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CS:GO: bczz e FLUYR mostram confiança na nova MIBR no IEM Katowice Major

Dupla destacou nova fase 100% brasileira, mas alertou para perigos no caminho
@foxer_jj
Jairo Junior
escreve para o Versus.
Foto: MIBR/Reprodução
Foto: MIBR/Reprodução

Durante o IEM Katowice Major 2019 de Counter-Strike: Global Offensive, a MIBR finalmente irá estrear sua nova line-up totalmente brasileira. Com muitos obstáculos à frente, o quinteto composto por Gabriel "FalleN" Toledo, Fernando "fer" Alvarenga, Epitácio "TACO" de Melo, Marcelo "coldzera" David e João "felps" Vasconcellos enfrentará as melhores equipes do mundo na competição, demonstrando o resultado das trocas e reviravoltas da line-up.

Mas afinal, os resultados esperados da MIBR neste Major são positivos ou negativos? Como os brasileiros vão se sair? Em entrevista exclusiva ao Versus, a dupla de comentaristas Otávio "bczz" Boccuzzi e Vinícius "FLUYR" Menegatti deram suas opiniões - que favorecem o time e mostram confiança nos jogadores.


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Mesmo sem ter disputado nenhuma partida com a formação, a equipe foi considerada pelos adversários a quarta line-up mais perigosa de toda a competição, ficando inclusive à frente de potências como a FaZe Clan. Os especialistas concordam com a colocação dada ao time e afirmam que isso "demonstra o respeito que essa equipe tem de seus oponentes".


Segundo FLUYR, "Astralis e Liquid ficam com o topo de forma inegável, enquanto Natus Vincere, MIBR, FaZe e NRG dividem do terceiro ao sexto lugar, mas ainda sem uma colocação precisa e exata". Bczz, por outro lado, vê o representante do Brasil "com muito mais potencial que a NRG" e "um nível bem semelhante ao da FaZe", também destacando que "este tipo de seed por análise subjetiva é injusto, já que é cheio de cenários onde nada é tão claro".


MIBR 2019 e SK Gaming 2017: Antiga line-up e nova fase


Antes do primeiro confronto oficial da MIBR, é inegável a comparação com a SK Gaming de 2017. Na época, o time bateu um recorde de grandes títulos seguidos para o Brasil - foram cinco taças em um intervalo de seis presenciais -, com a mesma formação da atual Made in Brazil. A única exceção neste momento é a presença de Wilton "zews" Prado como técnico.


Em uma rápida análise, bczz crê que o grupo pode trazer à tona esta nostalgia e retornar com algumas táticas usadas no passado, como "os setups de dois AWP's e cold e TACO revesando na sniper secundária, além da volta das duplas TACOLD e FalleN e fer nos bombsites". O analista também prevê novidades, principalmente relacionadas ao novo meta de AUG e SG.


FLUYR também aposta na "mesma estrutura" e enxerga como principal diferença neste início de projeto o "amadurecimento dos jogadores fora de jogo, principalmente pelo fato de TACO ter sido o melhor jogador brasileiro de 2018, assim como zews pode trazer muitas influências da line vitoriosa da Liquid do ano passado". Isso sem contar que "felps se destacou como o atleta mais importante da INTZ". Ainda assim, o streamer alerta que "o trio [FalleN, fer e cold] precisa se renovar e aceitar novas ideias dos jogadores que estão de volta ao núcleo".

Joao "felps" Vasconcellos e Wilton "zews" Prado. Foto: MIBR/Reprodução
Joao "felps" Vasconcellos e Wilton "zews" Prado. Foto: MIBR/Reprodução

A nova fase sem nenhum estrangeiro no grupo animou tanto a torcida quanto os comentaristas. Bczz se colocou como "um dos principais críticos da contratação e manutenção do jogo com tarik no time" e afirmou: "o MIBR deveria ser 100% brasileiro desde o começo, pois apesar da grande qualidade de Stewie, foi um desperdício segurarem ele". Boccuzzi também opinou que "a melhor atuação do MIBR em 2018 foi quando eles jogaram com o SWAG de complete", já que toda a equipe "jogou bem solta e deixou Stewie preparado apenas para matar".


Vinícius deixou a emoção aflorar e disse que enfim tem a "sensação de uma line-up brasileira 100% motivada novamente". Segundo ele, "a mesma bandeira, o patriotismo, a comunicação feita de forma precisa, rápida e perfeita será algo que os motivará e trará uma equipe com mais sangue nos olhos daqui em diante, com muita gana de reconquistar o topo do cenário mundial".

Estreia contra Cloud9 divide opiniões


A estreia dos brasileiros está marcada para esta quarta-feira (20), às 12h30, contra a Cloud9 - adversário que já deu muito trabalho ao Brasil, até mesmo em terras tupiniquins. É inegável que o momento agora é outro e os norte-americanos já não são mais os temidos campeões do Major. Ainda assim, é preciso respeitar a história e capacidade de cada um deles.


Sobre a partida contra a C9, mais uma vez bczz e FLUYR concordam com o favoritismo de Marcelo "coldzera" David e companhia, mas demonstram uma certa disparidade em suas análises. Otávio Boccuzzi diz que "a Cloud9 surpreendeu positivamente no seu estilo de jogo, apesar dos fracos adversários se comparados à Astralis, FaZe e mibr". Apesar do favoritismo, ele mantém "um pé atrás por conta do confronto ser uma melhor de um e a C9 ter jogado bem em alguns mapas".


Já FLUYR é categórico e crava que "pelo o que foi visto da Cloud9 durante a primeira etapa do Major, se classificando um 3-2 sem muita firmeza, a vitória brasileira já é quase uma realidade". Robin "flusha" Rönnquist e seus companheiros não convenceram o ex-jogador profissional, que afirma já enxergar "buracos na nova formação da C9, os quais serão muito bem aproveitados pela nossa forte MiBR".

Fernando "fer" Alvarenga. Foto: MIBR/Reprodução
Fernando "fer" Alvarenga. Foto: MIBR/Reprodução

Pick'em challenge do Versus


Desta vez de uma forma diferente, o CS:GO disponibilizou o famoso "Pick'em challenge" para todos que quisessem comprá-lo e participarem da brincadeira. A prática consiste em analisar e tentar prever o que acontecerá com cada time no Major. Convidamos bczz e FLUYR a fazer o mesmo e deixar suas apostas, sem ficar em cima do muro. Veja o que cada um analisou:


Bczz

1 - Favoritas do Major? "A grande favorita é a Astralis, que possui o melhor time do mundo em 2018 e com o estilo de jogo mais bonito de se assistir. (...) Também é bom lembrar da Team Liquid, que é uma equipe que vinha na cola da Astralis e, recentemente, passou por mudanças muito positivas com a contratação do Stewie, que pode somar muito com o time ao lado de Elige e NAF.
Apesar de terem escorregado nos últimos meses, a FaZe passou por mudanças e foi campeã da ELEAGUE neste ano. A falta de um capitão dedicado ainda me incomoda um pouco, mas AdreN e YnK (técnico) tem feito um bom trabalho desde que entraram."


2 - Equipe que deixa esta etapa sem nenhuma vitória? "O complexity é minha favorita para ser eliminada logo de cara. Enfrenta a Astralis em uma MD1 na sua estreia, além do time ser um mix que não sabemos como irão aparecer. Além deles, a C9 também pode escorregar se começar perdendo seu jogo inicial contra a MIBR."


3 - Quais são as chances da MIBR? Um top 4 seria de ótimo tamanho, mas com potencial para mais. Um fator interessante é que a MIBR está na fase que todos chamam de "lua de mel" do time. Sendo assim, apesar de não estarem tão estruturados, o hype da equipe pode fazer com que eles consigam bons resultados neste primeiro torneio juntos. O que me preocupa é o map pool a partir das semifinais. O veto constante da nuke me incomoda a anos."


FLUYR


1 - Favoritas do Major?
"Astralis, MIBR e Liquid. Os dinamarqueses são favoritos pelo retrospecto de 2018, enquanto a escalação brasileira também é, pelo fato de resgatar um química e um sentimento únicos. Já os norte-americanos têm a adição de Stewie2k, que é um talento a mais que irá transformar a Liquid em uma line totalmente surpreendente, inovadora e de muita qualidade."


2 - Equipe que deixa esta etapa sem nenhuma vitória? "CompLexity. As mudanças na line-up e n0thing como complete não convencem. O sentimento do time pode ter caído muito e são considerados a maior dúvida desta etapa."


3 - Quais são as chances da MIBR? Minha aposta é que a MIBR continue com seu status de Lengends, em busca do top4 do campeonato.

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Otávio "bczz" Boccuzzi. Foto: Leicam/Reprodução
Otávio "bczz" Boccuzzi. Foto: Leicam/Reprodução
Vinícius "FLUYR" Menegatti. Foto: Reprodução
Vinícius "FLUYR" Menegatti. Foto: Reprodução

O primeiro Major do ano: Prestígio, antecessores e Katowice


Alguns dos Majors antecessores foram alvos de muitas críticas de diversas vertentes. O público se cansou de atrasos, assim como os próprios pro players mostraram insatisfações com locais do evento, configurações dos computadores e outros problemas. Muitos acreditam inclusive que alguns torneios que não são apoiados pela Valve superam o Major em certos quesitos.


Bczz conta que, de fato, "o Major perdeu um pouco do seu prestígio, mas que a IEM promete ser bem melhor que seus antecessores. (...) Se tratando de um torneio excepcional, seria interessante voltar a limitar os stickers e as 16 equipes participantes. (...) Estas competições deveriam acontecer no fim das temporadas de cada semestre, ou seja, junho e dezembro". O comentarista também revela que o novo formato lhe agrada, mas "as etapas GSL ainda fazem falta".


FLUYR segue uma vertente um pouco diferente do companheiro de transmissão: "Sou um verdadeiro fã da história dos Majors! Acho que cada um deles poderia virar um livro, pois todos trazem novas histórias e tendências. O Major é basicamente um show da evolução do jogo e dita a classificação dos melhores times do mundo, já que a trajetória de uma equipe até o topo é de extrema dificuldade. Na minha opinião, o prestígio continua sendo o mesmo ou até maior!".


O IEM Katowice Major começou no último dia 13 de fevereiro e viu o fim da sua primeira etapa no dia 17. Nesta quarta-feira (20), foi dada a largada da segunda fase do campeonato, que durá até o dia 3 de março, quando finalmente conheceremos o grande campeão do campeonato de US$ 1 milhão.
Para saber tudo sobre a competição e ficar por dentro das escalações, resultados, links de transmissão e mais, visite o guia do Versus.

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