Pokémon

Como funciona o cenário competitivo de Pokémon?

Esse meu jeito de viver. Ninguém nunca foi igual!
@matheus.oliveira
Matheus Oliveira
é reporter no Versus.
Foto: Reprodução
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Pokémon é uma febre tanto no Brasil quanto no mundo. A série animada ainda conquista fãs por todo o globo, e seus games formam filas que arrasam quarteirões nos lançamentos.

O que poucos sabem, é que existe um cenário competitivo estruturado que também conta com uma grande quantidade de adoradores e jogadores. Quer entender esse mundo? O Versus te explica como tudo funciona.

Foto: Reprodução
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O Pokémon Video Game Championship (VGC)

O cenário competitivo de Pokémon existe com base no TCG (Trading Card Game) - no qual o Brasil é muito bem representado pelo campeão mundial Gustavo Wada -, e no VGC (Video Game Championship).

O circuito VGC funciona como grande parte dos campeonatos de eSports, tendo diversas competições que distribuem diferentes quantidades de pontos que servem para posicionar os jogadores em rankings de classificação, com regras que mudam anualmente.

Grande parte dos eventos ainda são organizados por fãs. A comunidade ajuda a sustentar os campeonatos, que são: Premier Challenge, Mid-Season Showdown, Special Event, Regional, International e o Mundial.

Nos campeonatos, os competidores montam uma equipe com seis Pokémon, mas levam quatro para cada partida, que é disputada por uma dupla de criaturas, em uma série melhor de três.

Leandro “LeeGengar” Ferreira é criador de um canal especializado em Pokémon no YouTube | Foto: Reprodução
Leandro “LeeGengar” Ferreira é criador de um canal especializado em Pokémon no YouTube | Foto: Reprodução

Um público fiel

Quem nos contou tudo isso foi Leandro “LeeGengar” Ferreira, jogador de Pokémon há quase 20 anos. Com um canal especializado no YouTube, LeeGengar é um fã declarado, que já se aventurou no competitivo.

“Definitivamente, essa é a franquia de games que mais amo e a que mais joguei na minha vida. Quando eu era adolescente, participei de alguns torneios da LOP (Liga Oficial Pokémon). Em 2014, voltei a jogar e nessa época comecei a acompanhar VGC, principalmente o Mundial.”

“Eu me considero mais uma ferramenta de divulgação de Pokémon, já que tento fazer mais pessoas se interessarem pelo jogo, do que um jogador de alto nível. Apesar disso, no meu terceiro torneio oficial, fui campeão”, conta o jogador.

São muitos fãs numa foto só! Foto: Pokemon VGC Premier Challenge/Reprodução
São muitos fãs numa foto só! Foto: Pokemon VGC Premier Challenge/Reprodução

“Nem tudo são Vileplumes”

Por mais que exista um competitivo bem estruturado e com uma grande base de fãs, o cenário ainda está longe de ser o ideal.

O suporte da Pokémon Company se limita aos grandes campeonatos internacionais. Os eventos menores são feitos pelos chamados Professores Pokémon - jogadores que passam por uma seleção via internet e ficam responsáveis por campeonatos oficiais.

Segundo LeeGengar, o cenário de Pokémon “é um abismo", se comparado aos outros eSports.

“Um exemplo aqui no Brasil é o suporte absurdo que a Ubisoft oferece à comunidade de Rainbow Six, por exemplo. Um jogo que tem dois anos de vida conseguiu o que Pokémon não conseguiu em 20, organizando torneios grandes, transmitindo os jogos, promovendo os melhores jogadores com entrevistas no canal oficial...”

Gabriel Agati ficou em 3º lugar no International São Paulo em 2017. | Foto: Reprodução
Gabriel Agati ficou em 3º lugar no International São Paulo em 2017. | Foto: Reprodução

Os mestres Pokémon brasileiros

Apesar do pouco incentivo, o Brasil e o restante da América Latina têm nomes de peso no cenário, tanto no jogo de cartas quanto nos videogames.

A primeira participação de um brasileiro no Mundial VGC foi em 2015, com Gustavo Braz. Em 2016, muitos tiveram pontuação suficiente e se classificaram, mas alguns não puderam participar por problemas com visto, e em 2017, tivemos André Fumis e Vivian Trajano nos representando.

No mesmo campeonato do ano passado, quatro dos oito melhores jogadores eram latino-americanos: Paul Ruiz, do Equador, ficou em terceiro lugar, o argentino Sebastian Escalante ficou em sexto, Rene Alvarenga de El Salvador em sétimo e o peruano Dorian Quiñones em oitavo.

“Ainda estamos engatinhando, e já temos a honra de receber pelo segundo ano consecutivo um campeonato do porte do internacional. Inclusive, o melhor resultado do Brasil em torneios de grande porte foi no International em São Paulo, em 2017. Foi lá que o Gabriel Agati ficou em 3º lugar”, conta LeeGengar.

Agora você está pronto para ser um mestre! Lembrando que o Brasil receberá o Campeonato Internacional de Pokémon da América Latina 2018, entre os dias 26 a 29 de abril. Essa é uma ótima oportunidade para ver os melhores competidores em ação!

Matheus Rodrigues é redator do Versus. Siga-o no Twitter.

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