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CEO de PUBG diz que América do Sul receberá torneios quando "estiver pronta"

Diretor executivo acredita que região não possui jogadores suficientes
@biaacoutinhoo
Beatriz Coutinho
escreve para o Versus.
Imagem: Barbara Gutierrez | Montagem: Bia Coutinho
Imagem: Barbara Gutierrez | Montagem: Bia Coutinho

O PlayerUnknown's Battlegrounds Global Invitational, mundial de PUBG, já começou com altas emoções. Após revelar diversas novidades sobre o futuro do battle royale nos eSports, Changhan Kim, CEO da PUBG Corp., explicou porque a América do Sul não está entre as regiões do mundo que receberão ligas profissionais do game.

Ligas profissionais na América do Sul

De acordo com o anúncio feito na terça-feira (24), apenas quatro regiões do mundo receberão ligas profissionais de PUBG no início da jornada do game nos eSports: América do Norte, Europa, China e Coreia do Sul.

De acordo com o diretor executivo do battle royale, os planos não são limitar as ligas apenas a estes lugares, mas eles foram escolhidos por contarem com uma boa quantidade de jogadores.

"Antes de olharmos para a América do Sul ou outras regiões, precisamos de lugares com uma quantidade razoável de jogadores para estabelecer o sistema de ligas. As outras regiões receberão campeonatos quando estiverem prontas", explicou Changhan Kim.

A resposta conflita com a declaração de Brendan Greene, criador do jogo, sobre o assunto. De acordo com Greene, a América do Sul e outras regiões ficaram de fora porque o battle royale precisa ser aperfeiçoado antes de contar com torneios no mundo inteiro. Ainda sem os campeonatos profissionais, os times sul-americanos poderão ter a chance de participar do mundial de PUBG através de uma qualificatória.

Questionado sobre a comunidade brasileira do game, Kim afirmou que embora nunca tenha visitado o país, sabe que "existe muita gente interessada em jogos e eSports. Acreditamos que é um grande mercado em crescimento."

Diversos jogos de eSports estarão presentes nos Jogos Asiáticos de 2018
Diversos jogos de eSports estarão presentes nos Jogos Asiáticos de 2018

Olimpíadas e esportes tradicionais

Enquanto Brendan Greene acredita que "os eSports não precisam das Olimpíadas", Changhan Kim vê um cenário no qual o Comitê Olímpico Internacional e os esportes eletrônicos "precisam trabalhar em conjunto". Para o CEO, a inclusão dos eSports nos Jogos Olímpicos "depende do formato da competição".

"Poderia ser algo entre países ou entre equipes, porém também existem competições iguais ao futebol, que possui a Copa do Mundo da FIFA e também os Jogos Olímpicos. No momento, estamos no processo de aprendizado com PUBG e vamos pensar nisso no futuro."

Os eSports estarão presentes nos Jogos Asiáticos de 2018 - que acontecem entre 18 de agosto e 2 de setembro.

O Paris Saint Germain, tradicional clube francês de futebol, possui jogadores de FIFA nos eSports | Imagem: Reprodução
O Paris Saint Germain, tradicional clube francês de futebol, possui jogadores de FIFA nos eSports | Imagem: Reprodução

Ao ser questionado sobre os investimentos que clubes de esportes tradicionais vem fazendo nos eSports, o diretor executivo foi claro.

"Eu não consigo imaginar o PUBG trabalhando com equipes de futebol, por exemplo. Poderia acontecer com equipes que trabalham com mais de um esporte, mas dificilmente com alguma organização famosa em apenas um esportes tradicional", explicou Changhan Kim.

"Uma diferença grande entre os eSports e o esporte tradicional é que ninguém é dona do futebol e por isso existem confederações que coordenam projetos para padronizar todos. No caso dos eSports, existem empresas e investidores por trás disso, que são donos do jogo e vão criar os cenários em conjunto", completou o CEO.

O futuro do PUBG nos eSports

A PUBG Corp. revelou que conta com um plano de cinco anos para o game no cenário dos eSports. De acordo com Changhan Kim, os projetos da empresa vão focar em dois pontos: apoiar equipes profissionais e desenvolver a base de fãs.

O objetivo de apoio para as equipes é que elas se tornem auto-sustentáveis, pois segundo Kim "uma equipe que depende totalmente da desenvolvedora não pode ser considerada profissional".

Já os planos para desenvolver a base de fãs passam até mesmo pela possibilidade de criar um sistema de ligas com franquias, algo que o CEO explicou melhor.

"Atualmente nós precisamos estudar mais sobre franquias, mas acredito que a base de fãs precisa crescer de forma convencional agora no começo. Se nós, repentinamente, começássemos com um sistema de franquias, isso seria feito mais por conta de marketing ou algo do tipo."

Além disso, Kim afirmou que embora o foco do momento seja desenvolver o cenário competitivo do jogo para o PC, no futuro haverá uma liga para mobiles e consoles.


O PUBG Global Invitational acontece entre 25 e 29 de julho, em Berlim, na Alemanha. O campeonato contará com 20 equipes e premiação de US$ 2 milhões.

A equipe que representará a América do Sul no torneio é a Savage eSports, que venceu a qualificatória regional para o torneio.


Barbara Gutierrez é editora-chefe e Bia Coutinho é redatora no Versus. Siga-as no Twitter em @bahgutierrez e @biaacoutinhoo.


*O Versus foi convidado a viajar para Berlim pela PUBG Corp.

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