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CS:GO: "As duas saídas da cAmyy não tiveram nenhuma ligação", diz bizinha

Jogadora explica as motivações do time
Foto: HLTV/Reprodução
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A paiN Gaming feminina de Counter-Strike: Global Offensive mudou recentemente. A experiente Camila "cAmyy" Natale deixou a line-up pela segunda vez e a revelação Izabella ''izaa'' Galle assumiu a posição, enquanto os fãs da equipe eram pegos de surpresa novamente com a alteração repentina. Durante a DreamHack Rio, o Versus conversou com Bruna "bizinha" Marvila, que esclareceu os fatos sobre o assunto.

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Apesar de 2019 ainda estar no começo, a paiN Gaming já participou de dois mundiais. O primeiro deles foi a Intel Challenge Katowice 2019, em que as brasileiras fizeram uma campanha de uma vitória e duas derrotas, acabando na 5º/6º posição dentre oito participantes. Já o segundo foi a WESG Feminina 2018/2019, na China. Por lá, elas conseguiram uma vitória, um empate e uma derrota, mas ficaram na mesma colocação da Polônia.

Levando em consideração os recentes resultados e o tempo em que a escalação esteve junta, Bizinha admitiu que já é hora da equipe evoluir.

"A nível Brasil, desde que a gente montou nossa line-up, nós sempre conseguimos o topo. Mas, infelizmente, quando o assunto é torneio internacional, sempre batemos na trave. Nós chegamos até a fazer um bootcamp para a WESG, o que nos proporcionou uma preparação melhor, rever erros e também trocar algumas funções no jogo. Mas mesmo assim não passamos da fase de grupos. Este é o nosso quarto mundial em dois anos de time, então não passarmos desta etapa é um resultado muito ruim e não deixou nenhuma de nós satisfeitas".

De acordo com a jogadora, a maior dificuldade da equipe é "andar junta dentro de jogo". Ela contou que esta é uma das características mais marcantes das pro players norte-americanas e reconhece: "não é à toa que elas são tão fortes".

Pensando nisso, as atletas da paiN Gaming decidiram juntas que era hora de se reinventar e mudar o foco: "Após fazermos mudanças que não surtiram o efeito que gostaríamos, nós optamos por termos mais uma assault no time [Izaa].", explica bizinha. "Isso irá nos flexibilizar e melhorar tanto o nosso trabalho de ficar juntas no mapa, quanto o de fazer as trade kills de forma mais efetiva. Nós realmente estamos tentando uma renovação e, para ser sincera, se não existisse isso [renovação] eu e a GaBi nem estaríamos aqui".

Foto: paiN Gaming/Reprodução
Foto: paiN Gaming/Reprodução

Sendo assim, a partir de agora a carreira internacional das brasileiras ficará completamente em primeiro plano: "Ficamos um bom tempo nos preparando aqui no Brasil e adaptando nosso jogo para os campeonatos femininos nacionais e para a Liga Principal da Gamers Club. Com esta mudança de line-up, nós estamos pensando totalmente nos mundiais femininos e no que nós precisamos para conseguir bons resultados lá fora".

Ainda abordando a motivação das mudanças no time, bizinha crava: "As duas saídas da cAmyy não tiveram nenhuma ligação". Segundo a atleta, foram dois casos isolados: "A primeiro vez foi realmente por conta de convivência. Acho que por tudo que rolou no Twitter na época, isso ficou bem nítido. Já desta vez foi porque precisávamos mudar nosso estilo em função do que encontramos no exterior".

Foto: HLTV/Reprodução
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A escolha de Izaa, especificamente, não teve relação apenas com seu protagonismo no Santos. Pela primeira vez, bizinha revelou que a equipe realizou uma espécie de peneira para decidir a nova player: "Nunca entrarmos na ideia de 'panelinha' no nosso time, sempre que há uma vaga disponível nós realizamos testes. Eu acredito que a equipe tenha que ser montada por merecimento e não por amizade. Desta vez não foi diferente e nós testamos algumas jogadoras. A Izaa foi muito bem e nós enxergamos nela uma possibilidade do nosso time melhorar".

Como dito anteriormente, 2019 está apenas no começo. Ainda há muito o que acontecer e algumas novidades podem pintar em breve. Até lá, bizinha revela quais são os próximos passos previstos da paiN Gaming: "Neste ano ainda não há nenhum mundial anunciado com a participação de equipes brasileiras. Existem apenas rumores. Então, por enquanto nosso plano é tentar sair bem nas competições nacionais como a Game XP e a BGC, por exemplo. Nós também pretendemos fazer mais bootcamps para nos adaptarmos melhor ao jogo lá de fora, que é completamente diferente do que encontramos aqui. Muitos acham que CS é tudo igual, mas a verdade é que cada região tem uma maneira única de jogar e nós precisamos estar preparadas para todas elas se quisermos chegar as finais dos mundiais".



Jairo "Foxer" Junior é redator do Versus. Siga-o no Twitter em @Foxer_JJ.