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A força do mobile: Brasil é vice-campeão de jogadores ativos em Critical Ops

O único a frente do Brasil é o Estados Unidos
@foxer_jj
Jairo Junior
escreve para o Versus.
Imagem: Critical Force/Reprodução
Imagem: Critical Force/Reprodução

Critical Ops é um sucesso no mundo dos games mobile. O jogo de tiro em primeira pessoa vem recebendo diversos novos jogadores, especialmente no Brasil. A popularidade foi tanta que atraiu os olhares da produtora Critical Force, que já possui planos de formar uma equipe operando no Brasil para alavancar o game seja no esport ou no mercado nacional geral - que segundo Veli-Pekka, CEO e Fundador da publisher, "é o segundo mais importante do Critical Ops".

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O esporte eletrônico

O empresário finlandês conversou com o Versus e contou os planos da sua empresa em relação ao mercado brasileiro. A meta é ambiciosa, mas longe de ser impossível: "O nosso planejamento tem como objetivo transformar o Critical Ops no maior esport mobile de FPS do Brasil".

Em relação ao circuito competitivo do game de tiro, a publisher Critical Force age de forma semelhante à Valve, que aposta na livre concorrência das empresas para organizarem os torneios do jogo.

Ainda assim, isso não quer dizer que a empresa ficará de braços cruzados: "Nós pretendemos supervisionar os torneios online de maior porte para garantir sua qualidade e até enviar representantes para os presenciais. Quanto às competições menores, também queremos ajudar, mesmo que de forma mais simples".

Assim como em outras modalidades, o Brasil já possui fortes nomes na cena competitiva nacional do game. O país não teve um representante no campeonato mundial - que aconteceu em junho deste ano, em Seattle - por problemas de visto com os jogadores. Até mesmo Veli-Pekka reconheceu a habilidade dos pro player nacionais: "O Brasil não só tem muitos usuários, como também já conta com ótimas equipes, cheias de jogadores talentosos. O game tem tudo para dar cada vez mais certo no país".

Quase um CS para dispositivos móveis

Jogar no celular ainda é mal visto por uma parcela da comunidade de esports, que prefere realizar este hobby com um joystick ou a boa e velha dupla formada pelo mouse e teclado. Por isso, Veli-Pekka afirma que a jogabilidade é até hoje um dos maiores focos dos desenvolvedores:

"No começo, os modelos dos bonecos no jogo eram muito mais simples, porque o foco era que o game fosse bem otimizado. Mas como hoje em dia há muito mais poder nos celulares, tudo está ficando mais trabalhado e bonito. (...) A jogabilidade é um dos nossos maiores focos até hoje. Como o próprio game é complexo, a sua arquitetura acaba sendo também."

Um ponto importante de mencionar sobre o Critical Ops é que o dinheiro não faz a mínima diferença no seu desempenho nas partidas. Por lá, você só poderá contar com a habilidade e a dos seus companheiros de time:

"O nosso jogo não é 'pay to win', pois nós acreditamos que isso mata a cena competitiva. Portanto, você não irá conseguir comprar nada que te favoreça de alguma forma, já que todas as transações são apenas cosméticos, como skins e etc. O jogo é justo e definido por habilidade."

Critical Ops tem suas referências diretamente retiradas de Counter-Strike, com muitas semelhanças em comparação ao famoso FPS da Valve - porém, feito para celulares e tablets.

"Definitivamente, há muitas influências de Counter-Strike em Critical Ops. Quase todo o time de desenvolvedores jogam CS e outros FPS no PC. Inclusive, Minh 'Gooseman' Le, que é um dos desenvolvedores do Counter-Strike, foi até a Finlândia em 2014 para ajudar no desenvolvimento de Critical Ops", recorda Veli-Pekka.

Imagem de dentro do game, durante jogatina.
Imagem de dentro do game, durante jogatina.

O mercado mobile

O empresário se mostrou entusiasmado quando questionado sobre o crescimento do mercado gamer mobile. Em partes, ele acredita que a praticidade dos aparelhos é um dos trunfos da plataforma.

"O mobile e os esports nesta área estão progredindo muito rápido. As novas gerações estão crescendo, envelhecendo e agora costumam jogar no celular por ser mais prático. Acredito que a tendência é que tudo isso cresça ainda mais."

É claro, além da facilidade, o custo é outro fator positivo quando comparado ao próprio computador, que demanda não só hardwares com pesos elevados, mas também periféricos.

"Me anima muito saber que o nosso game pode ser aproveitado por diferentes classes sociais. Saiba que todas elas são clientes valiosas. Atualmente, apenas 2 ou 3% da comunidade gasta comprando coisas no jogo, mas nós acreditados que 100% dos jogadores são importantes igualmente. Uma comunidade não se faz com alguns e sim com todos."

Por fim, Veli-Pekka deixou um recado para os fãs de Critical Ops:"Quero que saibam que estou muito feliz de ter o Brasil como um dos nossos principais mercados. Por isso, agradeço imensamente a todos que jogam o Critical Ops, especialmente os times competitivos e nossos influenciadores no Brasil, que produzem conteúdo e são muito importante para nós. É realmente um prazer cooperar e trabalhar com os brasileiros".



Jairo "Foxer" Junior é redator do Versus. Siga-o no Twitter em @Foxer_JJ.

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