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CS:GO: CBCS esclarece teto salarial no torneio, exigência de gaming house e mais

Além disso, saiba como foi feita a seleção das primeiras equipes da liga
@foxer_jj
Jairo Junior
escreve para o Versus.
O CBCS estreou durante a Game XP, no Rio de Janeiro | Foto: Leonardo Sang/CBCS
O CBCS estreou durante a Game XP, no Rio de Janeiro | Foto: Leonardo Sang/CBCS

O Campeonato Brasileiro de Counter-Strike (CBCS) tem dado o que falar. A iniciativa do Grupo Globo com a DCSet Group pegou a comunidade de surpresa com uma alta premiação por temporada - R$ 420 mil em 2019 e R$ 800 mil no ano que vem - estreia na Game XP, sistema de franquias e mais. Em entrevista ao Versus, a diretora executiva do torneio, Miah Campos, esclareceu mais detalhes sobre a competição, salários, se há obrigatoriedade de gaming house e como as primeiras equipes foram selecionadas para participar da liga.

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Membros da organização, equipes e atletas do CBCS | Foto: Leonardo Sang/CBCS
Membros da organização, equipes e atletas do CBCS | Foto: Leonardo Sang/CBCS

O CBCS funciona no formato de franquia. Sendo assim, todos os times participantes são sócios do campeonato, não há rebaixamento e nem uma série de acesso de outras equipes no fim de cada split. No entanto, para funcionar no Brasil, o sistema teve que ser modificado para ser único, pensado especificamente para o cenário nacional.

"Nosso foco sempre foi o modelo de franquia, mas sabemos que é algo fora do padrão nos esports [no Brasil]. Após análises, vimos que modelos como a Overwatch League não são interessantes para se aplicar por aqui neste momento", explica Campos. Como revelado durante a coletiva de imprensa de inauguração do CBCS, os clubes não pagam pela inscrição, mas recebem incentivo da produtora. "A Global Legends traçou um investimento garantido de no mínimo cinco anos, de R$ 2,3 milhões por ano, para garantir que o CBCS aconteça".

De acordo com a diretora executiva, mais de 16 organizações foram consideradas até que o CBCS chegasse às atuais oito equipes confirmadas, que são: Imperials eSports, Team Reapers, Uppercut eSports, Black Dragons (com line-up inteiramente feminina), Evidence, INTZ, Redemption e Skullz Gaming (ex-Progaming).

Durante o período de avaliação, foram ouvidos até mesmo investidores que queriam criar times do zero para participar do campeonato. No final, a característica que prevaleceu para que as escolhas fossem feitas foi o quão alinhados os clubes estavam com as exigências iniciais e com a proposta de trabalho.

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A line-up da Black Dragons | Foto: Leonardo Sang/CBCS
A line-up da Black Dragons | Foto: Leonardo Sang/CBCS
A line-up da Imperial nos bastidores | Foto: Leonardo Sang/CBCS
A line-up da Imperial nos bastidores | Foto: Leonardo Sang/CBCS

Falando em exigências, o CBCS combinou diversos termos com as equipes, desde estrutura até contratação de pro players. "Pedimos que os clubes tenham todos os jogadores morando em São Paulo, por conta dos jogos e gravações nos estúdios, e também que a contratação dos atletas fosse feita em modelo CLT, para garantir uma base de trabalho. A parte de gaming office ou gaming house fica a critério de cada organização".

Ao mesmo tempo, foi formada a Aliança Brasileira de CS:GO (ABCS) para agir como interlocutora entre as partes. O atual presidente da associação foi votado pelos primeiros clubes que fecharam acordo com a franquia, mas uma nova votação está por vir. Como explicou Campos, a entidade tratará das necessidades, demandas e obrigações dos clubes para com o CBCS, como uma espécie de conselho.

Um assunto que gerou questionamentos entre a comunidade foi a questão salarial. Como o regime de contratação é CLT, os jogadores receberão pelo menos um salário mínimo e há um teto salarial para os atletas, que foi estipulado entre as próprias equipes.

Na prática, se trata de um limite de quanto cada organização pode pagar aos seus jogadores, no total. Porém, no modelo aplicado pelo CBCS, é possível ultrapassar o teto, desde que toda a quantia extra seja paga como multa aos outros times participantes do campeonato. Para exemplificar: se o teto salarial de todos os jogadores de um clube for de R$ 100 e a empresa resolver pagar R$ 150 no total, ela terá que desembolsar mais R$ 50 para dividir entre todas as outras equipes como compensação.

"Nós estipulamos o salary cap após estudarmos os modelos da NFL e da NBA", conta Campos. "Ele é muito importante para garantir a sustentabilidade dos clubes, pois sabemos que existem alguns times que têm condições melhores que outros e que podem oferecer muito mais aos seus jogadores. Basicamente, [o teto salarial] é algo pensado para manter a competitividade e para manter todos no patamar mais próximo possível".

A diretora executiva do CBCS também comentou sobre a polêmica da participação das equipes franqueadas em outras competições. "O contrato das equipes prevê que duas vezes por semana elas têm que disputar presencialmente os jogos do CBCS. Nos demais dias e horários, elas podem jogar qualquer qualificatória para torneios internacionais". Sendo assim, os Minors, Majors, Dreamhacks e afins seguem no radar dos times.

"Nós até queremos que isso aconteça. Seria um grande mérito termos times nossos jogando fora do país. O que não pode é jogar outros nacionais", pontuou Campos.

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A line-up da INTZ nos bastidores | Foto: Leonardo Sang/CBCS
A line-up da INTZ nos bastidores | Foto: Leonardo Sang/CBCS
A line-up da Reapers em jogo | Foto: Leonardo Sang/CBCS
A line-up da Reapers em jogo | Foto: Leonardo Sang/CBCS

O primeiro split do CBCS acontece entre 25 de julho e 11 de outubro em um estúdio próprio, em São Paulo. Por lá as equipes competirão por uma vaga na 8ª temporada da StarSeries i-League e pelo título da primeira temporada. Saiba mais sobre a competição em nosso guia.

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