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Como um sistema de som 3D pode fazer a diferença em jogos competitivos

Conheça os benefícios da tecnologia Waves NX presente em notebooks da linha Acer Predator como Helios e Triton
@luccabucks
Escrito por
Matheus de Lucca

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Acer Predator Triton 500 | Foto: Divulgação
Acer Predator Triton 500 | Foto: Divulgação
Acer Predator Helios 300 | Foto: Divulgação
Acer Predator Helios 300 | Foto: Divulgação

Com o desenvolvimento da indústria de games e esports ao longo dos anos a palavra “imersão” passou a ser uma das mais importantes tanto para os desenvolvedores de jogos quanto para fabricantes de equipamentos e periféricos. Fazer o jogador realmente sentir que está dentro do jogo é um objetivo que pode ser atingido de diferentes maneiras, sendo uma delas os sistemas de som 3D. Tecnologias do ramo que se encontram cada vez mais inseridas no mercado gamer são a Waves NX e Waves Maxx Audio, presentes, por exemplo, em notebooks da linha Acer Predator como o Helios e Triton.

Além de imergir o usuário no jogo, a tecnologia também pode fazer a diferença em partidas de jogos competitivos como Counter-Strike: Global Offensive e Valorant nos quais qualquer vantagem de informação - como ouvir os passos ou uso de habilidades de um adversário sabendo de qual direção veio - pode ser aproveitada.

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O que é som 3D?

Basicamente, é o som como ouvintes escutam naturalmente no mundo, que podem vir de todas as direções e distâncias, chegando com milissegundos de diferença de um ouvido para o outro, o que faz com que o cérebro seja capaz de determinar o ponto de origem. Isto é chamado de Função de Transferência Relacionada à Cabeça, ou HRTF na sigla em inglês.

Inclusive, jogos como CS:GO já trazem desde 2016 uma opção de áudio que usa filtros HRTF para simular os sons com base em como se escuta no mundo real.

Em ambientes como jogos em que o usuário não está fisicamente presente no mundo in-game é necessário uma simulação para enganar o cérebro, fazendo-o pensar que os sons reproduzidos no game estão realmente acontecendo a seu redor. Sem tal função, os sons parecem sempre vir de dentro da sua cabeça, sem tanta profundidade e nuances, sendo, então, menos realistas. O cérebro entende que tudo aquilo não é real.

Para que o áudio tenha mais realismo é necessário que as faixas sejam captadas de maneira binaural, ou seja, de modo que dispositivos de captação estejam a uma distância média igual à distância entre os ouvidos de um humano. Pense em literalmente dois microfones acoplados nas laterais de uma cabeça de manequim.

Tal técnica é muito utilizada para games em realidade virtual, visto que são estes os que mais querem imergir o jogador e fazê-lo sentir que faz parte daquele mundo, pois são todos em perspectiva em primeira pessoa e há ainda mais distanciamento do mundo real. Em jogos em terceira pessoa, o desenvolvedor pode determinar no mundo virtual o ponto de origem dos sons em relação ao personagem, o que já gera um efeito de espacialidade bom, mas não chega aos pés do realismo possível com o som 3D em primeira pessoa.

Este tipo de som só pode ser trabalhado com fones de ouvido, o que o torna completamente diferente de setups de som surround como home theaters, que dependem de caixas de som, o que faz com que o som emitido sofra interferências do ambiente em que os aparelhos estão inseridos, seja pelo tamanho da sala ou pela presença de objetos. Com fones de ouvido o áudio chega diretamente aos canais auditivos.

Ainda que a tecnologia de som 3D já exista há um bom tempo, ainda há uma questão que vem sendo aperfeiçoada nos últimos anos. É possível gravar o áudio binaural, é claro… mas quando o usuário movimenta a cabeça usando o headset, o que acontece? Afinal, é comum mexer a cabeça enquanto jogamos, ainda que muitos não percebam, seja para prestar atenção a uma determinada parte da tela ou justamente porque escutamos alguma coisa mais à esquerda. O cérebro espera que esses sons reajam a esses movimentos.

O rastreamento da cabeça e o som 3D

Como os fones de ouvido estão presos à cabeça, os sons vão sempre vir dos mesmos pontos fixos em relação a cada extremidade do fone. A tecnologia Waves NX, presente em notebooks da linha Acer Predator como o Helios e o Triton, faz um rastreamento da cabeça, localizando-a no espaço 3D, efetivamente “eliminando” a presença do fone de ouvido no mundo virtual e simulando um ambiente físico real.

Com a webcam integrada dos notebooks, o software rastreia a posição da cabeça do usuário em 3D, levando em consideração qualquer leve movimentação. Se você se afasta, os sons ficam mais distantes de acordo com a distância. Se aproxima especificamente o lado direito, você ouve mais do lado direito. Se você vira de costas para pegar algo, vai ouvir os sons atrás de você, de acordo com a distância e posição dos objetos. O som se move de acordo com a posição do usuário.

É possível até fornecer a medida da cabeça para um rastreamento melhor, mas o medidor automático por si só faz um bom trabalho. Achou interessante? Faça um teste no simulador on-line.

Entre outras funcionalidades de som dos notebooks estão softwares da Waves como o MaxxAudio, que ajuda a configurar os parâmetros de som para uso não só em jogos, mas também filmes e música, o MaxxBass, que aprimora os graves no caso de uso de alto-falantes e ainda o MaxxDialog, que ajusta automaticamente níveis de volume com base em informações centrais, como quando diálogos acontecem e você precisa prestar atenção no que está sendo dito, sem muita intrusão de sons de fundo.

E como isso pode dar vantagens em games?

Como dito no início deste texto, ter mais noção de espacialidade em jogos como CS:GO e Valorant dá mais informação para que você tome decisões dentro do game. Com o auxílio de tecnologias como a Waves NX você tem mais precisão em saber quando há adversários em andares superiores ou inferiores. Além disso, quando há trocação de tiros é mais fácil saber de onde os disparos foram efetuados, dando a você vantagem técnica para ser compartilhada com sua equipe.

Pode ser estranho se adaptar às mudanças de som quando se experimenta o áudio 3D como um usuário que está acostumado ao estéreo normal, mas saiba que o benefício em longo prazo vale a pena: os jogos nunca mais serão os mesmos depois de ter a experiência de áudio com os benefícios do rastreamento de cabeça - e tudo o que você precisa, além da presença da tecnologia em seu notebook gamer, é um fone de ouvido convencional.

Se você se interessou pela tecnologia presente nos notebooks Acer Predator Helios e Triton, que também trazem outras especificações de qualidade para o público gamer, como placas de vídeo GeForce RTX 2060 e 2070 respectivamente, processadores Intel de 9ª geração e mais, clique aqui para saber como adquirir o seu.

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