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CS:GO: Bulldozer e jogadores divergem sobre proibição de disputar torneios

Organização emitiu comunicado explicando situação e jogadores retrucaram
@foxer_jj
Jairo Junior
escreve para o Versus.
Foto: Reprodução
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A Bulldozer e-Sports está em uma situação delicada em relação aos seus jogadores de Counter-Strike: Global Offensive. Após relatos em redes sociais afirmando que a organização teria proibido os pro players de disputar campeonatos fora da gaming house, a Bulldozer se pronunciou nesta sexta-feira (24) explicando que a decisão foi tomada com foco no bem estar do jogador Gustavo "tge" Motta, que ficou internado por problemas de saúde. No entanto, logo depois o próprio pro player retrucou e mostrou um discurso contrário ao da equipe.

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A polêmica teve início na última quinta-feira (23), após o jogador Michael "dok" Marques vir a público afirmar que ele e sua line-up estavam proibidos pelo clube de disputar competições. Em seu Twitter, o pro player contou que eles deixaram a gaming house pois se sentiam prejudicados pela infra-estrutura do local e também para aguardar a recuperação total de tge. No entanto, segundo ele, a organização não concordou com a atitude e proibiu todos de jogarem torneios até retornarem à gaming house.

Veja abaixo o tuíte que começou toda a história e o restante no perfil de dok:

Hoje, a Bulldozer emitiu um comunicado oficial e tentou elucidar o acontecido. De acordo com a organização, a decisão foi pensada no bem estar de tge:

A Organização Bulldozer Team após tomar ciência da declaração postada pelo jogador Michael, bem como do conteúdo midiático relacionado ao time, vimos a público esclarecer que após jogar o ESL Brazil Premier, em São Paulo, alguns jogadores decidiram não voltar para Vitória. Isso compromete o planejamento da equipe, bem como fere o contrato firmado entre as partes.

É importante salientar que o jogador GustavoTGE apresentou uma crise renal séria, necessitando de internação (segundo informações dadas pelo próprio jogador). Gustavo está em casa sob medicação, portanto, não habilitado a participar do competitivo. Em algumas partidas, foi preciso utilizar nosso técnico para completar o time. Tal fato prejudicou o nosso desempenho, mas foi realizado para que a organização pudesse honrar os compromissos firmados com a classificação para fases posteriores.

Primamos pela saúde de nossa equipe e não podemos deixar que um jogador participe de competições de casa, sem sabermos exatamente da gravidade do caso.

É importante salientarmos que nenhum atestado foi apresentado, o que deixa uma grande lacuna na situação quanto ao ponto de vista legal. A direção da equipe conversou com o jogador e percebeu a seriedade do caso, já que, como foi dito, este estaria com uma crise renal podendo levar a sérias complicações.

Diante dessa situação, a Bulldozer, sem ter ciência formal sobre quando poderia voltar a contar com o jogador e em respeito a ele, decidiu suspender, temporariamente, a participação nas competições até que o mesmo voltasse a Vitória, para exames médicos detalhados. E, somente depois disso, se tudo estiver bem, voltar a participar dos eventos.

Dessa maneira, minimizaríamos concretamente qualquer possibilidade de transtornos para toda a organização, incluindo os jogadores.


O texto continua com a Bulldozer enumerando todos os investimentos que fez de infra-estrutura, desde a configuração dos computadores, até a da internet.

Imediatamente, também via Twitter, tge retrucou: "No dia 18, um dia antes da Liga Principal, senti que eu conseguiria ajudar minha equipe e comuniquei aos meus companheiros que eu tentaria jogar. Desde então, nós estávamos treinando e disputando os campeonatos que tínhamos. Nós conseguimos um resultado muito satisfatório contra a forte equipe da DETONA, porém, no final do jogo, fomos comunicados que não poderíamos mais jogar da internet [fora da gaming house]."

"Ficamos nos perguntando o motivo. A gente tinha acabado de ganhar do considerado melhor time BR e, ao invés de nos apoiar, vamos ter que parar de jogar? No outro dia teríamos o qualify do campeonato mais importante do mundo e eu e meus companheiros estávamos nos sentindo muito confiantes/bens para jogar. Fomos atrás da organização e foram curtos e grossos, dizendo que essa era uma decisão deles. Então não consigo entender em momento algum que realmente seja por preocupação da minha pessoa, sendo que estou em casa para completar exames, fazer o retorno ao médico e expelir a pedra", completou tge.

Também na mesma rede social, diversos jogadores de outros times mostraram apoio aos pro players da Bulldozer:

A reportagem do Versus entrou em contato com as partes, que preferiram não comentar mais sobre o assunto além do que já foi dito em redes sociais.



Jairo "Foxer" Junior é redator do Versus. Siga-o no Twitter em @Foxer_JJ.

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