Street Fighter

“2018 vai ser o meu ano”, diz Keoma, brasileiro que fez história jogando Street Fighter

Durante a Capcom Cup 2015 Keoma se consagrou como um dos oito melhores jogadores do mundo
@_matheusf23
Matheus Oliveira
escreve para o Versus.
Foto: Reprodução
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Renato “DidimoKOF” Martins brilhou durante a Capcom Cup 2017 e chegou à 13ª posição do campeonato mundial. Mesmo com uma performance brilhante, este não foi o melhor resultado que um brasileiro conquistou no torneio. O responsável por tal façanha é o gaúcho Keoma Pacheco, que em 2015 ficou entre os oito melhores jogadores de Street Fighter do mundo.

Em entrevista exclusiva ao Versus, o pro player de 28 anos natural de Gravataí, de RS, conta sua história nos games, como chegou ao topo no competitivo e seu caminho para retornar aos anos de glória.

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Lutando desde pequeno

Keoma começou a se aventurar no mundo dos jogos com apenas cinco anos de idade, quando começou a jogar Mortal Kombat 2. Desde então, ele não parou, passando por The King of Fighters e até Counter-Strike.

Mas seu lado competitivo só aflorou mesmo com Street Fighter IV, em 2009.

“Eu só pensava em melhorar”, comenta Keoma sobre seu início nos eSports. “Uns três anos depois, em 2012, me vi em 3º lugar no Treta [campeonato brasileiro de jogos de luta], atrás do Tokido e GamerBee. À medida em que fui crescendo, percebi que jogar valia o esforço.”

No campeonato em questão, o brasileiro foi eliminado pelo taiwanês Bruce “GamerBee” Hsiang. “Ele me venceu facilmente na final das losers e me deixou com aquilo na cabeça nos três anos que passaram.”

Em 2015, três anos após sua derrota, os dois pro players se reencontraram no maior campeonato de Street Fighter do mundo: a Capcom Cup.

Com vaga para o mundial graças à final regional latino-americana, Keoma enfrentou mais uma vez seu oponente taiwanês… E venceu. Aquela vitória na Califórnia deu um gostinho de revanche na boca do brasileiro, e de acordo com o jogador, essa é uma de suas melhores lembranças.

“Eu estudei muito a partida e consegui vencê-lo na Capcom Cup. Foi quando eu consegui perceber o quão mais forte eu me tornei. Depois do meu resultado, eu decidi que podia dizer que era realmente bom.”

O pro player chegou ao top 8 do mundial - naquele ano, Keoma foi consagrado como um dos oito melhores jogadores de Street Fighter em todo o globo. Foi a melhor colocação já alcançada por um brasileiro no torneio.


“Keomem”

Querendo ou não, esse é um grande legado a carregar - principalmente quando falamos de uma comunidade tão centrada como a de fighting games. Muitas expectativas dos fãs e do próprio Keoma foram aos poucos trazendo muitas responsabilidades para o jogador.

No ano seguinte, o brasileiro viajou para Las Vegas e participou da maior reunião de competições de jogos de luta do mundo: a Evolution Championship, ou EVO para os mais chegados.

A Capcom tinha acabado de renovar o game com o novíssimo Street Fighter V, que substituiu seu antecessor nos torneios somente cinco meses após seu lançamento.

Era uma fase de adaptação para todos, e Keoma (assim como muitos outros pro players de renome) foi eliminado logo no começo do campeonato.

"A expectativa era muito alta em cima de mim, Street Fighter V era um jogo novo e sair tão cedo do campeonato foi um choque. A pressão que acompanhou o nível no qual eu cheguei foi mais do que eu conseguia aguentar naquela época."

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Agora, quase dois anos depois, Keoma vê a possibilidade de voltar ao topo. O pro player entrou recentemente para o time latino-americano Vertex, grande nome entre as equipes de fighting games, e percebe que as diferenças entre esse cenário e os grandes esportes eletrônicos ainda existem… E são visíveis.

“A visão que as organizações de eSports têm sobre o cenário de Fighting Games é muito equivocada, muito superficial, ainda é algo que não compreendem 100%. O cenário de jogos de luta ainda anda em paralelo com os eSports.”

Apesar dos contrastes, o gaúcho vê um futuro brilhante a partir do próximo ano. "Eu entendi que meu nome gera uma certa expectativa, mas espero não falhar comigo mesmo. Tenho certeza que se eu conseguir fazer algo de que eu me orgulhe então será orgulho pra quem torce por mim também."

Com nova equipe e espírito renovado, ele afirma com confiança: “2018 vai ser o meu ano, daqui pra frente nada vai me parar.”


Matheus Rodrigues é redator do Versus e é da turma do meia-lua e soco. Siga-o no Twitter em @_omanfred.

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