League of Legends

CBLoL: "Fiz uma promessa de que traria a Keyd de volta ao CBLoL", diz Professor

Equipe volta ao principal escalão do LoL no país após um split no Circuito Desafiante
@biaacoutinhoo
Beatriz Coutinho
escreve para o Versus.

A Vivo Keyd está de volta ao Campeonato Brasileiro de League of Legends. Após ser rebaixada pela primeira vez em sua história, a organização disputou um split do Circuito Desafiante 2019 e apesar de ter sido derrotada na final da 2ª etapa do CD, venceu a Série de Promoção para disputar o CBLoL 2020 e rebaixou a CNB. Para saber tudo o que ambas as equipes disseram em coletiva de imprensa após a partida, assista ao vídeo acima.

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O suporte da Vivo Keyd, Matheus "Professor" Leirião, iniciou a coletiva de imprensa falando sobre ajudar a organização a retornar ao CBLoL. "É uma sensação muito boa pelo fato de termos sofrido muito, venho de um ano bem conturbado, é um dever cumprido. Eu havia feito uma promessa de trazer a Keyd de volta, não importava como e nem quem estivesse no time a gente iria ganhar. [...] É muito gratificante ver as pessoas que trabalharam tanto por mim e eu poder retribuir da melhor maneira possível".

Acostumada com line-ups repletas de estrelas, como o "Exodia" de 2018, a Keyd apostou em nomes até então não tão grandes do cenário competitivo, além de pro players estrangeiros. De acordo com Eduardo "Edu" Kim, dono e fundador da organização, a Keyd manterá sua line-up para o CBLoL 2020. "Em 10 anos de Keyd, consegui algo muito difícil: união. Não foi um jogador que ganhou o jogo, foi a união".

Foto: Bruno Alvares/Riot Games/Reprodução
Foto: Bruno Alvares/Riot Games/Reprodução



De acordo com Lorenzo Jung, diretor estratégico da Keyd, a aposta da equipe nos jogadores estrangeiros Szépvölgyi "mumus100" Márió e Jesús "Grell" Loya deu certo porque eles não estavam interessados em somente ficar conhecidos. "Vi que a gameplay dos jogadores era boa, eles não eram estrelas de suas regiões, mas eram bons. Vi que os dois eram pessoas diversificadas, eles não queriam ganhar por ganhar ou vir para o Brasil para ganhar dinheiro e acabou. [...] Os três estrangeiros que contratamos entendem sobre vários aspectos da vida além dos treinos e de conversar com o time".

Durante e coletiva, Augusto "Klaus" Clauss aproveitou para criticar o atual calendário do Circuito Desafiante. Segundo o jogador, o espaço de tempo entre a final do CD e a Série de Promoção é muito grande, o que dificulta os treinos dos times que disputarão uma vaga no split seguinte, já que o CD e o CBLoL terminaram e os jogadores que participaram deles estão descansando.

Foto: Bruno Alvares/Riot Games/Reprodução
Foto: Bruno Alvares/Riot Games/Reprodução



Enquanto a Keyd está no CBLoL 2020, a CNB enfrentará o rebaixamento pela primeira vez na história de sua organização. De acordo com o coach Gabriel "Turtle" Peixoto, a principal diferença da equipe do primeiro para o segundo split foi o tempo de preparação. "No 1º split conseguimos ter um trabalho de cinco ou seis meses antes do CBLoL começar, começamos desde a Superliga. Todos os primeiros problemas que tivemos nesse time de agora, tivemos no outro também, só que na Superliga, e aí chegamos no CBLoL mais evoluídos e preparados".

Durante a transmissão da série, Pablo "pbO" Yuri, atirador da CNB, afirmou que o time não parecia ser uma equipe de verdade. "Estamos ali só jogando, a gente não se importa um com o outro, não somos amigos dentro do jogo. Esse foi um dos splits mais difíceis da minha carreira". Na coletiva de imprensa, o discurso foi o mesmo. "Aconteceu muita coisa que fez o time ficar desmotivado e não dar o seu 100%. Cair hoje é uma consequência do que aconteceu e um dos motivos principais foi a gente não ter sido uma equipe".

Questionado sobre as críticas que a CNB recebe sobre insistir em jogadores de base, Turtle respondeu que o imediatismo por resultados positivos está enraizado na torcida brasileira:

"Uma coisa bizarra é que sempre que perguntam qual time vai cair todo mundo fala que será o time que tem menos jogadores conhecidos. Isso é uma coisa que está instalada no nosso cenário. Aí você vê os grandes nomes e quando eles vão parar no Circuito Desafiante eles não conseguem jogar metade do que jogavam, porque tem muita coisa atrás disso, então é algo que está instalado na raiz, como muita coisa no cenário, o que é um dos motivos pelos quais ele não vai pra frente", desabafou. "Tendo essa raiz é muito difícil você só chegar e arrancar ela, você tem que trabalhar e fazer com que as pessoas acreditem nos nomes novos e é isso que a CNB tentou fazer. Deu certo no 1º split, tanto que o Yampi está aí agora, e acho que é uma coisa que a gente vai errar e aceitar ao mesmo tempo. [...] O cenário vai ter que acreditar aos poucos, vendo que os jogadores novos realmente fazem a diferença. Não dá pra forçar algo, criar matérias sobre, falar mais sobre isso talvez acelere o processo, mas já está instaurado no cenário e é difícil acabar com isso".

Além disso, Turtle afirmou que não descarta possibilidades de voltar a atuar como pro player, mas que atualmente está "70% para técnico e 30% para jogador". Por fim, pbO explicou que pretende repensar suas decisões para então decidir se continua ou não na CNB.

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