Esports

CS:GO: BLAST Pro Series São Paulo teve investimento de quase R$ 9 milhões

Evento contou com marcas como Ben & Jerry's, HP Omen, Sky e Betway
@luccabucks
Matheus de Lucca
escreve para o Versus.
Foto: BLAST Pro Series/Reprodução
Foto: BLAST Pro Series/Reprodução

A BLAST Pro Series é um torneio de Counter-Strike: Global Offensive que teve a sua primeira edição em 2017 e desde então percorreu diversas cidades do mundo, como Copenhague, Istambul, Lisboa e mais recentemente São Paulo - com vitória dos dinamarqueses da Astralis. No Brasil, o investimento para a competição chegou a quase R$ 9 milhões.

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Steen Laursen, vice-presidente de comunicação e branding da RFRSH Entertainment, empresa de mídia por trás da organização da BLAST Pro Series, revelou o valor de investimento de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 9 milhões) em São Paulo ao Versus.

Foram 7 mil pessoas presentes no Ginásio do Ibirapuera para assistir às partidas e mais 7 mil na lista de espera, com transmissão na televisão não só em território local pela SporTV, como também em 130 países e territórios, além dos espectadores que acompanharam os jogos pela Twitch, cujos números de pico de audiência não foram divulgados.

"Aprendemos que para a próxima vez que visitarmos o Brasil vamos escolher um lugar maior", diz Laursen, "mas por agora estamos felizes com tanta gente interessada". O executivo acrescentou que "esse foi provavelmente o evento mais divertido e a melhor plateia que já vimos - sem falar mal das outras, claro, mas isso nos mostra o que entretenimento de esports pode ser, então é óbvio que queremos voltar".

Sobre a importância do evento, o executivo diz que "a ideia é que a BLAST possa servir de base para os esports, com boas apresentações e os melhores times do mundo", mas com foco em "trazer a experiência para um público mais amplo, para conseguirmos mais aceitação dos esports e reconhecimento para os jogadores pelo que eles são".

Laursen admite que a criação e manutenção de um circuito como este não é algo simples e nem barato de fazer, mas todo o investimento um objetivo claro em mente. "Esperamos chegar a um ponto no qual seremos o torneio de esports mais interessante que há, para sermos comparados ao UFC, à Fórmula 1, NBA e a grandes ligas de esportes".

Para Laursen, parte da estratégia para chegar a essa relevância é saber escolher onde e quando os jogos vão acontecer, citando o Brasil como um dos melhores lugares para sediar eventos de esports de grande porte. "Sabemos que os fãs [aqui] são apaixonados. Sem esse fator seu produto não fica tão bom quanto poderia ser. Vamos onde os fãs estão e onde eles querem que estejamos".

Quanto a retornos de investimento, Laursen aponta as parcerias com marcas que entendem o potencial dos esports. "Atingimos um público que é resistente a propagandas convencionais e nós temos eles em nossas mãos. Para a BLAST São Paulo trabalhamos com empresas como Ben & Jerry's, Sky, HP Omen e Betway, e essas e outras entendem que alcançamos um público que eles não alcançariam de outra maneira".

Para ele, empresas fora do cenário precisam ter em mente que "ser parte dos esports é ser parte de uma cultura na qual elas teriam que pagar muito mais para atingir de maneiras convencionais, do que por parcerias em esports".

"Não julgue os esports por possíveis experiências ruins que você possa ter, porque isso pode acontecer em qualquer setor. Julgue-os pelos números e pelos fatos", finaliza Laursen.

A próxima parada da BLAST Pro Series é Miami, nos EUA, com partidas entre 12 e 13 de abril, contando com MIBR, Astralis, FaZe Clan, Cloud 9, Team Liquid e Natus Vincere. Depois disso, o evento passa por Madri, Espanha, em maio e Los Angeles em julho.

Barbara Gutierrez é editora-chefe e Matheus de Lucca é editor assistente do Versus. Siga-os no Twitter em @bahgutierrez e @luccabucks.

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