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CS:GO: "Eu não me vejo em nenhum outro time", diz cAmyy sobre OpTic Gaming

A jogadora falou sobre sua volta à line-up, nova organização, final da Game XP e mais
@Foxer_JJ
Escrito por
Jairo Junior
Montagem: @OpTicGamingBR/Reprodução
Montagem: @OpTicGamingBR/Reprodução

Depois de muitas idas e vindas, a antiga line-up feminina de Counter-Strike: Global Offensive da Vivo Keyd está de volta - agora atendendo por OpTic Gaming Brasil. Na última sexta-feira (7), elas estrearam o novo manto com vitória sobre a Team oNe Red, garantindo uma vaga na grande final da Game XP 2018 de CS:GO feminino. A jogadora Camila "cAmyy" Natale, integrante da equipe, conversou com o Versus sobre a partida, sua volta à line-up e a nova fase como OpTic.

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O confronto contra a Team oNe não foi nada fácil inicialmente e a OpTic teve que suar a camisa para garantir o primeiro mapa disputado. Na sequência, as Golden Girls sofreram um grande domínio e acabaram sucumbindo ao poder de cAmyy, Juliana "showliana" Maransaldi, Pamella "pan" Shibuya, Gabriela "GaBi" Maldonado e Bruna "bizinha" Marvila.

"O primeiro mapa [Train] foi pick delas [Team oNe]", diz cAmyy. "Estávamos um pouco nervosas e, por isso, o jogo não estava encaixando muito bem de Terrorista. Já de Contra-Terrorista, nós conseguimos nos sobressair com rounds mais equilibrados e alguns avanços, pois tínhamos uma leitura melhor do jogo delas, até finalmente fecharmos o primeiro jogo."

"No segundo mapa [Inferno] nós já estávamos mais tranquilas. Aquela pressão de primeiro campeonato juntas após a volta já não existia mais. Acho que inclusive foi algo normal, pois neste tempo separadas perdemos um pouquinho o jeito de jogar em lan juntas. Isso sem contar que a Inferno era nossa escolha, e nós realmente estudamos muito esse mapa, que se tornou um dos nossos melhores atualmente. No final das contas, fico feliz que tenha dado tudo certo: jogamos na calma, todo mundo conseguiu fazer bem a sua função, sempre com muita inteligência, para enfim garantirmos essa vaga na final."

Deixando um pouco de lado a semifinal e tentando entender esta volta do time, perguntamos para cAmyy como está o clima do time - afinal, ela havia saído da line-up por decisão das outras jogadoras, por questões internas de relacionamento.

"Os problemas obviamente foram resolvidos", explica a pro player. "Na verdade, eram coisas que já deveriam ter sido sanadas antes com uma conversa, que acabou não existindo. Só depois que cada uma foi para um lado, todas perceberam que juntas é o que dá certo. Agora, estamos nos entendendo muito melhor: conversamos mais, mostramos nossos pontos com calma, criticamos com respeito para o crescimento do time, e todas estão levando tudo isso numa boa."

Após o desmembramento da equipe, cAmyy chegou a idealizar alguns projetos próprios que não foram pra frente. O motivo? "No fundo, eu sabia que a gente iria voltar. Felizmente ou infelizmente, teve que acontecer tudo isso para percebermos que juntas somos mais fortes. Tudo aquilo serviu para cada uma poder evoluir e amadurecer neste sentido de convivência. Eu realmente fiquei muito feliz com a volta, e confesso que assim que me fizeram o convite, disse de cara que voltava. Até porque, não tem jeito, este é o único time que eu acredito. Sinceramente, eu não me vejo em nenhum outro time, então tinha que ser este."

Para boa parte do cenário, o anúncio da OpTic investindo no Brasil e em uma equipe feminina foi uma grande surpresa. Para a própria cAmyy, a ficha não caiu inicialmente - a sniper confessou que só acreditou realmente na oportunidade quando as jogadoras foram aos Estados Unidos para conhecer seus novos chefes e a estrutura do clube.

"Na verdade, quando elas me chamaram para o time de volta, a Juliana [showliana] já estava em contato com a OpTic, então não estou muito por dentro de como aconteceu no início", revela a jogadora. "Foi algo de outro mundo, pois eles nos trataram como princesas. E realmente, uma organização te levar para fora para te conhecer, fazer uma mídia legal, pegar os uniformes exclusivos com as cores do nosso país e até na casa e ver enfeites verde e amarelo, é porque o projeto é muito sério. Pelo menos aqui no Brasil, é difícil tratarem as jogadoras desta maneira, fazendo com que elas se sintam importantes e realmente profissionais. Foi tudo muito legal e eu acho que eles estão bem felizes com a parceria também!"

Montagem: Patricia Mani
Montagem: Patricia Mani

Com o investimento vindo de fora do país, logo vem a dúvida: como será a relação das jogadoras com o exterior? Elas irão regularmente para fora do país jogar ou realizar treinamentos mais intensos - os famosos bootcamps? "Eu ainda não tenho certeza de como esta questão de viagens vai funcionar, mas se a gente precisar, com certeza vai acontecer. Se avisarmos que terá um campeonato lá fora e que precisamos de um bootcamp nos Estados Unidos ou na Europa, com certeza terá."

Sobre a final que acontece hoje, na Oi Game Arena, durante a Game XP 2018, existe todo um clima de rivalidade ao redor da equipe da OpTic e da BootKamp. Quem acompanha o cenário feminino, sabe que existem algumas rixas particulares entre pro players dos dois times. No entanto, cAmyy disse que da parte dela, não há problema com ninguém.

"Eu acho a Team oNe um time mais completo. Particularmente, eu sinto mais dificuldade jogando contra elas do que com a BootKamp. Porém, vale ressaltar também que enfrentamos pouco a BK, então não tenho tanta vivência para ter certeza do que eu to falando. Ainda assim, acho que o jogo de sexta foi um pouco mais pegado do que eu acredito que será na final", ela explicou.

"Eu pessoalmente não tenho rivalidade com ninguém ali, mas sim, existem algumas que têm rixas com outras. Querendo ou não, a gente sabe como o cenário feminino é difícil nesse sentido: as meninas acabam se alfinetando aqui e ali, e todos acham que há uma rivalidade enorme, mas sinceramente, as vezes não é nada disso. No meu caso será um jogo normal, com a mesma vontade que tenho de vencer qualquer outra equipe adversária."

CAmyy fez questão de agradecer o apoio de sua nova casa e também dos fãs do quinteto, que de fato, estavam em peso na semifinal contra a oNe Red: "Não posso deixar de agradecer a oportunidade que a OPTIC está dando pra gente. (...) Hoje, finalmente, posso dizer que o que eu faço é uma profissão. E claro, também deixo meu muito obrigado a todos que torceram e torcem por nós. Ver toda esta galera aqui vibrando conosco, tirando fotos e tudo mais, me deixa extremamente feliz. Continuem nos apoiando!"

Jairo é redator do Versus. Siga-o no Twitter.

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