Apex Legends

Apex Legends Preaseason Invitational: A vanguarda que representou o Brasil

Saiba quem são os brasileiros competindo no battle royale da Respawn
@luccabucks
Matheus de Lucca
escreve para o Versus.
Foto: EA Games/Reprodução
Foto: EA Games/Reprodução

O Apex Legends Preseason Invitational foi o último campeonato da pré-temporada do battle royale da Respawn Entertainment, publicado pela Electronic Arts. Realizado em Cracóvia, na Polônia*, o torneio foi o primeiro inteiramente organizado pela publisher e reuniu 80 equipes de todo o mundo, incluindo brasileiros. Neste artigo, o Versus mostra quem são esses jogadores que exploram os primórdios do cenário competitivo de um novo game e qual é o histórico de cada um nos esports.

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Artinn, Rhythm e Deft, da Quasar Generation Blue | Foto: EA Games/Reprodução
Artinn, Rhythm e Deft, da Quasar Generation Blue | Foto: EA Games/Reprodução

Quasar Generation Blue

Esse é um dos esquadrões da equipe de Pyong Lee, composto por Lucas "Artinn" Cafure, 19 anos, João Vitor "Rhythm", também 19 anos, e Pedro Henrique "Deft", 17 anos.

Artinn joga competitivamente há seis anos, com principal foco em PUBG. Entrou para o Apex Legends no lançamento do game, em fevereiro de 2019. Esta é a primeira vez que ele joga profissionalmente. O que mais chama sua atenção no battle royale da Respawn Entertainment é a movimentação acelerada e o peso das armas. Sobre o maior aprendizado que tira da participação no campeonato da Polônia, o jogador aponta o estilo de jogo dos times internacionais. "Ninguém joga assim o Brasil. Fomos muito cobrados nesse aspecto".

Rhythm começou jogando Combat Arms competitivamente, participando de campeonatos sem necessariamente representar uma organização. Teve passagem pelo PUBG e agora se dedica a Apex Legends. O jogador aponta o dinamismo como um dos principais diferenciais do game - "dá para fazer coisas que não são possíveis em nenhum outro battle royale". Para ele, "a América Latina está muito atrás em questão de scrims [...] Aqui teve um jogo diferente, não foi o que esperávamos".

Já Deft está tendo a sua primeira experiência profissional com Apex Legends. Ele sempre jogou games FPS, mas apenas casualmente. "Me destaquei nas rankeds, tive essa oportunidade e agarrei com tudo". Da mesma maneira, este campeonato foi sua estreia em competições internacionais. "Achei que ia ficar nervoso, porque tenho essa tendência, mas acabou que foi tranquilo. Gostei muito do campeonato, apesar de ter perdido. Considero uma vitória porque não tremi, não fiquei emocionado. Dei meu melhor. Agora preciso treinar mais. Quero continuar nesse caminho, esse foi o primeiro torneio de muitos".

Ninext, Exko e Noted, da Quasar Generation Red | Foto: EA Games/Reprodução
Ninext, Exko e Noted, da Quasar Generation Red | Foto: EA Games/Reprodução

Quasar Generation Red

O segundo esquadrão da equipe de Pyong Lee, é composto por Nino "ninext" Bernardes, 22 anos, e Vinicius "noted" Cavalcante, 23 anos, que chegaram a competir pela organização norte-americana Cloud9, e pelo canadense Dakota "Exko" MacLeod, 23 anos.

Ninext começou a jogar competitivamente em 2015 em Battlefield 4. Ele foi vice-campeão mundial três vezes. Passou para o Rainbow Six: Siege e conquistou o Brasileirão 2017 com a Black Dragons. Em 2018 passou para o PUBG, época em que competiu pela Luminosity Gaming e disputou o mundial na Ucrânia. Desde o lançamento de Apex Legends se dedica ao battle royale da Respawn, muito por conta da jogabilidade rápida. "Como foi o primeiro mundial de Apex deu pra ter uma noção boa do nível internacional. Tem muitos times, eu nunca tinha jogado um campeonato com tantas equipes. Achava que nem era possível colocar tanta gente num lugar só. A experiência foi surreal. Demos o nosso melhor e espero que tenham mais campeonatos assim para participarmos".

Noted também tem um longo histórico competitivo, passando por games como CS 1.6, CS:GO, R6 e PUBG, totalizando seis anos de experiência profissional. "Treinamos por 2 semanas [para este campeonato] e estamos com uma química boa com o Exko. Os times aqui jogam juntos há muito tempo. Fico orgulhoso, apesar do resultado, que fica entalado na garganta - não subimos por 2 pontos. É realmente frustrante. Mas isso também mostra nosso potencial. Eu me cobro muito porque queria orgulhar o Pyong, que é um cara incrível, fico sem palavras para descrever o quão importante ele é para nós".

Exko jogou PUBG profissionalmente pela FlyQuest e pela TeamGate, participando de uma série de torneios internacionais. Ele foi convidado por Ninext e por Noted para jogar o Preseason Invitational.

bNs, Brans e Fireman, jogadores da One Above All | Foto: EA Games/Reprodução
bNs, Brans e Fireman, jogadores da One Above All | Foto: EA Games/Reprodução

One Above All

A equipe é composta pelo brasileiro Bruno "bNs" Semeghini, 25 anos, e pelos chilenos Javier "FiReMaNNN7" Collado, 27 anos, e Brandon "Brans" Ahumada, 19 anos. Atualmente, eles não têm uma organização para representar.

bNs já joga competitivamente há nove anos, passando por títulos como Overwatch, Heroes of the Storm (com INTZ) e Smite (com Mastermind). Começou a jogar Apex e gostou do game por achá-lo completo, voltado para mecânica e trabalho em equipe. "Achei que o torneio foi bom. Eles deram muitas oportunidades para times do mundo todo participar, mas acho que a EA poderia ter investido mais. As equipes tiveram que vir por conta a um lugar muito longe, então seria bom pelo menos avisar melhor que os participantes devem atender a X requisitos para vir. Não teve nada disso".

Brans jogou Overwatch, Rocket League e CS:GO - este último por quatro anos.

Fireman jogava Counter-Strike 1.6 por seis anos e GO por quatro anos, participando de uma série de campeonatos internacionais. Ele jogou a WESG World Finals 2016 com a rEAK.

nCL, Tinylady e Juju, jogadoras da DREAMIT | Foto: EA Games/Reprodução
nCL, Tinylady e Juju, jogadoras da DREAMIT | Foto: EA Games/Reprodução

DREAMIT

A DREAMIT é uma organização composta inteiramente por mulheres, com line-ups de CS:GO e Apex Legends.

Hosana "Tinylady", 27 anos, nasceu no Brasil, mas se mudou com a família para a Europa aos 10 anos, onde vive desde então. Ela jogou Counter-Strike: Global Offensive competitivamente por cinco anos, participando de LANs no continente europeu. Quando o battle royale da Respawn foi lançado, ela se apaixonou pela jogabilidade rápida e agressiva do game e acabou fazendo a transição. "Adorei a experiência de jogar aqui. É a primeira LAN com times do mundo todo que participo e foi incrível. Precisamos treinar mais e nos adaptar para continuar participando desses campeonatos".

Nicole "nCL" Hanser é alemã e tem 28 anos, assim como Julia "Juju" Steffen. Elas jogavam CS:GO também pela DREAMIT, junto com Tinylady, e foram convencidas por ela a migrar para Apex Legends.

Todas essas line-ups com brasileiros foram eliminadas no 2º dia do Preseason Invitational. Para mais informações sobre o campeonato, formato e transmissão, acesse o guia do Versus.

Esse é um dos eventos da pré-temporada competitiva de Apex Legends, que já contou com a EXP Pro-Am em 11 de julho, a X Games entre 2 e 3 de agosto. A premiação total é de US$ 500 mil.

*O jornalista viajou a convite da EA Games.

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