar no Major, que é o próximo grande campeonato que eles têm pela frente. O treinador e jogador temporário não esconde as atuais complicações, mas acredita em um final feliz:

"Dada as condições, infelizmente nosso pensamento tem que ser: continuar do jeito que dá e o que vier, veio. Porém, nessa IEM Chicago nós mostramos que, mesmo jogando comigo, dá para fazer o necessário. Não vou dizer que seremos campeões mundiais, mas pelo menos vamos cumprir metas e jogar no palco."

"A gente chegou na IEM com apenas Inferno e Mirage treinadas. Por algum milagre, mapas como Train e a Dust 2 ficaram bons, mesmo sendo nosso primeiro contato com eles. Para o Major isso não irá acontecer, pois teremos dois bootcamps gigantescos nos Estados Unidos e na Europa. A meta lá, como a galera do time falou, é que eu consiga a medalha de quartas de final na Steam, já que o sticker eu não vou ter. Achei isso muito legal e até me emociono de falar sobre isso."

No entanto, ele revelou algumas mudanças que pretende promover fora de jogo: "A minha meta daqui para frente será sempre ter o melhor ambiente possível aqui dentro. Tanto para quem já está quanto para quem chega, e até mesmo para os que saem, para que eles sintam que melhoraram como jogadores e pessoas estando conosco. Jogar na MIBR é um privilégio e para estar aqui tem que querer muito, e é esta a mentalidade que queremos passar para frente. Nós somos a Seleção Brasileira, carregamos este peso e sabemos disso. Então tenham certeza, o CS brasileiro passará a ser sempre com alegria."

O StarLadder Berlin Major 2019 de CS:GO acontece entre 23 de agosto e 8 de setembro, na Alemanha. Até o momento, MIBR e FURIA são as representantes do Brasil confirmadas no torneio. Entretanto, é possível que, pela primeira vez na história, a competição mais importante do game tenha um terceiro time brasileiro, caso a INTZ consiga uma boa campanha na repescagem dos terceiros colocados dos Minors.

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Barbara Gutierrez é editora-chefe e Jairo "Foxer" Junior é redator do Versus. Siga-os no Twitter em @bahgutierrez e @Foxer_JJ.

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